A nossa imagem, a autoestima e a influência da sociedade

A imagem. Quanto mais olhamos para as imagens perfeitas em que a nossa sociedade assenta mais procuramos esses ideais em nós mesmos e se não os encontramos, pior nos sentimos.

Crescemos moldados pelos parâmetros e ideais da sociedade, provavelmente mais do que aquilo que achamos. Começa quando somos ainda crianças, com a nossa família e a escola. E já mais tarde pelas interações que vamos tendo. Hoje mais do que antigamente, não só através das pessoas com quem nos relacionamos mas também através dos media.

Os media tornaram-se num veículo para o reforço das crenças e valores sociais, definindo e projetando o ideal de imagem. Como deveríamos ser como pessoa: fisicamente e personalidade. Se calhar inconscientemente, quase todos nós fazemos parte deste ciclo: avaliamos e somos avaliados.

Dizem-nos que estas imagens irrealistas e estes corpos perfeitos é que são o normal, o desejável e o objetivo a alcançar.
Assistimos a uma intolerância no que diz respeito à diversidade do corpo. Ser magra, tonificada, ter uma pele radiante e um cabelo perfeito, são associados a persistência, trabalho árduo, sucesso, confiança e disciplina. Os nossos valores e personalidade passaram a estar assentes na nossa imagem física.

Como sair deste ciclo e criar uma imagem forte e positiva?
  • A nossa aparência física e a preocupação que temos com ela deve estar totalmente assente num único princípio: a nossa saúde. Não vamos fazer dieta e desporto por uma imagem como a da Kim Kardashian. Vamos sim comer bem  e fazer exercício pelo nosso bem-estar. Porque teremos menos problemas físicos, sentiremos mais energia, estaremos melhor psicológica e emocionalmente;
  • Nem tudo são números. O peso na balança não deve ser uma obsessão. É um fator indicativo e que varia de pessoa de pessoa;
  • Aceitar o nosso tipo de corpo. Podemos estar em forma, comer saudável, mas há características próprias do nosso corpo. Devemos respeitar e amar o nosso corpo;
  • Acabar com as comparações. Os nossos objetivos deverão ser estabelecidos por nós e pela nossa felicidade, tendo em conta o que somos e a nossa realidade. Não devem ser definidos por estereótipos ou por uma foto de alguém. Muitas vezes por detrás dessa foto está uma pessoa mais infeliz que nós!;
  • Assentar a nossa autoestima no nosso amor-próprio e não em modelos/aceitação externos. Estarmos sólidos do nosso valor e de aquilo que somos é um trabalho pessoal e interior. Não é negarmos o que somos e querermos ser o que está na moda;
  • Aceitar as diferenças. Não avaliarmos alguém pela sua aparência. Formas e tamanhos não são definições de carácter, inteligência e valores.