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O que aprendi com o super-homem

Saltei da cama, voei e aterrei de forma errada sobre o meu pé, partindo‑o. Tinha 6 anos, e todos os indícios apontavam para o facto de eu ser do planeta Krypton, cujo Sol explodiu quando eu era bebé, deixando‑me órfão num planeta cheio de pessoas que jamais me entenderiam plenamente. Tinha uma capa (o meu cobertor do Super‑Homem). A gravidade fraca da Terra não me conteria. Nada podia conter‑me. A minha mãe afirma que conseguiu ouvir o estalar do osso do outro lado da nossa casa suburbana. Crack! Aterrei. Talvez fosse verdade, ela podia ter ouvido.

Tive de usar gesso. No primeiro dia na primeira classe, numa escola nova, eu era «esse miúdo». O que mancava. O que tinha gesso . O leitor sabe, aquele com quem provavelmente teria andado porque era óbvio que eu estava destinado a ser o miúdo mais fixe da primeira classe. No final do dia, sentia comichão dentro do gesso.
Era horrível. E estava a chover. A professora Klecor só nos deixava sair para irmos apanhar o autocarro, no final do dia, se conseguíssemos soletrar os nossos nomes. Tenho um péssimo apelido para tal tarefa. Altucher. Tinha a certeza de que ia perder o autocarro.
Fui o último que restou. Comecei a chorar. Iria tirar o gesso depois da escola, mas não se não conseguisse soletrar o meu nome e perdesse o autocarro.

Quase 30 anos mais tarde, continuo a ser o Super‑Homem.
Ou melhor, sou o desajeitado Clark Kent. Uso óculos. Tenho cabelo preto. Costumo ser tímido em público. As pessoas costumam rir‑se de mim. E, tal como muitas pessoas, tenho uma identidade secreta. Uma que vou revelando aos poucos à Lois Lane que vive mais perto de mim. Mas, mesmo assim, se tivesse de revelar tudo, acabaria preso ou num hospital ou numa instituição, ou teria mais pessoas a detestar‑me do que o normal, ou a Claudia deixava‑me, ou outras pessoas seriam muito prejudicadas por quem se aproveitasse da verdade. É a minha identidade secreta.

Desde os 4 anos até aos 44 que leio o Super-Home m. Se não estivesse a escrever este livro, hoje podia sentar‑me e escrever 50 argumentos para submeter à DC Comics. Porque é que a história do Super‑Homem é tão chamativa? Obviamente, pela ideia de que todos somos o Super‑Homem. Todos somos tímidos e estranhos e ai, se as pessoas conhecessem o nosso eu verdadeiro. O que está por debaixo do fato, dos óculos, o que abre a camisa branca, lisa, revelando as cores vivas, os superpoderes, a inteligência inacreditável, a bondade, a moral e a força física. Não tem de acabar. Quando passamos da infância para a idade adulta, somos ensinados a deixar as histórias da nossa juventude para trás. Não siga esse conselho. Se guardarmos as joias escondidas no interior, as histórias da nossa juventude podem ajudar‑nos a percorrer o mundo como um super‑herói. As pessoas que se Escolhem a Si Mesmas são os novos super‑heróis. Os que nunca perderam a herança criptoniana.

Comece por aperceber‑se de que ainda tem uma identidade secreta. Reconheça‑a. Acorde todos os dias e diga a si mesmo: «Sou um super‑herói. O que é que posso fazer para salvar o mundo?» E aparecerão respostas, verá oportunidades, descobrirá novos passos. Descobrirá como voar até onde é preciso. Como levantar o carro, como usar a sua visão raio X para ver as soluções que ninguém pensou serem possíveis.

Se pensar bem, o Super‑Homem não tinha, na verdade, quaisquer poderes úteis. Todos temos os mesmos poderes, mas receamos admiti‑lo. As pessoas dizem sempre que o Batman não tinha poderes, mas o Super‑Homem tinha. Na verdade, é o oposto. Pense nisso: quando é que alguma vez precisaria de superforça? Vai mesmo pegar num carro nos próximos tempos? Não, é claro que não! Visão de calor? Para quê? Tenho um micro‑ondas. Visão raio X? Posso ver a mulher mais bonita do mundo nua sempre que quiser. Todos os meus vizinhos são horrendos mesmo vestidos. E todos sabemos que, geralmente, as mulheres são mais sensuais com roupas minúsculas do que totalmente nuas. E superaudição? Já sei o que é que toda a gente pensa de mim. Acho que ficaria horrorizado se as ouvisse dizer o que já sei que elas pensam.
Que mais? Ah, pois, voar. Para onde é que voaria? E as pessoas ver‑me‑iam. E comeria moscas e iria contra pássaros. Que nojo! Esqueça. Eu não quero voar. Nem sequer tenho carta de condução. Vou a pé. Ou vou de comboio, e vejo um filme no meu iPad. Ah, e as balas não afetam o Super‑Homem. Para ser sincero, nunca ninguém me deu um tiro, portanto, isto não me parece ser um poder útil para mim.

Contudo, o simples facto de saber que sou o Super‑Homem, com poderes secretos, basta para me fazer feliz. Eu sou o Super‑Homem. Estou acima das preocupações dos terráqueos. E acredito nisso com todas as forças que há em mim. Esse é o meu segredo.O segredo tem poder.

O único superpoder de que o leitor realmente precisa é o que o leva constantemente a perguntar, desde o segundo em que acorda até ao segundo em que adormece: «Que vida posso salvar hoje?» É uma prática. Muitas vezes, esquecemo‑la. Resistimos‑lhe. Em vez de salvarmos vidas, preocupamo‑nos demasiado em salvar‑nos a nós mesmos. «Como é que vou pagar as contas?» «O que é que faço em relação ao facto de o meu patrão dizer mal de mim?» E por aí adiante.

Em vez disso, o leitor recebe superpoderes se tiver tentado salvar pelo menos uma vida durante todo o dia. Experimente. Amanhã, acorde e diga: «Hoje vou salvar pelo menos uma vida.» Até aju‑dar uma velhinha a atravessar a estrada conta, ou até responder a um e-mail e ajudar alguém a tomar uma decisão importante. Até entrar em contacto com um amigo distante e perguntar «Como estás?» pode salvar‑lhe a vida. O leitor pode salvar uma vida hoje. Não deixe que o Sol se ponha sem ter feito isso. O leitor é o Super‑Homem.

Em Escolhe-te a Ti Mesmo, James Altucher, SELF.

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O guerreiro interior, segundo Bruce Lee

Embora possa ser surpresa para aqueles que estão em plena crise emocional ou existencial, mas a verdade é que a resposta para quase todos os nossos problemas já se encontra dentro de nós. Ela existe sob a forma de um grande reservatório de energia que flui livremente, a qual, quando canalizada para os nossos músculos, pode dar‑nos uma força enorme e, quando orientada para o nosso cérebro, pode conceder‑nos uma clareza e uma compreensão imensas. Os chineses chamam chi a esta energia que acontece naturalmente e que, segundo a sua convicção, circula em ciclos contínuos no interior dos nossos corpos.

Alguns compararam esta enorme energia interior à teoria quântica na Física; ou seja, os padrões de energia subatómica que são mantidos para serem sinónimo das forças evolutivas inerentes ao crescimento e ao desenvolvimento de todas as coisas. Esta energia não é observável, digamos, sob a forma em que as partículas ou outras formas sólidas de matéria o são, mas também não é exatamente uma onda ou um processo.
Evidentemente, é mais uma combinação dos dois. Em todo o caso, como veremos mais adiante, tudo na vida imita este ciclo de energia em processos que são rapidamente percetíveis — do átomo ao sistema solar. A recompensa, na nossa aprendizagem, por nos ligarmos a estes vastos ciclos de energia é que, ao fazê‑lo, o resultado pode ser uma completa e total harmonia entre a mente e o corpo, que atinge o seu auge sob a forma de um enorme despertar espiritual, o qual os sábios taoistas da China Antiga apelidaram de tun‑wu e os mestres zen japoneses chamam satori.

Não admira que o lendário profissional de artes marciais do século XX, Bruce Lee, tivesse conhecimento total da existência destas grandes forças, o que o levou a comentar, certa vez:

«Sinto que tenho esta enorme força criativa e
espiritual dentro de mim que é maior do que a fé,
maior do que a ambição, maior do que a confiança,
maior do que a determinação, maior do que a visão.
É tudo isto, junto… Seja divina ou não, eu sinto esta
grande força, este poder inexplorado, este algo
dinâmico dentro de mim. Este sentimento desafia
qualquer descrição e não há experiência a qual seja
possível compará‑lo. É uma espécie de emoção forte
misturada com fé, mas muito mais forte.»

Se me permitirem a ousadia de tentar simbolizar esta enorme fonte de energia interior, a imagem que melhor a representaria talvez fosse a de um profissional de artes marciais ou a de um guerreiro. Afinal de contas, o guerreiro é uma imagem que representa uma força maior, a qual, sendo mobilizada corretamente, lhe permitirá vencer muitas batalhas, mas, sendo mal orientada ou negligenciada, pode erguer‑se e tornar‑se a sua Némesis. A maioria de nós, no Ocidente, negligenciou a nossa força guerreira, ignorando a sua presença e renunciando até à tentativa de nos ligarmos a ela. O resultado é que acabamos por nos tornarmos muito menos do que tudo o que podemos ser. Como afirmou, certa vez, o psicólogo norte‑americano, William James, no seu ensaio intitulado The Energies of Men (As Energias dos Homens): «Comparado com aquilo que deveríamos ser, estamos apenas meio despertos. As nossas fogueiras são um braseiro. Estamos a usar apenas uma parte reduzida do potencial dos nossos recursos mentais e físicos.»

Se, no entanto, escolhermos aceder a esta energia interior, tornar‑nos‑emos no que podemos ser — despertando de imediato as nossas paixões e atiçando completamente a chama do nosso potencial máximo — e as nossas vidas mudarão. Tornar‑nos‑emos mais apaixonados, mais confiantes — mais à vontade connosco e com o mundo à nossa volta — e alcançaremos, quase sem esforço, os nossos objetivos. Seguramente, Bruce Lee conseguiu aceder a esta força quando assim o desejava, e era sua a convicção de que as grandes coisas são possíveis quando já tivermos aprendido a canalizar o que ele chamou «aquelas grandes forças espirituais interiores», com o olhar posto no futuro: «Quando o Homem alcança a cons ciência vital dessas grandes forças espirituais no seu interior e começa a usá‑las na Ciência, nos negócios e na vida, o seu progresso no futuro será incomparável.»

em O Guerreiro Interior, SELF.

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Simplificar

Encarar tudo de forma mais simples, ou simplificar, é perceber que, por vezes, menos é mais. E o que será isto do “menos”?

Certamente que será algo diferente para cada um de nós e, conforme já referi, cada um de nós poderá fazer a sua interpretação e de acordo com o momento de vida que está a viver. Ainda assim, este “menos” simboliza claramente a diminuição de algo que nos aflige, que nos faz mal, mas de forma realista e sem ser através do evitamento. Ao fazer isso, permitimos que surja mais espaço na nossa vida ou dentro da nossa cabeça para que outras coisas se ampliem.

Creio que todos queremos ser felizes, genericamente falando, pois à parte as diferenças entre todos, o ser humano procura o prazer, a felicidade, a satisfação… Seja através da profissão, da nossa relação com os outros ou da forma como vivemos connosco (ou com tudo conjugado). No fundo, a forma como estamos na vida, virados para todos estes pontos cardeais e pautados pela simplicidade no estar, pode dar azo à potencialidade de estarmos saudavelmente conectados connosco e com tudo o que nos rodeia.

(…)

E ao refletir um pouco concluí algo que pode ser um cliché, mas que é algo que podemos desejar e procurar encontrar: a melhor fase da nossa vida tem de ser aquela onde nos encontramos.

(…)

O desafio maior que temos nas nossas vidas talvez não seja só sermos felizes, será também estarmos na melhor fase das nossas vidas, precisamente no momento em que nos encontramos com tudo o que isso traz. Sejam encontros ou desencontros. Este ponto de vista pode parecer pouco lógico, pois o ser humano não quer sofrer, mas na realidade, o passado não existe e o futuro ainda não se fez. Ambos residem dentro de nós e tanto podem ter um poder abissal e descontrolado como podem ser uma ferramenta útil.

A grande aprendizagem (e dificuldade) é estar presente no momento em que nos situamos, conectados, aceitando o que surge. Essa aprendizagem é a vida! E é algo para manter durante todo o tempo que temos.

Também quando estamos perdidos dentro das nossas confusões, less is more (menos é mais). Menos é mais porque, por vezes, o silêncio e o “não fazer” trazem‑nos mais frutos. E mais frutos é muito bom, nada menos, ou less. Less is more porque não atiça a fogueira do incêndio interno que, por vezes, nos consome. É como baixar o volume da nossa confusão interna. Less é a água que vem abrandar as labaredas e resfriar a temperatura. Mas Less is more but not good (menos é mais, mas não é bom), quando nos agarramos a isso para não fazer nada, não dar passos em frente e ficar na bolha (que é como quem diz, ficar no conforto de não fazer nada).

Como diz Larry Dossey, “não devemos romantizar o que é simples”, e nem sempre é fácil encontrar um meio‑termo ou um acordo entre aquilo que pode ser percecionado como simples. Como em tudo, é necessário encontrar um equilíbrio e entender de forma consciente quando é que é necessário parar e quando é que é necessário agir. É como encontrar uma saída mais simples no meio de tanto caos, interno e externo. E isso é, por vezes, o mais desafiante. De qualquer forma, saber encontrar este equilíbrio é a chave para outros equilíbrios da vida. E é através da experiência que conseguimos encontrar a sabedoria de o fazer da forma certa, no momento certo.

Faz este pequeno exercício:

  1. Quais os temas mais complicados na minha vida?
  2. Dentro desses temas, quais os que são da minha responsabilidade ou em quais posso agir?
  3. Em algum deles é possível não agir nem pensar nisso, nem que seja por um dia?

Em A vida não tem Mapa de Ana Caeiro

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Como está a sua situação financeira?

Para testar o seu autoconhecimento sobre os hábitos relativos a gastos, poupanças e investimentos, faça o teste que Kevin O'Leary desenhou para saber melhor o seu perfil financeiro, os seus objetivos e a sua capacidade de os atingir.

SOBRE GASTOS

1. Sabe, a qualquer momento, exatamente quanto tem na carteira e nas contas à ordem/de investimento/de poupança? S/N

2. Vai às compras com uma lista específica, comprando apenas o que dela consta, com raras exceções? S/N

3. Abstém-se de pagar bens de consumo ou artigos de mercearia com cartão de crédito, pagando-os apenas em dinheiro ou com cartão de débito, a menos que seja absolutamente necessário? S/N

4. Resiste a compras de última hora (tais como revistas, barras de chocolate ou pastilhas elásticas) quando já se encontra na fila para a caixa? S/N

5. Pesquisa preços e compara-os antes de se deslocar às lojas? S/N

6. Em casa, evita ou bloqueia o canal de compras para se impedir de fazer compras desnecessárias a partir do sofá? S/N

7. Paga os cartões de crédito ao fim do mês, usando-os apenas por comodidade ou para juntar pontos? S/N

8. Mantém os recibos cuidadosamente arquivados e devolve prontamente os artigos com os quais não ficou satisfeito ou chega à conclusão de que não precisa? S/N

9. Inteira-se de todos os descontos, abatimentos e cupões disponíveis antes de fazer qualquer compra? S/N

10. Consegue evitar ir às compras quando está irritado, entediado, preocupado ou cansado? S/N

SOBRE POUPANÇAS

1. Põe uma quantia de parte todos os meses para poupança, sem nunca se afastar desse compromisso a menos que haja uma emergência? S/N

2. Subscreve a conta de poupança com os juros mais altos que encontrar? S/N

3. Mantém saldos mínimos para evitar pagar taxas bancárias? S/N

4. Sabe quanto paga em taxas bancárias? S/N

5. Vive dentro das suas possibilidades? S/N

6. Faz do pagamento das dívidas uma prioridade? S/N

7. Se tem filhos, tem algum plano de poupança para a educação deles? S/N

8. Se está a planear comprar uma casa, tem poupado o suficiente para dar a entrada (pelo menos 20 por cento)? S/N

9. Cultiva bons hábitos — como levar o almoço para o emprego e usar bibliotecas — com o objetivo expresso de poupar dinheiro? S/N

10. Tem dinheiro de parte para uma emergência? S/N

SOBRE INVESTIMENTOS

1. Está preparado para investir? S/N

2. Tem os seus objetivos para a reforma bem definidos? S/N

3. Sabe até onde está disposto a arriscar? S/N

4. Tem conhecimentos básicos sobre os diferentes produtos financeiros ao seu alcance, como ações, obrigações, obrigações do tesouro ou fundos de investimento, e sobre as diferenças entre produtos que rendem ou não juros ou dividendos? S/N

5. Tem um plano de pensões? S/N

6. Compreende os planos de poupança-reforma e os benefícios fiscais que lhes estão associados? S/N

7. Trabalha com um consultor financeiro de confiança que o ajuda a mover-se no campo dos planos de investimento complicados? S/N

8. Presta regularmente atenção às notícias financeiras? S/N

9. Investe apenas em instrumentos que compreende? S/N

10. Reage a mercados voláteis com moderação e paciência? S/N

Se respondeu sim à maior parte destas questões, parabéns. Espero que os meus livros reforcem os seus bons hábitos relativos a gastos, poupanças e investimentos e o ajude a não os deixar deteriorar-se.
Se respondeu sim a cerca de metade e não à outra metade, então encontrará em ambos os livros, conselhos valiosos para o ajudar a reequilibrar a balança a favor da sua saúde financeira.
Se respondeu não à maior parte das perguntas, então está a encaminhar-se para problemas financeiros. Mas não é tarde para mudar; de facto, em questões de dinheiro, nunca é tarde para mudar.

Livro de Bolso

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3 Pontos de Acupressão que aliviam o stress

As mudanças e incertezas do último ano deixaram-nos mais stressados do que nunca, sendo ainda mais importante cuidarmos de nós e estarmos atentos aos sinais de que algo não está bem.

A acupressão, uma prática da medicina tradicional chinesa (MTC), pode ajudar-nos a encontrar algum conforto, tocando nos pontos de pressão no nosso corpo que ajudam a aliviar o stress.

1. HE GU (LI4)

Este ponto de pressão localiza-se entre o polegar e o dedo indicador, no ponto mais alto do músculo, como podemos ver na figura.

O ponto de acupressão He Gu foi exaustivamente estudado em ambientes clínicos. A pesquisa mostra que não é apenas um excelente ponto de pressão para aliviar o stress, como é um excelente aliado em situações de dor. Quando sentimos alguma dor este ponto ajuda a minimizá-la.

Como fazer: Aplicar pressão e massajar a área por cinco segundos. Repita conforme necessário.

2. ZUSANLI (ST36)

Abaixo do joelho, encontramos o ponto de pressão Zan San Li (ST26) colocando quatro dedos abaixo da rótula. A partir daí, mova-se os dedos horizontalmente para o lado de fora. (Para garantir que este é o lugar certo, balance o pé para cima e para baixo e deverá sentir um músculo a mover-se.)

Segundo a Medicina Tradicional Chinesa este ponto ajuda-nos a acalmar e promove o nosso bem-estar geral.

Como fazer: Use o polegar para aplicar pressão e massajar o ponto por cinco segundos. Repita conforme necessário.

3. TAI CHONG (LV3)

Para encontrar este ponto de pressão, localize o espaço entre o dedo grande do pé o segundo dedo. A partir do local onde a pele se encontra, mova para cima cerca de dois dedos.

Este ponto ajuda também na digestão e reduz a irritabilidade.

Como fazer: Use o polegar para aplicar pressão e massajar o ponto por cinco segundos. Repita conforme necessário.

A melhor forma de combater o stress é alterar a rotina e reservar algum tempo para meditar, relaxar, fazer algo que ajude a desconectar-se dos pensamentos e pressões que lhe causam ansiedade e stress.

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A prática no dia-a-dia

Que passos práticos é que podemos dar para treinar as nossas mentes nestas nossas vidas tão ocupadas e neste mundo tão complexo e tantas vezes confuso?
O primeiro passo a dar é estabelecer uma prática meditativa diária. Isto exige disciplina. Nem sempre é fácil guardar algum tempo para meditarmos todos os dias; há tantas outras coisas que chamam a nossa atenção. Mas, conforme acontece com qualquer outro tipo de treino, se o praticarmos regularmente, começaremos a usufruir dos frutos. É claro que nem sempre conseguiremos concentrar-nos ao tentarmos meditar. Algumas vezes sentir nos-emos aborrecidos ou inquietos.

Estes são os altos e baixos inevitáveis desta prá tica. O importante é o empenho e a regularidade com que se pratica, não é a forma como se sente a pessoa.
O violoncelista de renome mundial Pablo Casals, aos 93 anos ainda praticava três horas por dia. Quando lhe perguntaram porque é que ele ainda praticava com aquela idade, respondeu: «Estou a começar a ver algum progresso.»

O treino da meditação apenas acontecerá através do seu próprio esforço. Ninguém pode fazê-lo por si. Existem muitas técnicas e muitas tradições e você poderá encontrar a mais adequada para si. Contudo, o que provoca uma transformação é a regularidade com que se pratica. Se o fizermos, algo começará a acontecer; se não o fizermos, continuaremos a agir segundo os vários padrões da nossa limitação.

Ninguém pode fazê-lo por si.

O segundo passo é treinarmo-nos para permanecermos conscientes do nosso corpo ao longo do dia. À medida que vamos avançando nas nossas tarefas diárias, frequentemente perdemo-nos em pensamentos sobre o passado e sobre o futuro, deixando de estarmos conscientes dos nossos corpos.
Uma reação simples e útil para nos lembrar mos quando estivermos perdidos nos pensamentos é o sentimento tão comum de precipitação. A precipitação é um sentimento de cair para a frente. As nossas mentes estão sempre mais adiantadas do que nós, concentrando-se no sítio onde queremos ir, em vez de se fixarem no nosso corpo no sítio em que estamos.
Aprenda a prestar atenção a esta sensação de precipitação – que não tem nada a ver com a velocidade a que estamos a avançar. Podemos sentir-nos apressados enquanto avançamos devagar e podemos estar a avançar rapidamente e, ainda assim, estarmos fixos nos nossos corpos.

O sentimento de precipitação apenas nos lembra que não estamos presentes. Se puder, repare no pensamento ou na emoção que lhe captou a atenção. Depois, só por um instante, pare e volte a fixar-se no corpo: sinta os pés no chão, sinta o passo seguinte.

Um pequeno instante sozinho num quarto demonstrar-se-á mais valioso do que qualquer outra coisa que lhe possam dar.
Rumi

Joseph Goldstein em Um Coração Repleto de Paz

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A prática da consciência

Podemos dar início à prática da meditação da consciência com a simples observação e o simples sentir de cada respiração. Ao inspirarmos, sabemos que estamos a inspirar; ao expirarmos, sabemos que estamos a expirar. É muito simples, mas não é fácil. Após algum tempo a fazer isto, começamos a saltar sobre um comboio de associações, perdendo-nos em planos, lembranças, julgamentos e fantasias. Às vezes parece que estamos numa sala de cinema, em que o filme está constantemente a mudar. É assim que funcionam as nossas mentes. Nós não ficaríamos num cinema em que os filmes mudassem tão rapidamente, mas o que é que podemos fazer em relação à nossa sala de projeções interior?

Este hábito de devaneio da mente é muito forte, mesmo quando os nossos pensamentos não são agradáveis e talvez nem correspondam à verdade. Tal como Mark Twain se referiu a isto tão competentemente: «Algumas das piores coisas da minha vida nunca aconteceram.» Temos de treinar as nossas mentes para que voltemos a prestar atenção à nossa respiração uma e outra vez e regressemos, simplesmente, ao início.

Algumas das piores coisas da minha vida nunca aconteceram.
Mark Twain

À medida que as nossas mentes se vão acalmando lentamente, começamos a sentir uma espécie de calma e paz interiores. É a partir deste sítio de grande tranquilidade que sentimos os nossos corpos de um modo mais direto e começamos a tornar-nos recetivos tanto às sensações agradá veis como às desagradáveis que poderão surgir.

Inicialmente poderemos resistir às desagradáveis, mas, de uma maneira geral, estas não duram muito. Elas permanecem durante algum tempo, nós sentimo-las, elas são desagradáveis – e depois desaparecem e chega outra coisa qualquer. E mesmo que elas em irjam repetidas vezes durante um determinado período, nós começamos a ver a natureza impermanente e imaterial delas e a ter menos medo de as sentirmos.

Uma parte posterior do treino consiste em tornarmo-nos conscientes dos nossos pensamentos e emoções, das atividades mentais subtis, dos nossos corpos e das nossas vidas. Já alguma vez parou para pensar no que é um pensamento – não no conteúdo deste mas na própria natureza do pensamento? São poucas as pessoas que refletem sobre a pergunta «o que é um pensamento?» Em que é que consiste este fenómeno que ocorre tantas vezes por dia e ao qual prestamos tão pouca atenção?

Não estar consciente dos pensamentos que surgem nas nossas mentes, nem da natureza do próprio pensamento, possibilita que o próprio pensamento, possibilita que os pensamentos dominem as nossas vidas. Os pensamentos conduzem-nos frequentemente como se fôssemos escravos deles, dizendo nos para fazer isto, dizer aquilo, ir ali, ir acolá.

Os pensamentos, despercebidos, têm muito poder.

Joseph Goldstein em Um Coração Repleto de Paz

Imagem por processingly em Unsplash.

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Como podemos garantir o nosso sustento?

Percebi que alguma coisa teria de mudar quando regressava do trabalho, a caminho de ir buscar a minha filha à pré‑primária.

Pensei que, se tivesse mais controlo, conseguiria reorganizar o meu horário para trabalhar de forma mais intensa de manhã, quando me sentia mais criativa e produtiva, passando as tardes a vestir bonecas e a fingir ser um macaco. Poderia completar as tarefas do dia depois de a deitar às sete da tarde.

Para que isto acontecesse, precisava de duas coisas: mais poder e mais
dinheiro.

A única forma de conseguir realmente o que desejava seria afastando‑me da economia tradicional que funciona à base de empregos a tempo inteiro com horários definidos. Precisava de conseguir a minha independência financeira ganhando dinheiro adicional além do meu trabalho a tempo inteiro, para deixar de ser vulnerável ao despedimento e poder, eventualmente, trabalhar por conta própria e definir o meu próprio horário. A questão ia muito além do dinheiro. Queria poder controlar a minha vida.

No meu trabalho como jornalista especializada em economia, conheci outros que equilibravam por tempo indefinido biscates com trabalho a tempo inteiro, criando uma fonte de rendimento híbrida e estável. Muitos perceberam, como eu, que os seus empregos a tempo inteiro poderiam desaparecer a qualquer momento e sabiam bem que isso seria devastador. Queriam proteger‑se e às suas famílias. Uma arquiteta despedida publicou no mercado online de artesanato Etsy.com algumas tábuas de corte com forma de estados que fizera para o seu casamento e, meses depois, vendera milhares e transformara o seu passatempo num negócio a tempo inteiro, conseguindo maior segurança profissional para si e para a sua família do que alguma vez tivera como arquiteta. Uma gerente de livraria, frustrada com os horários longos e com o salário anual de vinte e oito mil dólares, percebeu que nunca conseguiria pagar o tipo de vida que desejava para a sua família sem uma mudança drástica. Por isso, lançou o seu negócio de formação em empreendedorismo para pessoas criativas e com dotes manuais. Em dois anos, o seu rendimento anual aumentou para 150.000 dólares e conseguiu obter controlo total do seu horário de trabalho.

Estas não são simples histórias de sucesso no empreendedorismo. A maior parte de nós nem sequer se vê como empreendedor e não iniciámos o percurso com o objetivo de trabalharmos por contra própria (alguns de nós não pretendem abandonar os empregos a tempo inteiro). Fomos forçados a criar um plano secundário quando o principal começou a vacilar.

Estas histórias são as nossas histórias de sobrevivência. Vistas em conjunto, sublinham um facto acerca da nossa economia que poucas pessoas podem continuar a ignorar: hoje em dia, todos precisamos de mais do que uma fonte de rendimento.

Uma sondagem da Gallup de 2012 concluiu que perto de três em cada dez trabalhadores receiam o despedimento, enquanto quatro em cada dez receiam um corte nos benefícios. É difícil levarmos as nossas vidas com normalidade, indo ao supermercado e planeando férias, com esse tipo de ansiedade pairando sobre as nossas cabeças.

Em simultâneo, a vida torna‑se cada vez mais cara. Os preços dos bens alimentares e da gasolina, o aluguer da casa e até o preço do café não param de subir.

É por esse motivo que tantos de nós decidiram procurar um modo de vida alternativo. Um modo de vida que não nos faça sentir que caminhamos sobre um arame, a um passo do desastre. Enfrentamos o stress e a estagnação procurando formas de ganhar dinheiro fora dos nossos empregos a tempo inteiro (se ainda os tivermos). Frequentemente, sentimos que não temos escolha. Precisamos de dinheiro e os nossos empregos não o geram em quantidade suficiente.

Assim, num mundo sem segurança profissional e com pressão financeira crescente, como poderemos garantir a sustentabilidade para nós mesmos e para as nossas famílias?

A resposta mostrou‑se óbvia. Teremos de criar ativamente formas múltiplas de ganhar dinheiro através de iniciativas empreendedoras.

De muitas formas, manter empregos a tempo inteiro durante tanto tempo quanto conseguirmos enquanto desenvolvemos lentamente os nossos projetos de empreendimento permite‑nos o melhor de dois mundos.
Apesar dos cortes, os nossos empregos continuam a incluir frequentemente um seguro de saúde (e, possivelmente, seguros de incapacidade e de vida), um salário regular, oportunidades de desenvolvimento de capacidades, socialização e uma linha de suporte para situações de dificuldade. Entretanto, os nossos biscates permitem uma possibilidade de diversificar e aumentar o nosso rendimento, de nos realizarmos criativamente, de tentar gerir um pequeno negócio e de exercer maior controlo sobre o nosso trabalho. Obtemos em simultâneo os benefícios do mundo empresarial e do mundo do emprego por conta própria.

Este livro ajudá‑lo‑á a preparar o seu biscate para o lançamento, para o salvar do medo e frustração financeiros, para o tornar mais seguro e próspero e para lhe permitir satisfação e realização pessoal muito além do que obteria com a sua ocupação principal. Construirá desta forma a sua economia pessoal.

Em Crie a Sua Economia, de Kimberly Palmer

Imagem de Andrew Neel em Unsplash

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Fazer com Que as Coisas Aconteçam

Em quinze centésimos de segundo, o meu cérebro pode formar uma primeira impressão.
Em 1 segundo, posso deixar de protestar e começar um dia diferente.
Em 2 segundos, posso dizer sim quero e comprometer‑me para toda a vida.
Em 3 segundos, posso sorrir e contagiar‑te com o meu bom humor.
Em 4 segundos, posso recuperar o entusiasmo, recordando‑me do meu sonho.
Em 5 segundos, posso dizer algo construtivo ou algo nocivo.

Em 6 segundos, posso recordar o quanto a nossa relação é importante para mim e voltar ao meu rumo.
Em 7 segundos, posso pedir‑te perdão.
Em 8 segundos, sobra‑nos tempo para darmos um abraço sem rancor.
Em 9 segundos, posso plantar uma semente que viva mais anos do que eu.
Em 10 segundos, posso renovar‑me com uma boa respiração.
Em 15 segundos, posso permitir‑me sentir o que estou a sentir.
Em 20 segundos, posso tomar consciência do que estou a pensar e pensar algo que me supere.
Em 30 segundos, posso pedir o que preciso para alterar o meu ânimo.
Em 40 segundos, posso trautear essa canção que adoro e recuperar a minha inspiração.
Em 50 segundos, posso falar do que está a acontecer e dizer algo que mude a situação.

Em 60 segundos, posso fazer isto e muito mais, se os converter em Um Minuto de Coaching: um minuto em que faço uma pausa para recuperar o meu rumo e pôr‑me em ação.
Todas as grandes mudanças começam com uma decisão seguidas de uma ação. Uma só gota de autenticidade, valor ou ousadia pode tingir a cor do teu dia, porque assim como muitas pinceladas novas fazem um quadro novo, fazer faz‑nos. Cada minuto da nossa vida é uma oportunidade para decidir quem queremos ser frente ao que se passa e decidir se vamos continuar com a inércia do minuto anterior, ou se vamos fazer algo para construir um futuro melhor.

As histórias de vida, os exercícios e dicas deste livro têm como propósito inspirar‑te, motivar‑te e dar‑te ferramentas para que possas escolher os teus pensamentos e fazer com que as coisas aconteçam no minuto presente.
Porque uso histórias? Porque podemos esquecer‑nos de tudo o que lemos, mas nunca nos esquecemos do que uma história nos fez sentir e compreender.

Uma história poderosa pode transformar‑nos fazendo com que comecemos a ver e a contar a nossa vida de uma maneira nova. Estamos a tempo de mudar o nosso rumo e fazer história.
Este livro pode ler‑se seguindo a ordem cronológica dos capítulos ou indo diretamente ao que mais te interessa. Podes começar pela leitura, deixando‑te inspirar pelas histórias, e depois entrar na caixa de ferramentas das Chaves para Fazer com Que as Coisas Aconteçam. Além disso, no final de cada um dos 17 capítulos, vais encontrar‑te com um desafio que te ajudará a interiorizar o hábito de converter os teus minutos em Minutos de Coaching.

O meu objetivo é que, minuto a minuto, assumas o controlo das tuas respostas, dos teus resultados e da nova identidade que irás construindo. Desse modo, poderás colecionar, no cofre da tua autoestima, os minutos de êxito em que te atreveste a ser o protagonista da tua vida.
«E se saio do rumo que escolhi?» Cada vez que descubras que estás fora da pista será uma oportunidade para voltar com alegria; um sinal de que há um rumo na tua vida e de que te estás a treinar para vivê‑la.
Ao imaginar pela primeira vez este livro, fiz uma lista de todas as ferramentas de liderança e coaching que foram úteis na minha vida pessoal e profissional. Enquanto estava a escrevê‑las, fui partilhando‑as com os meus clientes. Isto permitiu‑me detetar as ideias e as histórias que demonstravam ter mais impacto nos seus
resultados.

Descartei tanto material, que — como diz o meu professor de escrita — podia publicar outro livro com o que ficou de fora. Espero que esta seleção te permita alcançar os resultados que procuras.
Antes que leias a primeira história, quero advertir‑te de que estas páginas contêm sementes de atitude que podem inspirar‑te e dar‑te um desejo irresistível de fazer com que as coisas aconteçam na tua vida.

Guilhermo Echevarría em Como Fazer Acontecer

Como Fazer Acontecer

Foto de Lilian Velvet em Unsplash

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Este ano não é para esquecer (versão 20.20)

No final de 2019 escrevi um texto com este título. Este ano não é para esquecer. Dizia que tinha sido um ano particular, para mim e para muitas pessoas que o tinham partilhado comigo. Longe estava eu de saber (embora sabendo) que a vida tem sempre o dom de nos surpreender. Sei que a vida é uma surpresa, mas este ano de 2020 saiu um belo embrulho. Decidi então reescrever este texto.

Podemos então voltar a dizer, como vi escrito há um ano, mas mudando os números: se não queres que 2020 termine, não o estás a viver corretamente.

Assisti a muitas crises emocionais de pessoas que não estão bem consigo próprias. Vi muitas relações terminarem, assim como problemas de saúde a despontarem. Acompanhei pessoas que perderam os seus empregos ou que se reinventaram. Vi pessoas a sentirem-se perdidas, desconhecidas de si próprias, sem rumo, ou simplesmente a quererem ser melhores, diferentes. Querem mudar de vida, alcançar o bem-estar. E a vida tem dado voltas e demonstrado que por vezes nem vale a pena fazer planos (e se isso tem sido verdade este ano!).

Vi dúvidas sobre o mundo, crispações, oposições, desinformações, medo. Sofri perdas. Morreram pessoas próximas. Animais de companhia que partiram. Vi pessoas a sofrerem essas perdas. Sistemas a reorganizarem-se. Tanta coisa que aconteceu, e parece que foi tudo num ápice.

Será um ano para lembrar?

Tem sido um ano duro, de grandes mudanças e ensinamentos. A vida a ensinar que o controlo é fictício. O que era já não é. Pensem em vocês nesta mesma altura no ano passado, o que mudou? E por vezes tudo isto vem com dor e dureza, os momentos de dificuldade acabam por ficar fixados e do sofrimento o Ser Humano quer fugir. Então, normalmente dizemos: este ano é para esquecer! Se é este o teu caso, vou trazer-te uma reflexão diferente, a possibilidade de fazer o contrário: este ano é para lembrar.

Tudo o que nos acontece pode ser uma aprendizagem, se quisermos e quando for possível. Costumam dizer que quando o aluno está pronto o mestre aparece. Poderá 2020 ser um grande mestre? Porque não olhar para tudo o que aconteceu este ano e perguntar: o que é que eu posso aprender com este ano que está a terminar? Claro que podemos (e devemos) refletir sobre qualquer ano que termina, mas agora em particular, que lições podes tirar? Para que sejas mais feliz, para que possas viver mais plenamente, fluindo saudavelmente na vida?

Não é para ampliar o sofrimento, obcecar ou cair na vitimização. É podermos incluir isso na nossa vida como parte integrante da nossa experiência, da nossa história e que nos vai ajudar para o futuro, para a pessoa que queremos ser, que queremos colocar no mundo e nas nossas relações. É também recordar o que aconteceu de bom, as conquistas que fizemos, as alegrias de despontaram.

Não sei o que o novo ano vai trazer. Não sei se vem aí paz, tranquilidade ou o “tudo de bom” que costumo desejar aos outros. Ninguém sabe.

Acabo o ano cansada, mas otimista. Não poderia ser de outra forma. Afinal, “nada se perde, tudo se transforma” (Lavoisier), e se somos natureza, também nos encontramos na nossa transformação.

Desejo-vos boas transformações!

Foto: Jared Berg em Unsplash