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TRABALHO REMOTO, SERÁ PARA MIM?

Muito se tem falado sobre o trabalho remoto. A realidade parece mostrar-nos, que o teletrabalho veio para ficar. Mas não devemos ficar presos à ideia de que o trabalho remoto foi só uma forma provisória de resolver um problema do momento. A pandemia no início do ano de 2020, gerou regras governamentais que nos obrigaram alterações. Houve uma rápida necessidade de adotar instrumentos e metodologias para trabalhar a partir de casa. E isto abriu uma janela, que dificilmente se voltará a fechar. Compreenda que o trabalho remoto encerra em si, uma modernidade que é inegável, e um conjunto de vantagens que tanto funcionários, como entidades empregadoras irão querer aproveitar.

Nunca é demais repetir que aquilo que vivemos durante o período de pandemia, (mais concretamente o período de lockdown) , com o encerramento de escolas e de muitos outros estabelecimentos, não é verdadeiramente teletrabalho.

Estarmos em casa, com as crianças, e sem que ninguém pudesse ter acesso à sua realidade habitual, foi uma mudança muito repentina. Mais do que isso, foi uma mudança sem plano. Além do mais, foi também emocionalmente desgastante para muita gente. E por esses motivos, não foi “verdadeiro” teletrabalho.  

Na maioria das vezes que alguém me diz que não gostou da sua experiência de teletrabalho, pergunto sempre : quais as coisas de que gostou menos? 

Frequentemente, os eventos referidos são situações específicas que têm menos a ver com o teletrabalho e mais a ver com o lockdown. “Teletrabalho é muito bonito mas ter o marido o cão e os filhos , todos em casa… foi um caos. Às vezes nem sequer tínhamos computadores suficientes para todos! Era gente por toda a casa, uns na cozinha e outros na sala, outros no quarto. E entre reuniões e refeições, foi um verdadeiro caos”. 

Eu próprio quando oiço esta descrição, consigo sentir-me solidário e penso: “Sem dúvida… que inferno!” Podemos viver assim umas semanas ou até uns meses, mas ninguém quer viver uma vida organizada desta forma! Sem dúvida que concordo. Como é que podemos então fazer algo diferente? Porque a verdade é que a maioria de nós estaria muito mais confortável a fazer a sua vida usual. Seria fácil ir para o escritório onde sabemos que vamos ter as condições do costume. Mas haverá outra forma de fazer isto?

A verdade é que, se analisarmos cada uma destas coisas, todas elas estão relacionadas com uma situação específica que não deriva do teletrabalho. Ou pelo menos, do tipo de teletrabalho de que estou a falar. O trabalho remoto não tem que ser isto.

O trabalho remoto deve ser algo pensado. Planeado. Estudado por empresas e por funcionários, para que seja otimizado e funcione para ambos os lados. Só criando estas dinâmicas poderão trabalhar em conjunto para chegar ao ponto ótimo.

Em primeiro lugar, vamos tirar da frente esta equação das crianças em casa. Claro que podemos optar por ter os nossos filhos em regime de Home Schooling. Mas trabalhar remotamente não implica que as nossas crianças tenham que estar em casa. Poderão perfeitamente manter-se no seu regime normal e frequentar as aulas no estabelecimento escolar.  

Depois… vamos falar de condições: trabalhar na mesa da cozinha, com uma cadeira desconfortável, e uma luz pouco adequada, também não é trabalho remoto. Uma coisa é adaptarmos um espaço para trabalhar durante umas semanas. Porque eventualmente não tivemos oportunidade de preparar nada. Outra coisa, é tomarmos a decisão de que vamos fazer trabalho remoto e por isso vamos analisar o que precisa de ser feito para preparar esse caminho. Isto, exige preparar na nossa casa, um espaço adequado, onde possamos ter uma cadeira ergonomicamente saudável. Um cantinho com um ambiente propício a podermos concentrar-nos no que temos para fazer.

Existem uma série de passos que devem ser dados para que possamos fazer trabalho remoto com verdadeira consequência. E esses passos e essa reflexão necessária, foi o que tentámos criar no livro Teletrabalho – Princípios e Ferramentas para o trabalho remoto. Mas em primeiro lugar… para o fazermos, existe uma pergunta que devemos colocar antes:

O Trabalho Remoto é para mim?

Criei uma pequena ferramenta para ajudar a perceber se o seu perfil encaixa ou não com trabalho remoto.

Use este método para tomar a decisão se quer ou não experimentar trabalho remoto. É simples, e não exige nenhum conhecimento técnico. Pode até usar este método para tomar outras decisões na sua vida.

Preparado?

Faça a sua lista

Pegue numa folha de papel em branco e crie quatro colunas. Na primeira coluna diga o nome de coisas que fazia e pode continuar a fazer. Numa segunda coluna, escreva coisas que não podia fazer e continua sem poder fazer. Estas duas representam tudo o que se mantém e é importante registar para que isso fique claro para si. Na terceira coluna, escreva coisas que podia fazer, e deixou de poder fazer. Finalmente, na quarta coluna escreva coisas que não podia fazer e passou a poder fazer.

As primeiras duas colunas, ajudarão a tomar uma consciência sobre o que é o negócio normal. Quais são as coisas que vão manter-se e que ajudarão a ganhar perspetiva para as restantes duas colunas . A terceira coluna, sobre aquilo que podia fazer e deixa de poder fazer em teletrabalho, é a coluna onde deve escrever por cima coisas a libertar. São coisas que você deve pensar se está disponível para libertar ou se são coisas que até gostaria mesmo de libertar. Para fazer trabalho remoto, deverá estar tranquilo com a ideia de que as coisas dessa coluna, não são assim tão relevantes para si. Na quarta coluna, pode escrever algo como coisas a abraçar. Estas são as coisas que poderão começar começar a fazer parte da sua vida.

Refletir

Depois de preencher estas quatro colunas, olhe com calma para as duas últimas e faça marcações naquilo que está confortável em deixar para trás. E aquilo que lhe custa mais deixar para trás. Contraste o mesmo pensamento, ao analisar a coluna daquilo que pode introduzir na sua vida. Tanto as coisas que poderá gostar, como aquelas que poderão ser mais difíceis para si. Esta folha será um instrumento muito pragmático e que lhe permitirá quantificar o que tem a ganhar e o que tem a perder se decidir evoluir para um cenário de teletrabalho. Acima de tudo analise com calma. Dê tempo si próprio para se adaptar às ideias. Permita-se sonhar e coloque-se no lugar de alguém que já está em teletrabalho, a viver a rotina que planeia nesta folha.

Tire peso à sua decisão

No final disto, tire peso à sua decisão. Considere que até pode ser algo que decide experimentar. As decisões não são necessariamente irreversíveis. Pode sempre que pode voltar atrás para algo mais tradicional. Não tenha medo de tomar uma decisão. Experimente! Principalmente, se lhe for dado a oportunidade de experimentar durante um período de tempo. Afinal de contas, a vida é sobre isso. 

Leia mais sobre trabalho remoto no meu livro TELETRABALHO – ferramentas e princípios para trabalho remoto

Foto de Yasmina H em Unsplash

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ONU RECONHECE USO MEDICINAL DA CANÁBIS

A ONU reconheceu as propriedades medicinais da canábis numa votação realizada dia 2 de Dezembro em Viena pela Comissão de Estupefacientes, o órgão executivo sobre política de drogas das Nações Unidas.

Uma maioria simples dos 53 Estados da Comissão de Estupefacientes decidiu retirar a canábis e a sua resina da Lista IV da Convenção sobre Drogas de 1961, o que significa que a utilidade médica desta planta passa a ser oficialmente reconhecida.

O uso recreativo continuará a ser proibido pelo direito internacional, adianta a agência de notícias espanhola Efe.

Quase todos os Estados da União Europeia, à exceção da Hungria, e muitos estados da América representaram maioria simples de 27 votos para aprovar a mudança, uma das mais importantes em matéria de drogas nas últimas décadas, enquanto a maioria dos países da Ásia e de África se opôs, segundo a Efe.

Esta alteração facilitará a investigação com canábis, que tem princípios ativos que têm demonstrado resultados promissores no tratamento da doença de Parkinson, da esclerose múltipla, da epilepsia, dor crónica e no cancro.

A recomendação agora adotada baseou-se no primeiro estudo crítico da OMS sobre a canábis, o medicamento mais popular do mundo, com cerca de 200 milhões de consumidores, de acordo com estimativas da ONU.

Em Portugal, a legalização do uso de canábis para fins medicinais foi aprovada em junho de 2018 e a lei entrou em vigor em 01 de fevereiro de 2019.

O CBD  (canabidiol) é a componente da planta sem efeito psicoativo e é utilizado como suplemento alimentar e para fins medicinais. De acordo com estudos mais recentes, o CBD é um poderoso anticonvulsivante, analgésico, ansiolítico, antiemético, imunomodulador, e tem propriedades anti-inflamatórias, neuroprotetoras e antitumorais.

Se gostava de saber mais sobre CBD e desmistificar algumas dúvidas que tenha temos o livro ideal para ficar a conhecer a canábis como medicina ao longo dos tempos, como interagem as propriedades do CBD com o sistema endocanabinoide do nosso corpo.

Um guia prático e acessível com casos de estudo e indicações para a utilização do CBD para o tratamento e diminuição de sintomas em situações de dor crónica, asma, artrite, esclerose múltipla, insónia, Alzheimer, epilepsia, doença de Crohn, entre outros.

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A tua equipa sente a falta do contacto direto quando está em Teletrabalho?

Vê aqui algumas ideias para combater a distância.

Ocasionalmente, alguém se depara com uma ideia tão simples, que nem nos lembramos de as partilhar como sendo conhecimento “valorizado”. 

Por todo o mundo, as organizações enfrentam um dilema: trazer ou não funcionários de volta ao escritório. Alguns líderes gostariam de fazê-lo, porque sentem que não estão a obter o máximo de seus funcionários enquanto trabalham em casa. Alguns colaboradores gostariam de voltar, sobretudo porque precisam do conforto de terem a companhia dos seus colegas. 

Um escritório ajuda os funcionários a conectar-se, colaborar e coordenar, além de apoiar, socializar e simpatizar quando necessário.

Se estivermos em casa ou à distância, o que podemos fazer melhor?

Colaboração Virtual Online. 

Ao fazê-lo, as pessoas decidem que trabalharão virtualmente juntos por 2 horas, todos os dias,  com suas câmeras ligadas, tal como se estivessem no mesmo escritório. Durante essas 2 horas, eles ficam nas suas secretárias de escritório, embora virtualmente. Se precisarem de trabalhar em silêncio, que assim seja. Se precisarem colaborar e conversar, poderão conversar ou ir para as salas de descanso, fazer algo que seja necessário. Poderão compartilhar a tela de ecrã, fazer uma pausa, contar piadas e até mesmo discutir, tudo tal e qual como se estivessem num escritório. Essa, é mesmo a ideia. Às vezes, as pessoas precisam e gostam do barulho e às vezes gostam e precisam do silêncio. 

Aqui estão algumas ideias para ajudar a que isto funcione melhor:

a) Toda a gente tem um fundo virtual. Dessa forma, ninguém precisa de ter vergonha de onde está a trabalhar – na mesa da cozinha, na cama ou na casa de banho.

b) O próprio fundo virtual pode ser uma tema ou pode representar um estado de espírito. Pode ser temático porque é Natal, pode ser o seu aniversário ou algo apenas que tenha vontade de partilhar com os colegas. 

c) As duas horas podem ser planeadas com uma agenda. Pode haver um momento de updates e atualização de tarefas de equipa. Pode haver um momento até para comer um snack ou uma refeição.

d) O fundamental é que não seja usado para formalidades. As reuniões devem ser outra coisa. Uma coisa é conversar sobre temas de trabalho, outra é ter uma reunião. Uma reunião deve ser marcada para um horário diferente. Este período de tempo tem um propósito, que é a junção de pessoas de forma virtual e informal. 

Todas as pessoas precisam de estar comprometidos a manter a câmera ligada. Isto pode ser multiplicado na tua empresa. As pessoas podem pertencer a mais que um grupo e alternar entre eles inclusive entre dias diferentes ou dentro do próprio dia. A ideia é conectar pessoas. Claro que poderão dizer que não é um substituto completo e total de estarmos fisicamente juntos. Mas certamente que reduz a distância entre pessoas e ajuda a equipa a manter-se mais oleada.

Experimenta na tua empresa.

Se estás a usar esta ou outras técnicas, fala connosco e partilha a tua experiência e aquilo que funciona contigo. 

Ocasionalmente, alguém se depara com uma ideia tão simples, que nem nos lembramos de as partilhar como sendo conhecimento “valorizado”. 

Por todo o mundo, as organizações enfrentam um dilema: trazer ou não funcionários de volta ao escritório. Alguns líderes gostariam de fazê-lo, porque sentem que não estão a obter o máximo de seus funcionários enquanto trabalham em casa. Alguns colaboradores gostariam de voltar, sobretudo porque precisam do conforto de terem a companhia dos seus colegas. 

Um escritório ajuda os funcionários a conectar-se, colaborar e coordenar, além de apoiar, socializar e simpatizar quando necessário.

Se estivermos em casa ou à distância, o que podemos fazer melhor?

Colaboração Virtual Online. 

Ao fazê-lo, as pessoas decidem que trabalharão virtualmente juntos por 2 horas, todos os dias,  com suas câmeras ligadas, tal como se estivessem no mesmo escritório. Durante essas 2 horas, eles ficam nas suas secretárias de escritório, embora virtualmente. Se precisarem de trabalhar em silêncio, que assim seja. Se precisarem colaborar e conversar, poderão conversar ou ir para as salas de descanso, fazer algo que seja necessário. Poderão compartilhar a tela de ecrã, fazer uma pausa, contar piadas e até mesmo discutir, tudo tal e qual como se estivessem num escritório. Essa, é mesmo a ideia. Às vezes, as pessoas precisam e gostam do barulho e às vezes gostam e precisam do silêncio. 

Aqui estão algumas ideias para ajudar a que isto funcione melhor:

a) Toda a gente tem um fundo virtual. Dessa forma, ninguém precisa de ter vergonha de onde está a trabalhar – na mesa da cozinha, na cama ou na casa de banho.

b) O próprio fundo virtual pode ser uma tema ou pode representar um estado de espírito. Pode ser temático porque é Natal, pode ser o seu aniversário ou algo apenas que tenha vontade de partilhar com os colegas. 

c) As duas horas podem ser planeadas com uma agenda. Pode haver um momento de updates e atualização de tarefas de equipa. Pode haver um momento até para comer um snack ou uma refeição.

d) O fundamental é que não seja usado para formalidades. As reuniões devem ser outra coisa. Uma coisa é conversar sobre temas de trabalho, outra é ter uma reunião. Uma reunião deve ser marcada para um horário diferente. Este período de tempo tem um propósito, que é a junção de pessoas de forma virtual e informal. 

Todas as pessoas precisam de estar comprometidos a manter a câmera ligada. Isto pode ser multiplicado na tua empresa. As pessoas podem pertencer a mais que um grupo e alternar entre eles inclusive entre dias diferentes ou dentro do próprio dia. A ideia é conectar pessoas. Claro que poderão dizer que não é um substituto completo e total de estarmos fisicamente juntos. Mas certamente que reduz a distância entre pessoas e ajuda a equipa a manter-se mais oleada.

Experimenta na tua empresa.

Se estás a usar esta ou outras técnicas, fala connosco e partilha a tua experiência e aquilo que funciona contigo. 

No livro TELETRABALHO

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Dia de Natal

christmas

Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.

Fernando Pessoa

Em O Grande Livro do Natal Português

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Searinhas do Menino Jesus

No Alentejo, Algarve e na Madeira é costume, um mês antes do Natal, ou então no dia 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, fazer as searinhas, sementeiras ou searas do Menino Jesus.

Colocam‑se alguns grãos de trigo em pequenos pires de louça ou de barro com um algodão levemente humedecido com água, e espera‑se que germinem. Até ficarem pequenas searas, vai‑se mantendo o al‑ godão húmido. Em algumas terras, em vez do trigo, colocam‑se sementes de centeio, milho, linhaça, ervilhaca ou até grão‑de‑bico.

Mais perto do Natal, o presépio é adornado com estas “searinhas” e laranjas que rodeiam Jesus, ocupando assim as pequenas searas um lugar de honra no presépio. As “searinhas” são lá colocadas para que o menino abençoe o trigo, e as laranjas, de modo a que nunca falte pão em casa. Em algumas casas, na noite de Consoada, as searinhas são colocadas na mesa.
Passado o Dia de Reis, as searinhas são transplantadas para a terra.

Em O Grande Livro do Natal Português

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A Lenda das Rabanadas

Sobre este tradicional doce natalício e que tantos de nós adoramos, seja rabanadas de leite ou até rabanadas de vinho, diz a lenda:
Há muitos anos, uma jovem mãe, com um filho recém-nascido, era tão pobre que, depois de dias sem ter de comer ficou sem leite para amamentar.
Decidiu então, na aldeia onde vivia, bater de porta em porta pedindo um pouco de pão.

Um dos habitantes, sensibilizado com a si tuação desta jovem mãe, deu-lhe pão duro, um pouco de leite, um ovo e açúcar.
Com estes ingredientes, a jovem mãe fez uma sopa. E mal acabou de comer, subiu-lhe o leite ao peito. Nos dias seguintes, foi comendo sempre a sopa e foi tendo cada vez mais leite para amamentar.
Até que o leite era tanto que passou a ser ama de leite para outras crianças e assim, saiu da pobreza.

Em O Grande Livro do Natal Português

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10 Livros a menos de 12€

Aproveite os últimos dias da nossa Campanha de Outono, até dia 31 de Outubro. Livros até 50% desconto das mais diversas áreas de desenvolvimento pessoal: coaching, finanças pessoais, investimentos, saúde, alimentação, meditação, entre outros.

Aprenda através das experiências de várias pessoas que deram o salto e nunca mais olharam para trás. Quando Mike Lewis tinha vinte e quatro anos e trabalhava numa prestigiada empresa de consultoria, não se sentia realizado.

 Aos 26 anos, falido e cheio de dívidas, Bodo Schäfer decidiu que era altura de revolucionar as suas finanças. Com a ajuda de um mentor, em menos de quatro anos conseguiu reequilibrar as contas e adquirir um património respeitável. 

Início

 Cada um deve procurar o seu próprio caminho porque o mesmo lugar pode significar coisas diferentes consoante quem o visita. Tiziano Terzani, ao saber que chegou ao fim do seu percurso, fala com o filho Folco acerca do que foi a sua vida e do que é a vida.

 

Buda

Este é o derradeiro e mais importante guia para aprender a meditar. Sente-se como um buda contém todas as instruções de que vai precisar para começar a sua prática num espaço incrivelmente pequeno, mas também o ensina a fazer da prática da meditação uma constante da sua vida.

Universo

O que estas duas mentes excecionais nos oferecem é uma compreensão nova e ousada de quem somos e de como podemos transformar o mundo para melhor. Deepak Chopra une forças com o eminente físico Menas Kafatos para explorar algumas das questões mais importantes e intrigantes acerca do lugar que ocupamos no mundo.

O que sabem as pessoas confiantes que as outras não sabem? Existem métodos de sucesso para manter uma autoestima elevada? Descubra os segredos dos maiores empresários do mundo.

Ousar

Ousar ser feliz: Dá trabalho mas compensa! é um conjunto de textos independentes mas interligados que procuram ser dicas para aqueles que desejam uma vida positivamente mais intensa. A felicidade não é uma meta que se consiga alcançar após a resolução de certos problemas, mas sim uma forma de estar e de ser num percurso que se vai construindo.

Principezinho

Em tom de fábula, Borja Vilaseca transforma um livro sobre liderança num conto inspirador que pretende divulgar valores de crescimento pessoal através de uma história exemplar. A finalidade deste livro é explicar os acontecimentos que levaram este herói anónimo a fazer o que fez e transmitir aos leitores uma mensagem importante: é imprescindível que aprendamos a conhecer-nos melhor.

Crie

Cansadas da ameaça constante do desemprego e das dificuldades financeiras, milhões de pessoas vão dando o salto: jóias feitas à mão, comida caseira, formação pessoal, desenvolvimento de aplicações para telemóvel, etc… Reforçam os seus rendimentos e criam redes de segurança para a eventualidade de serem atiradas para o desemprego.

Sucesso

William Douglas e Rubens Teixeira garimparam as orientações para consolidar as 25 leis que compõem este livro. São lições sobre a importância do esforço e da dedicação ao trabalho, da incansável busca de conhecimento e evolução pessoal, do respeito pelos outros e, acima de tudo, de um forte sentido de honestidade. 

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Bolo-rei

Ingredientes:

  • 130 gr. de manteiga
  • 3 ovos
  • 130 gr. de açúcar
  • 3 colheres de sopa de Vinho do Porto
  • 2 dl. de leite
  • 500 gr. de farinha
  • 20 gr. de fermento do padeiro
  • Frutas cristalizadas q.b.
  • Amêndoas q.b.
  • Nozes q.b.
  • Pinhões q.b.

Misture o fermento com o leite e um pouco de farinha. Deixe levedar cerca de duas horas.

Coloque a restante farinha num recipiente grande e junte o preparado do fermento, os ovos, a manteiga previamente amolecida, o açúcar e o vinho do Porto.

Amasse muito bem. Junte os frutos secos. Pode também adicionar algumas das frutas cristalizadas, cortadas aos pedacinhos.

Quando começar a fazer bolhas junte as frutas e estenda a massa em forma de rosca, colocando-a num recipiente com buraco, untado com manteiga.

Deixe levedar durante umas horas, cobrindo com um pano por cima e colocando num sítio seco e escuro.

Pincele com gema de ovo, coloque as frutas cristalizadas por cima e coza em médio forno até ganhar uma cor dourada.

No livro O Grande Livro do Natal Português, Self 2020

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A Vida não tem Mapa

Um livro é uma semente. E a semente por si só não se transformará em algo maior do que uma semente, mas tem muito potencial. Para vingar, ela requer água, atenção, terra, proteção, sol…

O livro por si só também não cria uma floresta de novas possíbilidades em nós. Não nos dá a casa decorada e pronta a habitar.

Precisamos de ter disponibilidade para receber essa informação, e essa será a nossa terra que recebe essa semente. Vai ser necessário ir para além da leitura, dar claridade à nossa temperança, regar os nossos sentimentos, pensamentos e ações, e por vezes cortar alguns ramos mais afoitos. Este tratamento especial que cada um dará a si próprio será único e é por isso que uma semente igual poderá crescer de forma diferente, consoante o ambiente onde se encontra.

Será sempre necessário estar atento, consciente e ativo neste caminho que é a vida. É necessário proteger a nossa sementeira, o pequeno rebento que vai brotando até à grande e sábia árvore, pois por vezes é preciso muito pouco para deitar um gigante ao chão. Será fundamental dar calor à nossa semente, mas não nos podemos esquecer de que também existem tempestades e que nem sempre tudo desagua num belo jardim de flores. Às vezes, acordamos num descampado e isso também pode ser normal ou ajudar a potenciar o nascimento de novos rebentos. Será que aguentaríamos a felicidade todos os dias? Como estar na vida com tudo aquilo que ela contém, de bom e de mau? É um desafio! E se, de facto, não conseguimos controlar ou mudar fatores externos, podemos mudar a forma como lidamos com o que acontece, e isto é um grande poder. Mas com um grande poder vem também uma enorme responsabilidade.

Esta é de facto uma das minhas maiores aprendizagens. Aquilo que já passou e que me trouxe sofrimento não pode ser mudado. A minha história, a tua história, é o que é, não pode ser mudada.

No entanto, apercebermo-nos de que temos o poder de olhar de outra forma para a nossa história é um enorme volte-face. É aqui que podemos chegar à possibilidade de agradecer tudo o que nos aconteceu, pois permitiu-nos chegar até aqui. Se não tivesse tido as experiências que tive, algumas tão dolorosas, certamente que hoje não estaria a escrever este livro e não seria psicoterapeuta.

Claro que deixo esta nota de rodapé: isto não valida o que de errado foi feito contigo e não desculpa quem te fez sofrer. Aquilo que faz é devolver-te o teu poder para que, ao invés de ficares preso e arredado a essa má experiência ou a uma pessoa que te fez mal, te possas libertar e recuperar o controlo sobre essa situação, internamente.

Através desta leitura, o meu objetivo é partilhar formas de simplificar gestos do dia a dia, potencializando-os e transformando-os em atos conscientes e passíveis de incutir a nossa própria mudança e evolução pessoal. Quando estamos nesse caminho, às vezes já nos doem os pés, sabemos que a meta está longe e que existem alguns dias em que a tempestade entra na estufa onde guardamos as sementes e as plantinhas. Será muitas vezes assim: construir, reconstruir e resistir aquando de um passo atrás. A evolução pessoal é cansativa, e creio que todos o podemos reconhecer nos nossos próprios processos. Muitas vezes pensamos que estamos sempre a revisitar os mesmos temas ou que nunca mais resolvemos determinada situação. Quantas vezes ouvi pessoas a defender que a ignorância é uma bênção e que os dias precedentes a este abrir de olhos para o mundo interno eram paradisíacos.

Mas como poderia ser melhor viver no total desconhecimento daquilo que nós somos? Sem saber para onde ir, sem ter um caminho para seguir? Sem saber sequer aonde queremos chegar?

A ignorância ou inconsciência sobre nós próprios faz perpetuar estados de infelicidade, insatisfação ou sentimentos de vazio e de falta de propósito.

Este livro pretende ser esse extra, essa ferramenta que, apoiada por muitas outras, pode ser um mapa que ajude no caminho.

É esse o conceito: vamos construir um mapa, navegando pelas ruas, edifícios, jardins, iluminação! Mas este será um mapa muito especial, pois será construído pelo leitor, com base na sua experiência e com as suas ferramentas. Muitas vezes encontramos becos sem saída porque usámos o mapa errado e aquilo que pensávamos que era intuição foi afinal uma decisão com base no medo ou impulso. Noutras situações, damos por nós a usar o mapa de outra pessoa: “se resultou para ela!”. Não quer dizer que resulte para ti… Aqui começa uma nova jornada, esse é o desafio que eu tenho para ti. Deitamos fora os croquis dos outros e construímos o nosso caminho. E no fim, apesar de lermos o mesmo livro, o mapa vai ser diferente para cada um, pois partimos da visão e experiência de cada um para o desenhar.

Ao longo dos vários temas, e antes mesmo de apresentar este projeto que vamos pôr em marcha, é necessária uma condição de base: consciência. A consciência tem vários significados, seja do ponto de vista neurológico ou moral. Neste caso, ou seja, num processo de desenvolvimento pessoal, estar consciente é conseguir estar a par de muita coisa: da nossa história e experiências (passado), daquilo que está a acontecer agora (presente), e das perspetivas saudáveis e realistas que temos para o futuro. Acresce a tudo isto ter a consciência daquilo que queremos trabalhar, isto é, tornar conscientes as nossas dificuldades, desafios, e gerar insights ou pontes sobre possíveis origens ou explicações.

Este processo é complexo e funciona a diferentes níveis. Podemos estar conscientes de algo que nos tocou, como por exemplo alguém que nos magoou, e tentamos perceber o porquê dessa mágoa e que impacto tem na nossa história. Ou pode acontecer o contrário, quando o mesmo evento se repete, mas com um familiar próximo, e o movimento é apenas o de ficarmos inundados pela emoção negativa. O importante é manter uma mente curiosa, que questiona e que quer saber mais.

Seja como for e simplificando: se queres trabalhar alguma coisa na tua vida, é preciso primeiro ter consciência de que existe algo para trabalhar! E por vezes a tomada de consciência não é imediata e existem também diferença que nos distinguem. Alguns de nós podemos nem estar cientes desta necessidade de consciência. Nestes casos, é quase como que uma inconsciência inconsciente. Não estamos, na realidade, conscientes do nosso processo, de onde nos situamos ou para onde queremos ir, em termos de evolução pessoal. Há uma completa desresponsabilização, ou seja, assumimos que nada é da nossa responsabilidade e não nos sentimos culpados por nada (falaremos sobre a desresponsabilização mais à frente). Estamos numa constante busca no exterior da responsabilidade por tudo o que ocorre na nossa vida. É como ter uma consciência contraída, onde aguardamos que alguém surja na nossa vida com uma varinha mágica que faça desaparecer os nossos problemas, ou seja, achamos que não somos donos e muito menos responsáveis pelo nosso futuro, assim como nos consideramos incapazes de mudar alguma coisa. Viver no aqui e agora parece impossível e permanecemos presos nos traumas do passado e nas expetativas sobre o futuro.

Num estádio intermédio, onde é possível contactar com uma maior perceção sobre nós próprios, acresce uma maior responsabilização sobre a nossa vida. Estamos numa consciência mais expandida. Ficamos gratos com o que nos acontece de bom e surpreendidos com as sincronias. Sentimo-nos mais atentos ao que se passa à nossa volta, estar no aqui e agora não é difícil e é cada vez mais um ponto assente, mas permanece a viagem temporal na nossa mente.

Com a maior capacidade de estarmos conscientes e com um maior autoconhecimento, aumenta o contacto direto com a essência: esta seria a consciência mais evoluída. Somos agradecidos por tudo o que nos acontece, seja bom ou mau, prevalecendo sempre um sorriso. Vivemos no aqui e no agora sem qualquer dificuldade.

O passado ficou para trás, resolvido e vivido, e o futuro não é uma preocupação. Vive‑se sem medos e com uma serenidade ativa.

No livro “A Vida não tem Mapa

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Vamos começar por baixo: trabalhar em casa não é um mar de rosas.

Temos vindo a promover o teletrabalho porque nele vemos enormes vantagens, que são perfeitamente quantificáveis. Mas precisamos de manter três coisas claras:

  1. O teletrabalho não é sempre a escolha certa para a empresa.
  2. O teletrabalho nem sempre é a forma perfeita para o trabalhador.
  3. Existem desafios no teletrabalho.

Trabalhar em casa ou em qualquer lugar é, em si, uma escolha. Por vezes, trabalhar em casa não é a melhor solução. Então, necessitamos de escolher outro lugar para trabalhar. Se em casa não conseguirmos reunir as condições que permitam vencer os desafios, significa que não está a funcionar.

Criar condições para trabalhar passa por:

  • Criar uma zona de trabalho adequada ao tipo de trabalho. Se precisas de documentos, precisarás de uma forma de os organizar e ter à mão.
  • Se precisas de monitores grandes, não podes trabalhar na sala de jantar. Precisas de um lugar onde não percas constantemente tempo a desmontar e montar o teu setup.
  • Se precisas de fazer muitas reuniões, não podes fazê‑lo no mesmo lugar onde o teu filho tem aulas online ou onde a tua companheira(o) está também em reunião. 
  • Compra uma cadeira adequada para trabalhar e onde possas estar várias horas. As cadeiras da mesa de refeição não são adequadas para passar muitas horas sentado.
  • O hardware tem de ser adequado. Investe nas condições de que precisas. Quando o equipamento não é adequado, é muito fácil aumentar a frustração.

(…)

Princípio: Começa e acaba o teu dia

Isto parece dolorosamente óbvio, mas a maioria das pessoas não o faz. Começa e termina o teu dia de trabalho. isto é, cria um tipo de estímulo mental para indicar quando estás “no trabalho” e quando estás “desligado”.
Se não começares o teu dia a tratar isto como trabalho, estás apenas em casa. Com o trabalho a distrair‑te constantemente da tua vida. Rituais matinais, como sejam tomar banho e vestires‑te como se fosses para o escritório podem ser importantes para ti. Os sapatos fazem também uma grande diferença. Calçamos sapatos para ir trabalhar e tiramo‑los quando chegamos. Um simples sinal tal como calçar sapatos ou fazer um caminho falso para o trabalho.

como uma caminhada à volta do quarteirão. Cria espaço para fazeres a transição.
O mesmo se aplica no final do dia. Pode ser tão simples quanto passar 15 minutos a rever os itens que tens abertos, a responder a e‑mails e mensagens instantâneas urgentes, a fechar janelas e a rever o teu calendário ou a criar a lista de afazeres do dia seguinte. Finge um trajeto para casa. Escolhe um podcast de 10 minutos, caminha pelo quarteirão e volta. Faz um telefonema pessoal. Agenda uma aula de yoga ou uma marcação para te forçar a sair de casa à mesma hora.
Esta disciplina mental irá ajudar‑te a estabelecer melhor os limites e irá garantir que o trabalho não invade a tua esfera pessoal.

Princípio: Limites criam liberdade

Há alguns benefícios incríveis de trabalhar remotamente, mas só podemos chegar lá se formos responsáveis. Defino responsabilidade como habilidade de ação. Quanto mais flexível quiseres ser no que toca a fazer pausas e a trabalhar no teu próprio horário, mais responsável tens de ser nos teus hábitos e estrutura. Precisas de limites mais claros e regras mais rígidas para o trabalho em concreto, e o resto ficará mais fácil.
Queres poder dormir uma sesta curta? Cumpre prazos e participa em reuniões. Queres ir trabalhar para a praia? É melhor seres bom a comunicar a tua disponibilidade e a responder na hora.
Se não existirem fronteiras claras entre o trabalho e o resto da tua vida, acabas por te sentir acorrentado ao e‑mail de trabalho e constantemente “ligado” e disponível.
Isto é meio caminho andado para te sentires esgotado, por isso traça alguns limites.

Princípio: Não te esqueças de que és humano

Ouve o teu corpo
Para seres capaz de pensar e executar, as necessidades do teu corpo precisam de estar asseguradas. Isso significa ter almoços em condições (ou seja, longe do computador), lanches saudáveis, beber muita água, fazer exercício algumas vezes por semana e dormir em condições.
Deixa a tua mente recarregar
Faz uma pausa a cada 45‑50 minutos. O cérebro só se consegue focar no máximo até 52 minutos. Por isso, ao fim desse tempo, levanta‑te, anda pela sala e volta – isto pode ser o suficiente para recarregares baterias. Ao contrário de um escritório, estar em casa significa que ninguém te julga se precisares de uma sesta de 15 minutos. Isto é muito mais saudável do que beber uma bebida energética ou exagerar na cafeína.

No livro TELETRABALHO, Self 2020