Publicado em

Meditação em tempos de crise

meditação
Meditação

Você não consegue tornar o seu corpo flexível só por pensar que o vai tornar flexível. Só conseguirá fazer isso praticando; o próprio corpo tem de tornar o corpo flexível. Tal como a flexibilidade física tem de ser desenvolvida pelo nosso corpo, a flexibilidade mental – que é outro nome para a derradeira paz e felicidade – tem de ser criada pela nossa mente através do treino.

A meditação é um treino mental.

Meditar é uma técnica psicológica que serve para prevenir ideias erradas e para dar início a uma forma de pensar correta, que leva a um estado de paz, felicidade e harmonia. A palavra meditação soa a um qualquer tipo de termo religioso, mas, na verdade, trata-se da prática mais vasta de psicologia. Meditar protege a mente e mantém-na consciente da realidade.

Como podemos preencher o vazio que sentimos nos nossos corações? A resposta é meditar.

Dedicar-se a uma meditação genuína, a uma prática espiritual verdadeira, é transformar o sofrimento em felicidade – e isso depende da sua mente, da sua atitude.

Você terá de se esforçar para conseguir desenvolver a sua mente, gradualmente, de dia para dia e de ano para ano. Até poderá demorar eternidades. Afinal de contas, este tipo de treino mental é a prática da paciência.

Meditar é a forma de deixar a sua mente calma, livre e estável; é a forma de a impedir de lhe fazer mal. Meditar é uma forma de trazer paz; por fim, é a forma de parar de criar problemas. Mas não basta que apenas você tenha paz de espírito. O objetivo mais importante a atingir ao praticar a meditação é desenvolver o bom coração, bodhicitta – o desejo de fazer menos mal aos outros e de os beneficiar mais. No entanto, apesar de você ainda não ter desenvolvido a sua mente ao ponto de já ter parado por completo de prejudicar os outros e de ter passado a beneficiá-los, você deveria continuar a esforçar-se para aperfeiçoar o bodhicitta.

Esforce-se sempre para melhorar a sua mente, melhorar a sua atitude. Em vez de usar a sua inteligência e o vasto potencial que tem como ser humano para causar mais problemas a si próprio, desenvolva o bom coração, bodhicitta, e desenvolva a sabedoria. Treine a sua mente para que esta se torne cada vez menos furiosa e mais paciente, menos egoísta e mais afetuosa, mais compassiva e mais preocupada com a felicidade dos outros. Todavia, se não trabalhar ativamente para isto, a sua mente permanecerá simplesmente na mesma, ou tornar-se-á, mais provavelmente, pior, acumulando mais fúria, mais orgulho, mais desejo, mais descontentamento. É assim que se forma toda a violência.

A sabedoria significa, simplesmente, consciência da realidade.

A nossa mente é como água a ferver: a borbulhar com superstições, alucinações e muitos pontos de vista desnecessários e errados, que só fazem mal e não trazem paz alguma à sua vida.

Ao aprendermos métodos para apaziguarmos os nossos pensamentos inquietantes, para acalmarmos a nossa mente fervente, estamos a aproveitar a oportunidade para nos libertarmos a nós próprios das causas dos problemas e da infelicidade.

em Como Ser Feliz, Lama Zopa Rinpoche

Publicado em

Entre o isolamento e o medo

Estamos a viver um momento muito particular no qual muito se tem falado sobre medo e a necessidade de nos isolarmos socialmente. Tanto um como outro são carregados de significados e de desafios. Somos seres sociais e o isolamento pode ser um desafio enorme na saúde psicoemocional e física. Fechados entre quatro paredes, podemos facilmente perder o ânimo e a energia. Desta forma é importante olhar para este tema de uma forma terapêutica e fomentar que é possível fazer algo que limite esta sensação.

O medo e a ansiedade são filhos destes cenários e para quem já tem um historial de ansiedade na sua vida, não é fácil. Também a psicoterapia pode ajudar não só quem já tinha uma predisposição para a ansiedade como também quem está a sentir maiores dificuldades neste momento. Têm sido escritas muitas notícias, conselhos, mezinhas, ideias… E quando a informação é demais, também traz ansiedade. Por isso compilei algumas ideias simples para levarem convosco para estes dias e para estes dois temas.

Ansiedade:

– Regulem o acesso à informação. É importante mantermo-nos informados, mas escolham meios de comunicação fidedignos, com “fact-check” e privilegiem sempre a consulta dos sites da DGS e da OMS. Demasiada informação e factos contraditórios fazem espalhar o medo, por isso, para além de regularem a vossa informação, pensem também no efeito que tem nos outros e antes de partilharem algo nas redes sociais confirmem a sua veracidade. Se têm dúvidas, não partilhem.

– Num cenário de desafio considerem a consulta de um psicoterapeuta. O psicoterapeuta é um profissional que pode ajudar a criar estratégias para gerir a ansiedade. Caso não se queiram deslocar é possível efetuar consultas online.

– A meditação e uma respiração calma e consciente são ferramentas que ajudam a atenuar a ansiedade. Hoje em dia existem muitas meditações online, guiadas, com imagens ou música. Basta escolherem a que vos faz mais sentido.

Isolamento social:

– Mesmo estando em casa, sozinhos ou em família, é importante manter alguma rotina, nomeadamente na higiene, sono e vestuário. Sim, estão em casa, mas é importante levantar e vestir, dando a indicação ao corpo de que é outro dia.

– Também é importante que se movimentem pela casa, na medida do possível. O sedentarismo é inimigo da saúde física, mas também da saúde psicoemocional.

– Mantenham o contacto. Pode não ser possível combinar aquele almoço de família, mas façam videochamadas, liguem para pessoas com quem não falam há algum tempo, escrevam um e-mail a alguém. Hoje em dia, com as novas tecnologias é possível estar em contacto e isso é fundamental. Procurem manter o contacto com quem precisa e está sozinho. Lembrem-se que podem ter a casa cheia, mas pode haver um amigo ou familiar que esteja sozinho.

– É importante respirar um pouco do ar da rua e quem tem um jardim tem essa parte facilitada. Para quem tem um apartamento, usem a varanda ou abram uma janela. Mesmo que seja na cidade e não seja um ar “puro”, respirar esse ar fresco vai ajudar o corpo a combater a ideia de fechamento.

– Ler, ler, ler! Um livro é uma companhia. Aproveitem para diminuir aquela pilha de livros que querem ler desde a adolescência e que tem vindo a aumentar. Escolham livros de acordo com o vosso sentir. Se estão a tentar gerir muita coisa, será melhor optar por um livro leve.

– Para quem tem crianças o desafio eleva-se. Mas existem muitas ideias online de como entreter as crianças dentro de casa. Façam essa pesquisa, existem muitas brincadeiras que podem inventar dentro de casa.

– Tal como com a leitura procurem algo que vá para além da simples ocupação do tempo e que seja construtivo: procurem cursos online, pintem livros de colorir (podem imprimir), aprendam crochet através de vídeos online… Existem inúmeras possibilidades e podem sempre pedir ideias a alguém, procurar na internet ou dar ideias a quem precise.

Também isto passará, mantenham-se unidos e cuidem da vossa higiene mental e emocional!

Foto de Benoît Mouilla em Unsplash

Publicado em

Os melhores alimentos para amiguinhos do intestino

Para fazer crescer uma população saudável e robusta de amiguinhos do intestino, tem de fertilizá‑los! Uma das muitas coisas boas do seu holobioma é o facto de a população de amiguinhos do intestino dele conseguir multiplicar‑se rapidamente. Aqui, abordaremos exatamente os alimentos de que os seus amiguinhos do intestino mais gostam e os que nutrem os vilões.

Estes são os alimentos que deve comer ao máximo para garantir que os seus amiguinhos do intestino quererão tornar o seu corpo no lar eterno deles.

Prebióticos

Existe muita confusão no que diz respeito à distinção entre probióticos e prebióticos, mas, na verdade, é muito simples: enquanto que os probióticos são os bichinhos do intestino propriamente ditos, os prebióticos são os açúcares de cadeia longa fibrosos que eles comem.

Os probióticos são as sementes que o leitor planta no jardim do seu intestino e os prebióticos regam e fertilizam‑nos. Estes cumprem esta tarefa tão bem, porque o seu corpo não consegue digeri‑los. O leitor não consegue digeri‑los, por isso eles ficam no seu intestino, onde os seus amiguinhos do intestino conseguem devorá‑los alegremente.

Tantos os tubérculos, como os inhames, jícama e chufa, rutabagas, cherovias, batatas‑doces, cogumelos, taro (mandioca), iúca, aipo‑rábano, topinambos, chicória, chicória vermelha, alcachofras e endívias são todos boas fontes de prebióticos, sendo os últimos quatro igualmente ricos no alimento preferido da nossa amiga Akkermansia: inulina.

Linhaça triturada

A linhaça é benéfica porque contém não só fibra prebiótica como também uma quantidade significativa de lignanas, um tipo de polifenol. A linhaça também tem muitas vitaminas B e é uma das fontes mais importantes de ácidos gordos ómega 3 de origem vegetal. Mais especificamente, contém uma grande quantidade de ácido alfa‑linolénico (ALA),2 que suporta o revestimento intestinal, mas, de sublinhar, não é a mesma coisa que o ácido docosahexaenóico (DHA), outro ómega 3 de que precisa para a saúde do seu cérebro. Muitos dos meus pacientes vegans tentam complementar a alimentação com linhaça, para obterem os ómegas 3 de que precisam, mas os seres humanos simplesmente não conseguem transformar o ALA em DHA. Por isso, a linhaça é excelente para o revestimento do seu intestino, mas, ainda assim, continua a precisar de óleo de peixe ou óleo DHA de algas para o seu cérebro.

Alcachofras

Cada alcachofra tem mais de dez gramas de fibra prebiótica. Para além disso, as alcachofras também estão carregadas de vitaminas: A, B, C e E, bem como dos minerais cálcio, potássio e magnésio, nomeadamente. Outra vantagem de adicionar a alcachofra à sua dieta é o elevado teor antioxidante e de polifenóis, que ajudam o fígado. E ainda são deliciosas e divertidas de comer.

Alho-francês

Este primo da cebola está carregado de polifenóis e alicina, um composto que aumenta a flexibilidade dos seus vasos sanguíneos e reduz o colesterol, recorrendo a um mecanismo semelhante às estatinas, mas sem os efeitos secundários. Popular na Europa, é saboroso e fácil de preparar.

Quiabo

Eu sei que este é um daqueles alimentos que ou se adora ou se detesta. Para a maioria das pessoas, tudo se resume a uma única coisa: a textura. Sim, o quiabo pode ser um pouco viscoso, mas é uma excelente fonte de fibra prebiótica e também de vitaminas C e A, ferro, fósforo e zinco. Na verdade, absolutamente metade dos hidratos de carbono dele é fibra prebiótica.

Jícama

Este delicioso vegetal estaladiço ligeiramente doce sabe a um cruzamento entre uma maçã e uma batata. E é incrivelmente rico em fibra prebiótica, a inulina. Anda à procura de mais vitamina C para a sua alimentação? Uma dose de 100 gramas de jícama fornece‑lhe 40 por cento das suas necessidades diárias.

Vegetais Crucíferos

Estes vegetais, especialmente os brócolos, a couve‑flor e as couves‑de‑bruxelas, proporcionam enormes vantagens para os amiguinhos do intestino. As couves‑de‑bruxelas têm toneladas de fibra, bem como vitaminas B1, B2, B6, C e K. Também são ricas em propriedades antioxidantes e anti‑inflamatórias. No geral, as couves‑de‑bruxelas são um dos vegetais mais amigos que há dos intestinos. Entretanto, os brócolos só têm ligeiramente menos fibra do que as couves‑de‑bruxelas e uma chávena de brócolos cozidos dar‑lhe‑á tanta vitamina C quanto uma laranja inteira. Também estão a abarrotar de betacaroteno. E sabia que os brócolos contêm vitaminas B1, B2, B3 e B6? Quantos mais Bs poderia pedir? Também são uma excelente fonte de ferro, potássio, zinco e magnésio.

Frutos de Casca Rija

Os verdadeiros frutos de casca rija podem fazer coisas maravilhosas pelos seus amiguinhos do intestino e, consequentemente, apoiar a saúde cardíaca, reduzir os riscos de desenvolver cálculos biliares, ajudar a protegê‑lo contra a diabetes, regular os níveis da tensão arterial e proteger contra a inflamação. Os frutos de casca rija de que os seus amiguinhos do intestino mais gostam são nozes, nozes de macadâmia, avelãs e pistácios. As amêndoas descascadas e a farinha de amêndoas peladas são boas, mas muitos dos meus pacientes autoimunes reagem à pele castanha das amêndoas.

Cogumelos

Há muito que os cogumelos são elogiados pelas vantagens que trazem para a saúde, mas, pela primeira vez, os meus colegas investigadores que se dedicam à longevidade detetaram dois compostos antienvelhecimento importantes e que são abundantes nos cogumelos: a ergotioneína e a glutationa. Os cogumelos são a fonte alimentícia mais elevada destes dois antioxidantes juntos, por isso protegem‑no contra radicais livres e ajudam‑no a manter‑se jovem.

Fruta com Baixo Teor de Açúcar

Embora a maioria da fruta deva ser comida com moderação e só na época , algumas frutas têm naturalmente um baixo teor de açúcar e podem ser comidas em grandes quantidades o ano todo. Infelizmente, muitas vezes nem sequer reconhecemos estas frutas antienvelhecimento como frutas. Nestas estão incluídas as seguintes: abacates, bananas verdes, framboesas, amoras silvestres e amoras, figos e cocos.

Gorduras Saudáveis

O tipo de gordura que o leitor come é muito importante porque, no que diz respeito à inflamação, a maioria das fontes de gordura não é neutra, ou é pró‑inflamatória ou anti‑inflamatória. Mas não é assim por natureza. Por exemplo, as gorduras ómega 3 do óleo de peixe são anti‑inflamatórias, não são? Bem, vamos lá com calma. Afinal, os verdadeiros compostos anti‑inflamatórios feitos de DHA e EPA (dois tipos de ómega 3) presentes no óleo de peixe chamam‑se resolvinas,6, 7 e estes são os verdadeiros super‑heróis do bloqueio da inflamação nos seus nervos e olhos.

Por isso, viva o óleo de peixe, o DHA derivado de algas e o ácido araquidónico! E onde é que pode obter ómegas 3 de cadeia longa e também ómegas 6?
Provavelmente, a melhor escolha será o marisco, enquanto que só a gema de ovo contém bastante ácido araquidónico. Mas existem muitos mais óleos e gorduras interessantes. São eles: óleo de sementes de perila, óleo TCM e azeite.

Alternativas Lácteas

Como sabe, os laticínios mais convencionais são altamente inflamatórios porque contêm caseína A1, um tipo de proteína láctea que estimula a inflamação. Felizmente, existem muitas opções que são muito melhores para os seus amiguinhos do intestino e também lhe proporcionam satisfação, tais como: queijo/iogurte/manteiga de cabra, leite de coco e iogurte e ghi.

O Milhete não é só para pássaros

Apesar de a maioria dos grãos ser inflamatória e promover o envelhecimento graças aos elevados níveis de lectinas, o milhete é uma exceção notável. É a principal semente da alpista, mas não é só para pássaros. O milhete é um tipo de erva com sementes e as suas muitas variações são plantadas por todo o mundo. O milhete não tem lectinas e, ultimamente, tem recebido muita atenção, porque quem tem doença celíaca tem‑se virado para ele ao procurar opções isentas de glúten. Também é rico em magnésio, potássio e fibra.

Fruto do Café

Tenho notícias muito boas: por acaso, o seu hábito diário de café pode ajudá‑lo a viver mais tempo. Para além de o animar, o consumo de café está associado a um risco reduzido de morte. Não é fã de café? Não faz mal, pode obter o mesmo benefício a partir do fruto do café, que é um fruto de onde são extraídos os grãos de café.

O fruto do café também apoia uma melhor função cognitiva, estimulando o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), que ajuda o seu cérebro a gerar novos neurónios. Talvez seja por isso que se sente muito mais perspicaz e mais alerta depois de beber uma chávena de café!

Chocolate Extrapreto

Quem é que não adora chocolate? Os seus amiguinhos do intestino adoram‑no certamente! Eles querem que coma chocolate todos os dias, por isso, força nisso e faça‑lhes a vontade com 30 gramas de chocolate extra preto. Não só terá oportunidade de comer algo satisfatório e decadente, como também estará a fazer algo excelente pela sua saúde. O chocolate contém antioxidantes e flavonoides, e estes dois têm fortes propriedades anti‑inflamatórias. Mas os verdadeiros benefícios estão no cacau vegetal, que é o principal ingrediente da maior parte do chocolate comercial.

Chá Verde

A minha bebida quente preferida, o chá verde, melhora os sintomas e reduz a patologia da doença autoimune. Fá‑lo, suprimindo a proliferação de células T autoimunes e respetivas citocinas inflamatórias. Por dia, bebo cerca de cinco chávenas de chá verde ou de hortelã e recomendo que faça o mesmo para manter a inflamação à distância, quer sofra de uma doença autoimune quer não.

Saiba mais no livro O Paradoxo da Longevidade, do autor Dr. Steven R. Gundry

Publicado em

Viver a tua vida

viver

No outro dia cruzei-me com esta frase do Tony Robbins: “Estás a viver a tua história em vez de viver a tua vida.” Li e reli, interiorizando o quão simples, mas completa é esta frase. Fez-me muito sentido e deixou-me a pensar. Considerei que era muito terapêutica, pois viver a nossa história é diferente de viver a nossa vida. “História” e “vida”, apesar de se cruzarem, não são de facto a mesma coisa. Ampliando o conceito, a “história” é o que carregamos na nossa memória (cognitiva, mas também corporal ou celular), mas também nos nossos genes, onde reservamos a “herança” de família. É algo que trazemos connosco, mas que vem lá de trás. Podemos então referir que a “história” remete para o passado, para algo que já ocorreu e que – achamos nós – ficou lá para trás.

Presos no passado
Quando estamos presos ao passado, ao que foi, ao que poderia ter sido, aos desamores do passado e aos amores que poderiam ter despontado, estamos a viver a história (a que foi e a imaginada). Estamos então lá para trás, não estamos aqui e agora. Perdidos nos lamentos do que foi ou do que poderia ter sido, revivemos momentos que existiram e fabricamos nas nuvens da nossa imaginação outros caminhos ou possibilidades. Nessa “história” há uma teia sedutora que nos prende. Perdidos nisso, esquecemos o vital: viver a nossa vida. É que de facto não podemos mudar o nosso passado, o que nos aconteceu, mas podemos mudar a forma como olhamos para tudo isso e retirar inúmeras aprendizagens. E é aí que podemos viver a nossa vida, de uma forma mais plena e conectada.

Viver a nossa vida não implica deitar fora a “história”, mas sim incluí-la no presente, pois ela faz parte da equação cujo resultado somos nós. Já chega de viver o que foi ou o que poderia ter sido. Sim, o passado é importante, temos de aprender a lidar com ele e a aceitar que não o podemos mudar. Mas no meio do processo não te esqueças de VIVER a tua VIDA! Creio que é essa a mensagem importante daquela frase: viver a vida com consciência, com tudo o que isso implica. Pode não parecer simples, mas é um caminho de possibilidades.

Foto de Kristopher Roller em Unsplash

Publicado em

Estilo Pessoal: Sente que não tem um estilo definido?

estilopessoal

Estilo Pessoal: Sente que não tem um estilo definido?

Quer entre clientes, quer entre amigas, oiço muitas vezes afirmações como: “Preciso mesmo de definir um estilo!” ou “O meu estilo é uma confusão”.

A grande questão que se coloca é: “Qual é o meu Estilo Pessoal?” Não é fácil responder a esta questão de forma objectiva e concisa, o que gera alguma confusão e atrapalhação na escolha diária da roupa e nas compras.

Também é uma dúvida que se coloca constantemente? Sente que não tem um estilo pessoal bem definido e isso deixa-a frustrada e desanimada?

Essa sensação é muito mais comum do que pensa… Mas não fique desanimada, pois resolução para essa insegurança e frustração é mais fácil do que parece! Existe algo essencial a referir e que será o centro de toda esta questão:

Cada mulher é especial, com um Estilo Pessoal muito único e igual a nenhum outro!

O que é que isto quer dizer realmente? Na minha opinião não existe a necessidade de catalogar o Estilo Pessoal de cada mulher. Nem sequer é benéfico definir um estilo muito rígido e manter-se fiel para todo o sempre.

O Estilo Pessoal de cada uma de nós, na maioria das vezes, vai caracterizar-se por ser uma mistura de vários estilos, conjugada de acordo com a personalidade e estilo de vida. A esta mistura poderá chamar o seu Estilo pessoal.

Por isso, é muito natural que pense que o o seu “estilo é uma confusão”. Pois, na verdade, o seu Estilo Pessoal não é nada linear e objectivo. Assim sendo, pode identificar no seu guarda-roupa peças de vários estilos, podendo ou não haver um que seja predominante.

Além disso, é perfeitamente normal que possa ter peças bem diferentes para ocasiões diferentes, como por exemplo, o estilo a adoptar num emprego formal não deverá ser igual ao estilo que pode ter nas suas folgas. Ou o estilo que escolhe para uma festa não será igual ao estilo certo para uma reunião de negócios, etc, etc…

Tendo tudo isto em conta, a minha sugestão é:

Não tente definir um estilo único e rígido. Siga a sua personalidade e misture à vontade peças de diferentes estilos. No entanto, não se esqueça de avaliar com bom senso o local ou ocasião e escolha algo adequado.

O resultado final será o seu Estilo Pessoal, a sua marca no mundo!

Irá mostrará aos outros quão especial é!

Estilo Pessoal: uma mistura de diferentes estilos

Pode fazer misturas mais suaves, ou seja, entre estilos mais parecidos, por exemplo, conjugando umas calças de ganga casual com uns ténis desportivos; ou misturas mais contrastantes, ou seja, entre estilos mais distintos, conjugando um vestido feminino com blusão de cabedal mais roqueiro.

Use a imaginação, experimente várias coordenações e, principalmente, divirta-se!

Quer saber como pode criar o seu Estilo Pessoal único e especial?

Beijinhos,

Rita C.

Fonte das imagens: https://pt.pinterest.com/consultoriadeim/style-it/

Publicado em

O que o Mindfulness trouxe à minha vida?

Mindulness
Mindfulness

Ouvi pela primeira vez falar de Mindfulness em 2015, com a Mikaela Övén. Na altura fez muito sentido para mim e quis descobrir mais, quis perceber o que isso me ajudaria no meu dia-a-dia, nos meus desafios pessoais.

Em 2012 tinha sido diagnosticada com artrite reumatóide. Mesmo após ter iniciado a cura natural com foco numa alimentação ancestral e estar a ter resultados promissores, eu continuava a debater-me com crises de dor de tempo a tempo, com falta de motivação e de energia o que me levava a boicotar o que sabia ser bom para mim.

Conceitos como plena consciência, aceitação, não julgamento e confiança começaram a fazer parte da minha rotina e ajudaram-me a ver a minha vida noutra perspetiva: no MOMENTO PRESENTE.

O Mindfulness é uma prática que tem as suas origens no budismo. Nas culturas orientais são praticadas diversas formas de meditação para alcançar um estado de relaxamento. O Mindfulness é uma forma de meditação que foi adaptada no Ocidente para potencializar estados de relaxamento e ajudar a resolver problemas de ansiedade, stress e depressão. Em 1979, começou a ser utilizado de forma terapêutica pelo Dr. Jon Kabat-Zinn e pelos seus colegas na Clínica de Redução de Stress da Universidade de Massachussets, através do programa MBSR (Mindfulness-Based Stress Reduction).

O Mindfulness pode ser considerado um estilo de vida que nos remete para a observação consciente do momento presente sem julgamentos e com compaixão levando-nos a estarmos conscientes do que se passa no nosso corpo, na nossa mente, nos nossos pensamentos e nas nossas emoções. Convida-nos a sair do modo piloto automático com que encaramos muitas vezes as nossas tarefas, os nossos compromissos e as nossas responsabilidades e a passar para o modo SER, onde ganhamos maior consciência de quem somos.

Ao integrar o Mindfulness, aprendemos a direcionar intencionalmente a nossa mente para o momento presente e explorá-lo com abertura, seja ele um momento que consideramos bom ou mau, ao desenvolver uma atitude de tolerância e de paciência permitindo-nos assim sentirmos menos frustração e expetativa, sentimentos que estão na base da ansiedade e do stress.

A Minha Experiência

Nunca pensei ser tão poderoso e possibilitador eu abraçar desta forma o momento presente. Ao estar mais atenta a mim, dei por mim a repetir padrões de pensamentos e de comportamentos que me angustiavam, me tiravam energia e me limitavam nas minhas escolhas. Eu estava presa a momentos do meu passado e sentia-me ansiosa relativamente ao que estava para vir… E essa ansiedade, essa frustração tinham um impacto direto na minha saúde física e as dores surgiam… Mente e corpo estão de facto interligados e precisam de apoio mútuo para criar harmonia e permitir um bem-estar geral.

Apesar do Mindfulness convidar à meditação, esta não foi no início a solução para mim, pois a minha necessidade de perfeccionismo impediu-me de desfrutar do que a meditação tinha para me ensinar. O que realmente mudou a minha forma de encarar a vida e os meus desafios foram as atitudes de Mindfulness: Não-julgamento, Paciência, Mente de principiante, Confiança, Não-esforço, Aceitação, Deixar ir.

Estes conceitos tiraram-me da minha zona de conforto, permitiram-me questionar-me e estar mais atenta e consciente relativamente ao que se passava dentro de mim.
* Por que razão eu me julgo tanto? Por que razão eu sou a minha pior crítica?
* Por que razão a minha paciência se esgota rapidamente com o meu marido, com o meu filho?
* O que me leva a achar que eu já sei tudo de mim, do meu companheiro, do meu filho, dos meus colegas de trabalho, da vida?
* Por que razão eu duvido tanto de mim e das minhas capacidades?
* Por que razão eu me sinto tão cansada ao fim do dia?
* Por que razão eu não aceito a minha doença e as alterações que ela tem trazido à minha vida?
* Por que razão eu fico agarrada a coisas que eu não posso mudar, que estão fora do meu controlo?

Perguntas como estas surgiram após eu me ter entregue às atitudes do Mindfulness. E ter tido a oportunidade de me conceder diariamente um tempo para mim, para eu refletir, para eu me perceber fez toda a diferença na minha vida e no meu equilíbrio pessoal e físico. E as respostas começaram a surgir…

* Eu julgava-me por me achar insuficiente, por achar que os outros eram melhores, sabiam melhor.
* Eu era impaciente porque era a forma que eu tinha encontrado para controlar o incontrolável, para assumir um papel que me dava um poder, apesar de ilusório.
* Eu encarava-me a mim e às minhas relações à luz de histórias passadas, de crenças que eu trazia acerca de mim ou de outra pessoa, sem permitir que agora fosse diferente.
* Eu duvidava de mim porque eu não tinha aprendido a cuidar da minha auto-estima ao longo da minha vida, eu não tinha aprendido a estar lá para mim nos momentos mais desafiantes.
* Eu sentia-me cansada pois eu vivia num mundo repleto de “tenho de fazer isto”, “tenho de fazer aquilo”, “tenho, tenho, tenho” sem nunca me permitir um simples “quero fazer isto”.
* Eu não aceitava a minha doença pois tinha-me tirado a dança, tinha-me tirado momentos com o meu filho enquanto bebé, tirava-me objetivos que eu tinha para mim para o futuro.
* Eu não deixava ir porque isso me permitia manter-me numa certa zona de conforto, enquanto eu não deixava ir, também não teria de me preocupar com o que poderia vir a seguir pois eu ainda não estava pronta.

Foi revelador… e continua ainda hoje a sê-lo. Abraçar o Mindfulness não é algo que nos mude de um dia para outro, que nos transforma e nos torna melhores assim de repente, é algo sim que nos convida a conhecermo-nos melhor todos os dias, a conhecermos melhor o outro, a ter maior consciência relativamente às nossas escolhas e aos nossos comportamentos, a saborear melhor o momento presente, independentemente da situação e dos desafios, porque o momento presente… é na verdade a única coisa que nós temos como realmente garantida…

Ao sermos mindful, criamos um momento de pausa, uma abertura relativamente às coisas tal como elas são, à experiência no seu todo e deixamos ir as nossas crenças e os nossos pensamentos sem nos agarrarmos a eles, sem permitirmos que eles tomem conta de nós…


“Não fique no passado, não sonhe com o futuro,
concentre sua mente no momento presente.”
– Buda

Autora:
Elisabete Dias
Parentalidade e Relações Conscientes

Publicado em

Cuidar de nós… quando nos sentimos sozinhos

Como gostarmos e cuidarmos de nós… mesmo quando nos sentimos sozinhos

Solidão

Já alguma vez se sentiu sozinho e vazio por dentro? Não me estou a referir ao tipo de solidão que sentimos quando estamos realmente sozinhos ou quando estamos com alguém que está afastado de nós. Eu chamo a isso estar “solitário”. Estamos solitários quando temos amor para oferecer mas, ou não há ninguém com quem o partilhar ou a pessoa ou pessoas à nossa volta estão fechadas à conexão e à partilha do amor. Podemos sentir-nos solitários mesmo quando estamos inseridos num grupo de pessoas.

O tipo de solidão a que me estou a referir não tem nada a ver com os outros. Falo é de uma sensação oca e de estarmos perdidos por dentro, como que a flutuar no espaço sem amarras a uma nave-mãe.

A solidão tem a ver com o não estarmos conectados aos outros. Mas este sentimento de estar só, perdido, oco e vazio tem a ver com o facto de não nos sentirmos conectados connosco e com uma origem maior de amor. Este sentimento de solidão é o resultado do auto-abandono.

Sentimentos

Imagine uma criança pequena que é abandonada para se defender sozinha. A criança chora e ninguém vem. Passado pouco tempo, a criança fica frenética e, eventualmente, acaba por “desligar” devido ao terror de morrer se ninguém vier.

Isto acontece a um nível interno quando não prestamos atenção aos nossos sentimentos. Quando nos sentimos ansiosos, deprimidos, zangados, culpados, envergonhados, solitários, com o coração partido, tristes ou impotentes em relação aos outros, e quando ignoramos esses sentimentos, acabamos por nos sentir dormentes e sozinhos. A nossa ansiedade, depressão, raiva, culpa ou vergonha estão a mostrar-nos que estamos a abandonar-nos de alguma forma, e a nossa solidão, desgosto, tristeza e impotência em relação aos outros e a certas situações, indicam que precisamos de ter compaixão por nós próprios e talvez procurar apoio. Quando evitamos lidar com esses sentimentos, sentimo-nos entorpecidos, vazios e sozinhos.

Quando evitamos cuidar desses sentimentos, deixando tudo fechado na nossa mente, em vez de nos concentrarmos no nosso corpo, ou quando nos julgamos,  ou quando recorremos a vários vícios para entorpecer os sentimentos, ou quando tentamos fazer com que outras pessoas assumam a responsabilidade dos nossos sentimentos, estamos a abandonar-nos. Isto é o que nos leva a sentirmo-nos sozinhos e vazios.

Como podemos gostar de nós nesses tempos solitários

Assim como um pai amoroso pega num bebé que chora e tenta descobrir do que é que ele precisa, precisamos também de “pegar” e abraçar os nossos sentimentos com a vontade de perceber o que eles nos estão a dizer.

Todos os nossos sentimentos transmitem-nos informação sobre o modo como nos estamos a cuidar, como estamos a ser tratados pelos outros e sobre algumas situações que podem estar a precisar da nossa atenção.

Gostarmos de nós significa estarmos completamente presentes no nosso corpo com os nossos sentimentos. Significa estar sintonizado com eles, com compaixão, em vez de os evitar com o comportamento de auto-abandono. Significa sermos responsáveis por aprender o que eles nos estão a transmitir sobre o modo como nos estamos a cuidar, e por gerir com carinho os sentimentos dolorosos que a vida nos traz – a solidão, mágoa, dor e desamparo que todos nós experimentamos às vezes.

Gostar de si também significa aprender a ligar-se à tal fonte mais elevada de amor e sabedoria e desse modo poder trazê-los interiormente. A solidão interior é sempre o reflexo de uma falta de amor interior.

Conectarmo-nos com uma fonte maior não é tão difícil quanto se possa pensar. O espírito do amor está aqui para nos guiar em sermos amorosos connosco e com os outros, por isso, quando a sua intenção é amar-se a si mesmo, em vez de evitar a dor, o amor encherá o seu coração.

Descobrirá que, quando abrir o seu coração aos seus sentimentos, em vez de os evitar com o típico comportamento de abandono, e quando se abrir para aprender com o seu Eu superior sobre o que é bom para si, não se sentirá mais só por dentro.

Aprender a gostarmos de nós é mágico!

Publicado em

Guarda-roupa minimalista: será que consigo?

Guarda-roupa
Guarda-roupa minimalista: O que é isto? Faz sentido para mim? Será que consigo?

Guarda-roupa

O minimalismo é um conceito que visa a utilização de apenas elementos mínimos e básicos, eliminando o supérfluo. Reflecte uma forma de vida que apela à dedicação ao que realmente importa, descartando tudo o que não é essencial à realização pessoal.

Menos é mais.” Esta frase super curta diz tudo!!

Este conceito de minimalismo está a despertar consciência nas pessoas e cada vez mais nos apercebemos que não precisamos de muito para sermos verdadeiramente felizes.

Não sou defensora fervorosa desta filosofa, por assim dizer, mas acredito realmente que devemos desapegar-nos daquilo que não nos traz felicidade e só desvia a nossa atenção do que é realmente importante. Concorda comigo?

Quando falamos em minimalismo, nós mulheres pensamos logo no guarda-roupa, não é?!

Temos tendência a acumular tantas peças ao longo dos anos, roupa, malas, sapatos, bijuteria, etc. E quando pensamos que queremos desapegar-nos de algumas coisas, a cabeça começa a dar voltas e começamos a pensar: Como vou escolher o que fica? E se eu volto a emagrecer? E se volta a estar na moda?

Identifica-se com esta situação?

Não desespere!! Não é assim tão complicado e eu vou dar aqui algumas dicas para a ajudar a ter o seu guarda-roupa minimalista.

 

Guarda-roupa minimalista: O que é isto?

Guarda-roupa

Quando uso este termo de guarda-roupa minimalista, maior parte das minhas clientes começa a ficar preocupada, pois pensa que tem de ter um número rígido de peças e tudo de tons neutros (branco, preto e cinza). Nada disso!!

Não é necessário definir um número rígido de peças. Muitas vezes as pessoas perguntam-me como eu consigo ter apenas 30 peças?? Eu respondo porque quer apenas ter 30 peças? E porque não 38? ou 41?

Quanto às cores, claro que é muito útil ter peças de cores neutras, pois são mais fáceis de conjugar. No entanto, não é de todo “obrigatório” ter apenas estas cores.

A escolha das peças não tem a ver com um número ou cores, mas sim com com o seu significado.

Resumindo, um guarda-roupa minimalista é composto por apenas as peças que:

  • Realmente adora
  • Favorecem o seu tipo de corpo
  • Adaptam-se à sua realidade e rotinas do dia-a-dia
  • São versáteis e fáceis de conjugar entre si

 

Guarda-roupa minimalista: Vantagens

Guarda-roupa

Quantas vezes se encontra a olhar para o seu guarda-roupa sem saber o que vestir? Tem imensa roupa, mas a escolha parece tão difícil!!

Maior parte das mulheres tem peças que já não usa, pois, inconscientemente, sabe que não a favorece, mas acham que precisarão em alguma ocasião, ficando o guarda-roupa cheio e de difícil acesso (físico e emocional).

Sabia que maior parte das mulheres usa apenas 20% do seu guarda-roupa?

Nunca sentiu que, apesar de ter bastantes peças, usa sempre os mesmos conjuntos?

Neste caso eu aconselho uma solução combinada:

  1. Reduzir o seu guarda-roupa às peças que realmente fazem sentido (detox)
  2. Aprender a conjugar melhor o que tem, rentabilizando ao máximo cada peça (Restyle)

Assim, ficará com um guarda-roupa minimalista!!

Acima de tudo, ficará com um guarda-roupa funcional, prático, fiel ao seu gosto e económico.

Terá também mais facilidade em escolher os looks diários, aumenta a sua criatividade e vai poupar imenso dinheiro a comprar roupa que não faz sentido.

Só vantagens, não é?

Deixe-me também dizer-lhe que criar um guarda-roupa minimalista dá algum trabalho inicialmente e pode não ficar “perfeito” à primeira. Mas vai-se tornando cada vez mais fácil e intuitivo e valerá bem a pena o esforço!!

 

Quer aprender a criar o seu guarda-roupa descomplicado? Saiba como!

Um beijinho,
Rita C.

Origem das fotos em: https://www.pinterest.pt/consultoriadeim/closet/

Publicado em

Usar roupa de verão no inverno

roupa

 USAR ROUPA DE VERÃO NO INVERNO

Nos tempos que correm as finanças são uma preocupação constante e, a pensar nisso, vou falar-lhe como pode usar a sua roupa de verão no inverno e rentabilizar ao máximo cada peça do seu guarda-roupa. Conheço imensas mulheres que quando chega o inverno, retiram toda a roupa de verão/primavera do seu guarda-roupa e guardam-na num local diferente. Eu própria fiz isso durante anos e anos. Tem também esse hábito? Esta prática não é de todo descabida… Permite-lhe ter menos peças no seu guarda-roupa e assim ser mais fácil a escolha no dia-a-dia. Como eu digo sempre, um guarda-roupa arrumado e organizado é essencial. No entanto, se retirar mesmo todas as peças de primavera/verão está a reduzir bastante a potencialidade do seu guarda-roupa!! Nunca se esqueça que a palavra-chave de um guarda-roupa espectacular é a Rentabilização.

Mantenha algumas peças e aprenda a usar a roupa de verão no inverno!!
1. Blusas

Pode usar as suas blusas mais leves por baixo de camisolas de malha, coletes ou casacos, criando várias camadas (tipo ‘cebolinha’). O efeito final é muito interessante e permite-lhe criar imensos looks diferentes.

2. Saia e Vestido

No caso da saia, uns collants bem quentinhos e/ou umas botas de cano alto resolvem bem a questão do frio. Quando se trata de um vestido mais fresco, uma camisola quentinha por baixo é uma opção moderna e fácil. Um bom casaco e uma encharpe (ou cachecol para ficar ainda mais quentinha) compõem o look final.

3. Casaco

Pode usar casacos mais leves e frescos, que normalmente só usaria no verão, como se fosse uma camisola, uma terceira peça no seu look. Por cima coloca um casaco ou um colete mais quente e voilá… Um look fantástico e fácil! Resumindo, usar a sua roupa de verão no inverno é apenas uma questão de sobreposições. Arrisque e experimente combinações novas e diferentes… E, acima de tudo, divirta-se! Quer rentabilizar ainda mais o seu guarda-roupa?

Saiba como!

Um beijinho,
Rita C.

Para mais informações sobre workshops de Rita Completo saiba mais aqui e aqui.

 Origem das fotos de topo em: https://www.pinterest.pt/consultoriadeim/style-it/

Publicado em

Selecionamos 6 livros para viver o novo ano da melhor maneira

ano

​Na verdade, não precisamos de um novo ano para mudar coisas.
No entanto, um novo ano dá-nos alento, faz-nos sonhar e acreditar que podemos fazer diferente. Há livros que podem guiar-nos nesses objectivos e sonhos , quer sejam sobre a sua carreira, dietas, ou mesmo abraçar um estilo de vida mais saudável e feliz. Deixamos-lhe 6 sugestões para que tenha um 2019 em grande:

Life Coach

Seja o seu próprio Life Coach
de Jeff Archer
ANTES: 17,97€  DEPOIS: 12,58€

Este é o livro ideal para todos os que pretendem colher os benefícios de um coaching pessoal, mas que não têm dinheiro ou tempo para uma orientação privada e exclusiva. Com Seja o Seu Próprio Life Coach, vai obter um programa personalizado de mudança e progresso para cada área da sua vida, por forma a tirar o máximo proveito das suas características como pessoa: desde o desenvolvimento de carreira às relações pessoais, desde a aparência à gestão das finanças pessoais.

Tem pouco tempo? Cada capítulo tem introduções de um, cinco e dez minutos, onde poderá adquirir os princípios base para começar. No programa de vida Life Coach, à medida que coloca em prática as novas aptidões, vai ser encorajado a examinar também as suas crenças, a sua confiança e a sua motivação. Apenas assim poderá assegurar que a mudança alcançada é sólida e de longo prazo. Equilibrando recursos práticos e interativos com resumos de revisão e estruturas de recompensa, vai ficar surpreendido com o seu enorme potencial.

– Saiba onde está – saiba analisar a sua situação atual.
– A vida é um empreendimento – tire o máximo de tudo o que faz.
– Goste de quem vê ao espelho – aumente a sua confiança e a sua energia.
– Tenha controlo sobre as suas finanças – em vez de se deixar controlar por elas.
– Consiga gerir as suas relações com consciência – em vez de se desiludir com as pessoas.
– Consiga gerir o seu tempo – em vez de nunca ter tempo para nada.
– E saiba colher as recompensas – O novo “você”.

 

DespertarLibertarCrescerLibertar, Despertar, Crescer
de Rossana Appolloni
ANTES: 16,85€ AGORA: 15,17€

Todos somos adultos e todos somos crianças. Temos um lado responsável que sabe o que quer, que concretiza e que se protege do que lhe faz mal. Porém, temos outro lado que quer os outros à sua imagem e semelhança, é intolerante com as diferenças, entra em frustração quando não atinge os seus objetivos e deposita nos outros a responsabilidade do seu bem-estar e a culpa do seu mal-estar. A distinção entre o Self Adulto e o Self Infantil manifesta-se em contextos diferentes dependendo de cada um de nós. A viagem que fazemos ao longo deste livro vai no sentido de reconhecermos a diferença entre um e outro de forma a clarificarmos o rumo do nosso crescimento. O que é que nos leva a despertar para a nossa realidade interior, libertar-nos do que já não nos serve e crescer no sentido de encontrarmos a melhor versão de nós próprios? Para isso há que olhar para a nossa criança interior: resgatar a alegria, a espontaneidade e a leveza, mas também cuidar das feridas e dos traumas, ou seja, da parte emocional que nos faz entrar em fúria ou numa espiral de ansiedade desgastante.

Rossana Appolloni, psicoterapeuta e autora dos livros Ousar Ser Feliz e Do Sofrimento à Felicidade, aborda questões inerentes às dinâmicas do nosso Self, como por exemplo: que feridas emocionais existem e como surgem; como se formam padrões de comportamento e como os mudamos; o papel do vínculo na infância e de que modo influencia as nossas relações em adulto; o processo de mudança; a Jornada do Herói enquanto percurso simbólico que todos podemos fazer, tornando possível o chamado crescimento pós-traumático; como ser uma pessoa emocionalmente adulta, capaz de cuidar de si; a importância da caminhada, mais do que a chegada ao destino.

Um livro onde em cada capítulo encontrará exercícios práticos para fazer, histórias inspiradoras de pessoas que também elas vivenciaram este processo de descoberta, e referências a episódios que poderá ouvir no Podcast Ousar Ser.

 

Um coração repleto de paz
de Joseph Goldstein
ANTES 12,72€ AGORA 8,90€

É cada vez mais importante cuidarmos de nós próprios. Não apenas da aparência mas cuidar de nós como um todo, como algo que devemos proteger, acarinhar e conduzir ao caminho dos nossos sonhos e objetivos. Acreditamos que ser melhor é ter mais capacidade para enfrentar obstáculos, lidar com dificuldades, tirar o melhor partido das nossas capacidades, saber gerir as nossas vidas e como consequência… ser mais feliz. Não somos seres unidimensionais. A nossa vida está nas nossas mãos e não há limites para o que podemos fazer ou alcançar.

Encontre a paz no seu coração! Seja melhor. Por si e pelos outros.

 

Como ser feliz
de Lama Zopa Rinpoche
ANTES 12,72€ AGORA 8,90€

Todos nós desejamos ser felizes, e não só em determinadas alturas do nosso dia-a-dia: queremos sentir uma felicidade imutável e definitiva, que jamais desapareça. Todos nós tentamos acabar com os nossos problemas e atingir a paz. Mas, as nossas tentativas para atingirmos a felicidade acabam, muitas vezes, por provocar ainda mais dor. Temos de ter consciência de todo o potencial da nossa mente e temos de entender o que é importante para a nossa própria felicidade. Devemos aprender a transformar as nossas tarefas diárias para que estas passem a ser a origem da nossa felicidade em vez de serem problemas. A meditação é a ferramenta mais poderosa que se pode empregar para obter tal resultado. Através do poder da meditação, podemos obter uma paz e uma felicidade duradouras.

Seja feliz agora!

 

O que realmente importa?
de Anderson Cavalcante
ANTES: 13,99€ AGORA: 9,79€

O que realmente importa?

Raramente nos deparamos com uma pergunta tão comum, mas de tão difícil resposta. A resposta a esta pergunta pode mudar a história da sua vida se conseguir solucioná-la de forma consciente. Não deixe a sua existência passar como um tronco a flutuar num rio, permitindo que a corrente o leve para onde ela quiser. Tenha ousadia! Questione-se, persiga os seus objetivos e surpreenda-se. Acredite, você não está aqui por acaso. Cada um tem uma missão no mundo, e ela é o combustível da alma. É daí que nasce a energia para uma vida de plenitude. Neste livro, encontrará reflexões que o ajudarão a captar a sua essência e a caminhar na direção da sua realização pessoal. Levar uma vida sem propósito é viver sem liberdade para crescer. Nós nascemos para realizar os nossos sonhos. Essa é a nossa natureza, portanto, não aceite nada menos do que isso.

As empresas têm um planeamento estratégico. Vamos falar do planeamento estratégico da sua vida. Este livro vai dar-lhe as ferramentas para avaliar os seus resultados, fazer o balanço e, pelo caminho, fazer os ajustes necessários.

– Descubra os seus valores e aprenda a respeitá-los.
– Trace o seu plano de vida e siga o que estabeleceu.
– Concentre-se no que realmente importa.

 

À descoberta da sua assinatura de alma
de Panache Desai
ANTES: 17,95€ AGORA: 10,77€

A assinatura de alma é o nosso ADN espiritual – é quem somos na nossa essência, a parte mais autêntica de quem somos, a nossa contribuição pessoal neste mundo. Contudo, tendemos a rejeitar quem somos realmente. Permitimos que a nossa assinatura de alma fique bloqueada por variados obstáculos emocionais que a vida nos põe no caminho: raiva, medo, culpa, vergonha, tristeza, desespero. Qualquer um destes sentimentos, ou até mesmo todos, podem apoderar-se de nós e criar uma densidade, um peso, que não nos permite aceitar quem somos no nosso íntimo mais profundo. Panache Desai relembra-nos que somos energia e que as emoções são energia em movimento. Quando estamos bloqueados, sentimo-nos inferiores, mal-amados, incompletos. Em À Descoberta da sua Assinatura de Alma, somos incentivados a percorrer um caminho de 33 dias de meditações – curtas passagens que ao serem lidas de manhã, a meio do dia e à noite nos mostrarão o caminho para dissipar o peso  emocional que nos prende, deixando espaço para que abracemos a mudança nas nossas vidas. Com este livro assertivo, poético, prático e inspiracional, Panache Desai convida-nos a viver uma vida de autenticidade, a redescobrir significado, paixão e a acreditar com a alma na possibilidade de todas as coisas.