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Impor limites, não limitações

limites

A imposição de limites é um elemento crucial, que influencia de forma determinante as nossas relações, sobretudo as que mantemos com os nossos filhos. O problema é que à medida que vão crescendo, os nossos filhos vão questionando cada vez mais as normas, diretrizes e responsabilidades que tentamos manter em casa.

Os limites estão intimamente relacionados com a nossa identidade e a nossa integridade, pois marcam até onde estamos dispostos a ir numa determinada questão ou situação. Sempre que sentimos que deveríamos dizer «não» e nos reprimimos e cada vez que perdemos a razão por causa do modo — por vezes veemente, desagradável ou agressivo — como os estabelecemos, estamos a coloca-los em causa. Por outro lado, ao não respeitarmos os nossos próprios limites, encorajamos os nossos filhos adolescentes a agirem do mesmo modo.

Estabelecer limites que não se trata de impormos a nossa autoridade de uma forma rígida e inflexível mas de estabelecer regras que facilitem a convivência. Não se trata de restringir a liberdade dos nossos filhos adolescentes, mas de lhes ensinar o verdadeiro significado da palavra «responsabilidade». Em última instância, estes limites ensinam‐nos a valorizar a confiança, aprendendo a assumir as consequências dos seus próprios atos, decisões e atitudes. Além disso, contribuem também para fomentar neles a proatividade e a disciplina.

Existem muitas formas de estabelecer limites, mas a mais eficaz consiste em atrevermo‐nos a dizer «não». Quando o proferimos, o «não» tem o poder de nos transformar em autênticos vilões aos olhos dos nossos filhos adolescentes. adolescentes. É, inclusivamente, possível que nos respondam com verdadeiras barbaridades, como dizerem que não gostam de nós ou que somos os piores pais de toda a História da humanidade. No entanto, mais importante do que este tipo de chantagem e de manipulação emocional, é o facto de um «não» oportuno, dito da forma adequada, ser fundamental para o respeito das nossas necessidades e até para evitar ceder às exigências, amiúde exageradas, dos nossos filhos.

A diferença entre limites e limitações

Não é preciso gritarmos para transmitirmos as nossas decisões negativas com firmeza e convicção. É mais eficaz dizermos‐lhes o que temos para dizer com calma e serenidade, evitando responder emocionalmente às possíveis reações deles e sem nos justificarmos muito.

Vale a pena também refletirmos sobre a diferença entre limites e limitações.

Os limites são necessários, mas as limitações não. E impomo‐las sem nos apercebermos, pois estão estreitamente relacionadas com a nossa forma de ver o mundo e com os nossos próprios medos, frustrações e carências, que projetamos diariamente nos nossos filhos, sobretudo quando se tornam adolescentes e começam a fazer as suas próprias escolhas e a decidir o que pretendem fazer com as suas vidas. Um exemplo poderia ser, por exemplo, por força da repetição, fazer‐lhes crer, desde a primeira infância, que «a melhor defesa é o ataque», que «a mudança é uma coisa má» ou que «para sermos felizes, é importante sermos bem‐sucedidos ou termos a aprovação dos outros».

Se o que pretendemos é aumentar o seu potencial em vez de os limitarmos, temos de começar por tentar superar as nossas próprias limitações. E o melhor modo de conseguir isto é identificando‐as,
questionando‐as e abandonando‐as sempre que não tragam nada de positivo às nossas vidas.

em Esta casa não é um hotel, Irene Orce, Self

Irene Orce: Leciona na Faculdade de Economia da Universidade de Barcelona (UB) no mestrado de Desenvolvimento Pessoal e Liderança. Desde jovem que iniciou a sua jornada de autoconhecimento, adquirindo conhecimentos e formando-se com ferramentas como o Eneagrama e a Programação Neurolinguística. Em 2009 concluiu o seu mestrado em Liderança e Coaching Pessoal na UB, no seguimento do qual criou a “Metodologia Metamorfosis”. Este método destina-se a acompanhar profissionalmente as pessoas que querem desenvolver o seu potencial para construir uma vida mais coerente com os seus verdadeiros valores e necessidades.

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Filhos: criar uma autoestima sólida

autoestima

Na maior parte dos casos, os adolescentes passam a vida a comparar‐se uns aos outros, construindo identidades falsas para agradarem e serem aceites nos respetivos grupos e meios sociais. Na verdade, os adultos também são, muitas vezes, acossados por este tipo de conflitos internos. Regulamos, demasiadas vezes, a nossa maneira de ser de acordo com aquilo que os outros acham que somos.

Muitas vezes, adolescentes e adultos esquecem que é precisamente no nosso interior que se encontra o amor que tanto desejamos, escondido sob o nome «autoestima».
A autoestima define‐se pela forma como nos valorizamos e pela consideração que temos pelos nossos valores, sentimentos e projetos. É uma necessidade básica de todo o ser humano. Não obstante, esta necessidade é, demasiadas vezes, mal compreendida.

De que forma podemos ajudar os nossos filhos adolescentes a adquirir uma autoestima sólida? O primeiro passo consiste em prepararmo‐nos com doses enormes de paciência. Tudo começa com o esforço para os criticarmos menos e começarmos a apoiá‐los e valorizá‐los pelas pessoas que são e não pelas que achamos que deveriam ser. Os objetivos desta tarefa árdua são que aprendam a aceitar‐se melhor, que desenvolvam o seu próprio pensamento crítico — porque sentem que os ouvimos e respeitamos quando falam — e que vão desenvolvendo gradualmente o seu sentido de responsabilidade. Se se sentirem seguros, conseguirão aceitar melhor o que vão descobrindo sobre quem e como são. Deste modo, tomarão consciência das suas capacidades e potencialidades e poderão aprender a aceitar as suas limitações, sem as negarem mas também sem se recriarem nelas.

Que recursos temos que nos permitam ajudar a desenvolver a autoestima dos nossos filhos:

  • Demonstrar que os amamos. Não basta dizê-lo. Temos de agir em conformidade, o que pressupõe dedicarmos‐lhes o tempo necessário, desenvolver atividades em conjunto e empregar ao máximo a comunicação assertiva e a audição empática;
  • Apoiá-los nas suas preocupações e aos seus interesses. É muito importante que se sintam apoiados por nós, pois isso encoraja‐os a partilharem mais das suas vidas connosco e aumenta‐lhes a sensação de segurança;
  • Ajudá-los a estabelecer metas e celebrar com eles as suas vitórias. Podemos, ainda, recordar‐lhes de vez em quando que estamos orgulhosos deles e especificar o(s) motivo(s). Encorajá‐los a praticar desporto é mais uma boa estratégia, especialmente se se tratar de um desporto de equipa, pois este tipo de desportos fomenta o companheirismo e inclui a cultura do esforço;
  • Por fim, abandonar a crítica e começar a falar dos aspetos que podem ser melhorados. Não se trata de os menosprezar, mas de os ensinar a procurar formas novas e mais eficazes de fazerem as coisas.
A construção de uma autoestima sólida é um elemento-chave no estabelecimento de relações saudáveis com as pessoas que nos rodeiam, relações essas que devem basear‐se no respeito mútuo. Para que os nossos filhos consigam isto, temos de os ensinar a alcançar a autoconfiança, que é o melhor antídoto contra o medo de avançar, que os paralisa.

Se acreditarmos neles e nas suas potencialidades, transmitir‐lhes‐emos a noção de que também podem confiar em si próprios. Talvez deixem de se sentir tão presos às opiniões alheias a partir desse momento e sejam capazes de tomar as rédeas da sua própria vida, responsabilizando‐se pelos seus atos e decisões.

Mais do que escondermo‐nos atrás da máscara do que julgamos agradar aos outros, a autoestima permite‐nos ser os verdadeiros protagonistas das nossas vidas, e aos nossos filhos permite‐lhes tornarem‐se os protagonistas das suas.

Em Esta casa não é um hotel, Irene Orce, Self

Irene Orce: Leciona na Faculdade de Economia da Universidade de Barcelona (UB) no mestrado de Desenvolvimento Pessoal e Liderança. Desde jovem que iniciou a sua jornada de autoconhecimento, adquirindo conhecimentos e formando-se com ferramentas como o Eneagrama e a Programação Neurolinguística. Em 2009 concluiu o seu mestrado em Liderança e Coaching Pessoal na UB, no seguimento do qual criou a “Metodologia Metamorfosis”. Este método destina-se a acompanhar profissionalmente as pessoas que querem desenvolver o seu potencial para construir uma vida mais coerente com os seus verdadeiros valores e necessidades.

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Pais que não ouvem, filhos que não falam

filhos

Costuma dizer‐se que a adolescência é uma etapa de transição. Nesse período confuso da vida o que está em jogo é a construção da nossa própria identidade, o que, muitas vezes, leva os jovens a entrar em confronto com os pais e, portanto, com o resto da sociedade.

No entanto, assistimos cada vez mais a um fenómeno em que a adolescência deixou de ser uma fase de transição, e os seus efeitos se estendem ao longo dos anos. Não é verdade que os adultos também revelam complexos e insegurança? Não demonstram, por vezes, comportamentos infantis? Também fogem às suas responsabilidades, recusando‐se a amadurecer? O que se passa quando a adolescência deixa de ser uma etapa de transição e se transforma num modo de vida?

Uma das causas desta realidade cada vez mais distendida será, talvez, o facto de não termos recebido nenhum tipo de educação emocional. Não aprendemos a desenvolver competências emocionais básicas como a inteligência interpessoal ou a capacidade de regularmos os nossos sentimentos.

Trata‐se, sem dúvida, de uma ferramenta que trará benefícios enormes aos nossos filhos adolescentes.

Depende de nós proporcionarmos aos nossos filhos as estratégias e os recursos necessários para enfrentarem a vida e responder às suas emoções de uma forma saudável, em vez de se sentirem esmagados pelos seus sentimentos, reagindo na sequência dos mesmos.

O nosso sistema educativo desfasado e obsoleto tem muito a ver com este processo, pois não nos faculta as ferramentas necessárias para sobrevivermos emocionalmente e prosperarmos em termos profissionais. Ensinam‐nos a ler, a escrever, a fazer cálculos matemáticos e a memorizar, mas não a pensar por nós próprios. Esta realidade contribui para a chamada «crise da adolescência», pela qual a grande maioria de nós passou. É um período da vida marcado pelo desnorte, o medo e o sofrimento. Não aceitamos o estilo de vida que a sociedade nos propõe, mas também não temos uma alternativa viável que nos permita seguir o nosso caminho.

Ao chegarmos a este momento da vida, devemos ver a etapa por que estão a passar os nossos filhos como uma oportunidade de aprendizagem. O desafio consiste em questionarmos as nossas convicções; em transcendermos as nossas limitações e alterarmos as formas como reagimos. Podemos começar por nos perguntarmos que resquício da nossa própria adolescência provoca o choque com o que observamos nos nossos filhos, enfrentando depois o desafio de respondermos com honestidade e humildade.

A única forma de ensinar é através do exemplo. Se queremos que os nossos filhos assumam a responsabilidade dos seus atos, se tornem seres humanos autónomos e aprendam com os erros, temos de começar por aplicar essas exigências a nós próprios. Só deste modo poderemos começar a cultivar a paternidade consciente, que consiste em ajudarmos os nossos filhos a desenvolverem as pessoas que realmente são, em vez de os condicionarmos para que se tornem quem nós gostaríamos que fossem.

Por detrás desse paternalismo cheio de boas intenções, espreitam, escondidos, o medo e a ignorância.

Perante os nossos filhos, podemos optar por nos impormos ou por fazermos algo muito mais poderoso e «revolucionário»: aproveitar a referida etapa da nossa vida para nos questionarmos e amadurecermos. Esta pode ser a viagem mais extraordinária que alguma vez nos propuseram.
Em Esta casa não é um hotel, Irene Orce, Self

Irene Orce: Leciona na Faculdade de Economia da Universidade de Barcelona (UB) no mestrado de Desenvolvimento Pessoal e Liderança. Desde jovem que iniciou a sua jornada de autoconhecimento, adquirindo conhecimentos e formando-se com ferramentas como o Eneagrama e a Programação Neurolinguística. Em 2009 concluiu o seu mestrado em Liderança e Coaching Pessoal na UB, no seguimento do qual criou a “Metodologia Metamorfosis”. Este método destina-se a acompanhar profissionalmente as pessoas que querem desenvolver o seu potencial para construir uma vida mais coerente com os seus verdadeiros valores e necessidades.

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Ser mulher

mulher

Como mulheres fomos educadas a procurar o que nos completa e a descobrir o amor por intermédio dos outros. Há 50 anos diziam-nos que só um marido e filhos nos complementariam e era a única opção de vida.

Sente o peso da autocrítica e da insegurança?  Talvez tenha a crença que não é suficientemente boa e consequentemente tenha passado a vida à procura de valor fora de si.

Para percebermos o que é autêntico para nós é importante questionarmo-nos sobre as nossas crenças, a nossa história. Aquilo que dizemos a nós próprias e que nos diminuem, culpabilizam, limitam ou nos causam angústia.

 É tempo de desistir de tentar ser  a mulher que julga que deve ser, para ser quem é de fato.

Preparada?

O primeiro passo é comprometer-se consigo própria. Conhecer-se em cada momento da sua vida, através dos seus olhos e não os dos outros.

Quando condicionamos o nosso comportamento com base no exterior, avaliamos o nosso valor com base na aceitação por parte dos outros. Dizer que sim quando na verdade queremos responder o oposto, alimentar uma relação que não nos traz nada de positivo, acreditar em pensamentos que nos esgotam a energia e o entusiasmo, ou ingerir alimentos que o nosso corpo não aprecia.

Comprometer-se consigo própria só é possível quando estiver disposta a libertar-se do passado e de qualquer pensamento de que “devia” ser diferente do que é neste momento.

Abandone o Antigo e adote o Novo
  • Em que aspetos é que ainda está presa aos velhos reflexos do poder?;
  • Em que medida os seus julgamentos e os seus receios estão presos às velhas crenças e velhos modelos?;
  • Parece-lhe que a sua autoestima assenta no seu aspeto físico e na aceitação e valorização dos outros?
  • Analisa o seu valor com base na forma como se ocupa dos outros em detrimento de si própria?

Quando abandona a imagem do que gostaria de ser, readquire o seu poder de ser única, autêntica e fiel a si própria.

Saiba mais no livro de Heatherash Amara, aqui.

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Amar em viagem

viagem

«A vida é uma viagem: é preciso aprender a conhecer o terreno, escolher uma direção, encontrar bons companheiros e usufruir do itinerário, pois no fim da estrada pode não existir nada.»  – Jonathan Haidt

Vejo muita ansiedade a borbulhar devido ao desejo de se ter uma relação amorosa. Ou porque se tem medo da solidão, ou porque a vida não faz sentido sem intimidade, ou porque se quer partilhar experiências e projetos com alguém em específico, ou porque é simplesmente aborrecido estar-se sozinho… Seja por que motivo for, ter um/a companheiro/a é um objetivo de muita gente. Um objetivo. Conquistado este objetivo, as ansiedades passam a ser outras, pelo que os objetivos mudam, mas mantêm-se.

Alcançada a primeira fase, entramos no registo de querer o outro à nossa imagem e semelhança. Ficamos estupefactos com a falta de semelhanças e a forma do outro pensar (que é diferente da nossa), a forma de sentir (que é diferente da nossa), e a forma de agir (que é diferente da nossa) começa a criar um fosso entre os dois. O que nos distingue e diferencia, em vez de nos enriquecer e aproximar, enfraquece-nos e distancia-nos. O outro, afinal, não é como gostaríamos que fosse: mais dinâmico, mais estável, mais comunicativo, mais sociável, mais criativo, mais romântico, mais emotivo, mais flexível, mais maduro, mais assertivo… enfim, tudo o que não é e provavelmente nunca será. E aqui deixa de nos servir. Já não o queremos. Não satisfaz as nossas necessidades, não encaixa na nossa forma de ser, não nos torna a vida como a sonháramos, pelo que descartamos.

Missão cumprida: procurar, ter, mudar, não serve – descarta. Passamos de objetivo em objetivo como se a vida afetiva fosse uma sucessão de aquisições que deitamos fora quando já não é útil ao nosso propósito.

Nesta correria de consumo de objetivos, onde fica o espaço para viver e apreciar o caminho?

O caminho é feito de desafios imprescindíveis ao nosso crescimento: medos que tentam travar a nossa entrega à experiência; obstáculos que põem à prova a nossa garra em superar o imprevisível; ajudas que nos inspiram a acreditar e a confiar no fluxo da vida; padrões antigos que boicotam essa confiança; testes que nos indicam a que ponto estamos no nosso percurso; feridas antigas que nos condicionam, mas que gritam para cuidarmos delas… Resumindo, ciclos de morte/renascimento com vista a uma consciência mais ampla. Do ponto de vista psicológico e existencial, o sentido da vida é evoluir e crescer, o que não é possível sem estes ingredientes.

E o ingrediente que não poderá faltar neste processo é, de facto, a relação – seja ela amorosa ou não, mas a amorosa potencia cada elemento presente na viagem. É na relação que experienciamos a plenitude da condição humana, pois sem o outro nada acontece dentro de nós, nada é ativado, nada é despertado, nada é sentido. No entanto, ao falarmos de um caminho a dois, além de nós há o outro – e muitas vezes esquecemo-nos disso: respeitar e honrar as diferenças, aceitar com gratidão o que nos proporciona como experiência interior, dar com compaixão, receber com humildade, sem esquecer que não existimos na sua vida para o salvar ou sermos salvos, mas sim para uma evolução como seres humanos.

À luz da evolução, até que ponto nos questionamos acerca do que podemos aprender e crescer com o outro? Quando nos cruzamos, o que é que o outro nos traz como mensagem, desafio, obstáculo, sonho…?

Se o virmos como mero objeto de satisfação das nossas necessidades, perdemos o sentido da sua existência na nossa. Perdemos o caminho, apenas vemos objetivos. Mas é no caminho que está a vida, a aprendizagem, o crescimento, a construção, pois no fim pode não haver nada, como diz Jonathan Haidt. É na exploração da relação, na curiosidade de conhecer as dinâmicas do outro e as nossas, no interesse em aprofundar sentires e crenças, na descoberta de diferenças que nos complementam, que o caminho se torna entusiasmante e construtivo. É num caminho de reciprocidade afetiva que vamos regando e nutrindo a confiança, o vínculo, a intimidade, a partilha, o querer estar, o aprender a falar ou a silenciar.

Entramos na vida uns dos outros para amar, mas no amor não há espaço para dependências, condicionamentos, rótulos, posses, exigências, cobranças, chantagens emocionais, trocas… no amor chega a haver o desejo de ver o outro feliz, mesmo quando não somos incluídos nas suas escolhas. No amor há uma liberdade de escolha sempre presente que anula o tão desejado compromisso, o qual nos dá a falsa segurança de que o outro nos pertence. É na liberdade do caminho que as pessoas se prendem; na prisão dos objetivos sufocam-se e querem-se distantes.

É na liberdade que validamos o que sentimos pelo outro e quando se tenta justificar ou perceber os porquês e os comos corre-se o risco de intoxicar o processo que, por natureza, se traduz num movimento de pulsação cíclico entre a distância e a aproximação. O que nos vincula uns aos outros não está ao alcance da nossa mente racional, mas está ao alcance do nosso coração se ousarmos mergulhar nas águas profundas, obscuras e únicas da viagem com outro ser. E isto é possível quando transmutamos o apego pela conquista do resultado pelo desapego de amar na caminhada.
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Barriga Feliz: receitas e nutrientes para mamãs e bebés saudáveis

A nutrição é algo crucial durante a gravidez e afeta mães e bebés, mais do que provavelmente imagina. Existem falhas na educação e conhecimento sobre os benefícios proporcionados por boa comida fresca para a saúde dos nossos corpos e das nossas crianças por nascer. Na verdade, este livro de culinária lembra-me de passar mais tempo a exercer aconselhamento nutricional às minhas pacientes grávidas. Para que elas entendam e adotem um estilo de vida em que comam bem, não somente durante estas quarenta semanas mas durante os anos seguintes.

Barriga Feliz oferece dicas e truques para que o cozinhar e a alimentação saudáveis se tornem numa simples prioridade. Estes meses de gravidez estão repletos de inspiração em tomar boas decisões para a alimentação do seu bebé. Optar por alimentos frescos e cozinhá-los estimulará um peso saudável e aumentará o valor nutricional das refeições.

Além disso, estes gestos simples podem prevenir muitos dos problemas relacionados com a nutrição e o peso que nos atormentam. Muitos de nós fazem demasiadas refeições em restaurantes ou em viagem, recorrendo a drive-ins de restaurantes de fast food. Estão a perder-se aptidões de cozinha que costumavam ser passadas de geração em geração. Hoje em dia, a refeição familiar caseira tradicional deixou de ser a regra para passar a ser a exceção. Este livro de culinária fornece ideias realistas e acessíveis para uma alimentação saudável durante e depois da gravidez.

O Barriga Feliz encoraja os pais a arranjarem tempo para cuidarem dos seus e dá esperança para o regresso da tradicional refeição familiar caseira. A parte «Cozinha cheia: abastecer-se para um apetite de grávida» foi pensada especialmente para futuras mães que tendem a passar o dia a correr, sem parar para planear as refeições. Não há nada pior do que estar grávida e exausta e sentir que não tem nada em casa. O Barriga Feliz mostra-lhe como é fácil ingerir comida saudável sem ter de passar horas na cozinha. Mais, dominar a arte de planear uma boa alimentação é uma prática formidável para os dias mais agitados da maternidade!

O Barriga Feliz também lhe dá dicas importantes para diferentes etapas da gravidez. As náuseas do primeiro trimestre fazem com que muitas mulheres se limitem ao que quer que se mantenha no estômago. Estas doze semanas iniciais são a altura crucial para o desenvolvimento do feto. As sugestões para se livrar do enjoo matinal no capítulo «O que comer quando não se quer comer» são inestimáveis. Mais tarde, quando o seu bebé em crescimento começar a apoderar-se do seu espaço digestivo, as receitas para refeições mais leves e as ideias para porções mais pequenas em todos os seis capítulos ajudá-la-ão a manter-se confortável e ainda assim bem alimentada.

Saiba mais sobre o livro AQUI.
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“Mulheres às Avessas”

A maioria das mulheres ainda se põe no fim da fila — e parece confortável com isso. Poucas são as felizardas que se acham merecedoras dos aplausos que recebem. Sentimos que existe sempre um dedo a apontar a «farsa» que somos, acusando-nos de que poderíamos ter feito melhor.

Os pequenos prazeres do dia a dia também são afetados pela nossa neurose. Se, num dia, nos permitimos saborear um maravilhoso churrasco e degustar uma deliciosa sobremesa, programamos mentalmente uma ementa de prisão gastronómica para o período seguinte: duas semanas à base de alface e água! Também pagamos caro pela «futilidade»: pedir ao pai dos nossos filhos que tome conta deles enquanto vamos ao cinema, ao teatro, passear no centro comercial ou, simplesmente, descansar um pouco da vida de mãe é praticamente uma heresia. A penitência? Usufruir de cada um desses momentos sob a agonia da culpa.

Mulheres… tão amáveis, tão heróicas e tão contraditórias!

(…) A mesma intensidade que costuma tornar a mulher aberta às necessidades alheias torna-a uma verdadeira carrasca de si mesma. Como começou tudo isto? Quando foi o mundo feminino invadido por tanta tirania e autocrítica? Porque trocou aquela menina sonhadora o seu olhar curioso por um semblante preocupado e um sorriso amarelo?

Está na hora de questionarmos a nossa necessidade de perfeição e aprovação. Conquistámos muitas coisas e ainda temos muitas outras para demandar. No entanto, devemos rever a maneira como vamos conduzir essa demanda daqui para a frente.»

Saiba mais sobre o livro AQUI.

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A criança que grita

criança

O nosso Ser não se define de forma rigorosa e inflexível. A psique é como uma peça de teatro: temos o guião (a nossa história), o encenador (a consciência) e os personagens (as várias partes que em nós coexistem). Caracterizamo-nos por uma diversificação de identidades, as chamadas subpersonalidades, que ganham vida própria segundo a cena onde se encontram. Parecemos pessoas diferentes consoante o contexto e/ou os interlocutores e, no entanto, somos sempre os mesmos. Somos os mesmos, mas a nossa interação depende do que a outra pessoa ativa em nós. Há pessoas que nos ativam partes de que gostamos e, portanto, nos fazem sentir bem, há outras que nos ativam partes mais inseguras e nos criam desconforto. Das primeiras queremo-nos aproximar, das segundas tendemo-nos a afastar, mas na verdade as relações mais enriquecedoras são aquelas que ativam o variado leque que nos constitui. Uma relação que nos traz crescimento é aquela através da qual encontramos espaço e segurança para explorar, descobrir e viver quem somos na nossa plenitude.

O crescimento físico nem sempre se faz acompanhar por um correspondente crescimento psicológico. Não é a idade nem as experiências da vida que nos fazem amadurecer, mas sim o significado que damos ao mundo exterior e interior através dessas experiências. Há pessoas que já sofreram muito, mas ainda não encontraram um significado aos seus traumas, ainda não integraram a sua dor, ainda vivem na revolta e na zanga. Vão ficando cada vez mais fechadas na crença de que viver é sofrer. Olham para determinadas possibilidades como uma inevitável reabertura de feridas anteriores, rejeitando assim uma reprogramação do sistema neurológico.

Na rejeição à experiência há uma paragem no processo de crescimento. Este implica a abertura a novas vivências que nos alterem a perceção do mundo. Porém, se essas novas vivências reforçam a nossa velha perceção, significa que continuamos a boicotar e a travar o desenvolvimento psicológico. Algo nos impede de avançar: aquela parte de nós que ainda grita por atenção – a nossa criança interior.

As situações que mais nos fazem sofrer são aquelas que tocam numa parte do nosso Self que estagnou algures no tempo. O nosso Ser não cresce todo por igual, tornamo-nos adultos em certas partes, mas não noutras. Quando sentimos o chamado ‘aperto interior’, muito provavelmente é porque a nossa parte infantil foi espicaçada e, como tal, ainda não sabe lidar com o desafio de forma serena e madura. E então grita.

Uma cliente minha com filhos e sobrinhos já independentes, sentia que a sua família não lhe prestava a atenção de que ela gostaria. Considerava que agora que já ninguém precisava dela, não a contactavam com tanta frequência, pelo que a sensação de ‘só me ligam quando precisam’ começou a ganhar cada vez mais terreno. Mais tarde descobrimos que ela se recusava a ter iniciativas para procurar os seus familiares e assim satisfazer as suas necessidades de atenção e afeto pois, a partir da visão do seu Self Infantil ferido, eram os outros que deviam ter essa preocupação e cuidar dela.

Uma necessidade psicológica básica não satisfeita em criança cria-nos um vazio interior que nos leva a um mecanismo de busca constante desse preenchimento através dos outros. Projetamos nas nossas relações mais próximas o papel do cuidador que se ausentou e que nunca mais voltará. Enquanto não ganharmos essa consciência, a busca torna-se infindável e jamais encontrará descanso. Este registo traduz-se numa luta cujo desgaste psicológico é esgotante. Todos nós temos uma parte infantil ferida que grita, mas nem todos lhe dedicamos a atenção merecida.

Uma das minhas feridas tinha a ver com o terror de ser esquecida. Esta ferida criava-me tantas ansiedades que cada vez que fazia uma viagem enviava inúmeras mensagens a quem me esperava no aeroporto para ter a certeza de que a pessoa estava lá. Após um trabalho interior sobre esta dor apercebi-me de que a minha parte infantil magoada não só gritava perante a perceção do mínimo sinal de possibilidade de esquecimento, como cegava toda a dedicação dos outros para que eu me sentisse importante e inesquecível.

É incrível como acabamos por limitar a vivência das relações no reforço da que sempre tivemos. Estamos demasiado encouraçados para ver outras perspetivas, apenas vemos aquela que potencia os nossos medos e inseguranças, provocando consequentemente os habituais padrões de comportamento defensivos. Ao interagir a partir da parte infantil ferida que ainda não integrou a dor, as nossas ações refletem exatamente as de uma criança: grita, esperneia, é incapaz de ver ou ouvir o outro, não tolera a frustração, quer tudo à sua maneira, impõe as suas necessidades e sente o mundo contra si, pois este gira unicamente à sua volta.

Uma criança que precisa de atenção, perante uma plateia de 100 pessoas onde 99 lhe dão o que ela quer, fica perdida naquela única que não lhe liga nenhuma; uma criança que tem o medo do abandono perceciona cada movimento do outro como um risco; uma criança com o receio de ser humilhada evita ao máximo situações onde possa sentir tal ameaça; e por aí fora. Cada um de nós sente e perceciona o mundo hostil a partir das subpersonalidades cujo olhar ainda não se tornou adulto. Quando assim é, esse Self Infantil utiliza os mecanismos que aprendeu para se proteger e evitar que o seu grande medo (abandono, traição, humilhação, etc.) se concretize, não entendendo que ele próprio recria a armadilha de autoboicote.

Recorro frequentemente às palavras de Jung: ‘quando olhamos para fora iludimo-nos, quando olhamos para dentro despertamos’. A valorização do mundo interior é de suma importância na medida em que é aí que se encontra a resposta para os desafios que vivemos. O exterior espelha sempre o nosso interior. Nada nos atinge as entranhas se não tiver o propósito de despertar em nós a criança que grita e necessita de atenção e cuidados para crescer. Queremos ser adultos, maduros e lidar com as situações de forma serena? Não temos alternativa. Não é o exterior que muda, é o nosso interior que aprende a lidar com as situações a nosso favor, para o nosso equilíbrio e serenidade, sem culpa, sem sofrimento, sem rancor.

E como é que se faz para nos tornamos psicologicamente adultos? Não se trata de nos adaptarmos a uma realidade exterior que nos incomoda, muito menos de nos subjugarmos a quem nos desrespeita, antes pelo contrário! O primeiro passo é pegar na situação exterior e estudar o impacto que ela tem em nós, ou seja, conseguir ir além do sentimento de ‘ofensa’ e olhar para o que nos faz sentir. O exterior é a matéria-prima de que dispomos para o autoconhecimento. Identificar, reconhecer, validar e aceitar a nossa realidade interior, sem julgamentos nem repreensões.

Ao ouvirmos a criança a gritar, responder com amor e compaixão. Ela nunca parou de gritar, mas quando se cansou de o fazer para fora através do som, começou a fazê-lo para dentro através do sofrimento. Só com amor e compaixão é que ela começa a ganhar a maturidade de novas hipóteses e de novas visões, a contemplar que há espaço para a dor, para a frustração e para as incertezas da vida. Aí abandonamos a luta e começamos a atrair situações mais adequadas para um Self Adulto responsável, autoconfiante, autoconsciente, autónomo e que sabe cuidar das suas necessidades.

Quando aprendemos a cuidar de nós e largamos a crença de que ainda temos de ser cuidados, começamos a ver no nosso caminho outro tipo de pessoas. Pessoas que nos nutrem, mas sem a expectativa de nos salvarem. Apenas olhando para a verdadeira necessidade escondida por detrás de um padrão defensivo e revoltado é que nos disponibilizamos a crescer e a desfrutar a nossa existência com mais alegria e entusiasmo.

Uma relação em crescimento é aquela que ativa o desconforto do nosso Self Infantil, pois obriga-nos a não nos esquecermos dele, mas, simultaneamente, nos dá o nutrimento necessário para não cairmos no rancor e na amargura. A criança grita, a relação nutre, mas quem cuida somos nós. E só quando aprendemos a cuidar da nossa criança interior ferida, com amor e compaixão, estaremos disponíveis para entrar em relações íntimas enriquecedoras, pautadas pela partilha da plenitude do nosso Ser e pela entreajuda no processo de crescimento, pois só conseguimos dar o que já existe em nós e só conseguimos receber o que a nossa realidade interior perceciona.

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Conflito de gerações

ansião

«Porra, isto não pode continuar. Gritou o ancião a fulminar o resto da família ao mesmo tempo que  esbracejava e colérico se levantava do cadeirão frente à TV. Estava pior que uma barata. Resvalava até para a má educação, coisa que jamais permitira a ninguém muito menos a si próprio.

Então o meu neto anda de calças a caírem pelas pernas a baixo, a verem-se-lhe as cuecas, de barba crescida e de boné ao lado, como um marginal, um delinquente? Mas o que é isto? Ao que chegamos?

Olhavam-no com a dose de respeito que o chefe da família merece e ao mesmo tempo com um silencio que manifestava inteiro acordo. É uma ver-go-nha – e todos fizeram sim com a cabeça. A verdade é que ninguém aprovava a caricatura que o rapaz transportava consigo, para onde quer que fosse; para a escola, para a praia ou até num passeio de família. Amanhã vou mete-lo na ordem. Haja disciplina e respeito…

O rapaz passaria lá por casa para levar uns acessórios acústicos que o avô lhe dispensara. O patriarca esperava-o com uma crescente irritação, como se esperasse uma reunião com um credor desonesto ou um herege provocador, a merecer vergastadas ou mesmo fuzilamento.  Aqui  franziu a testa e reconheceu que não chegaria a esse ponto mas, sim, que a lição ficaria na memória do atrevido adolescente. O encontro teria que merecer toda a respeitabilidade inerente ao diálogo entre o mais velho e o mais novo de uma família que se preza, que, por tradição e cultura, preserva a hierarquia e o saber possível. Para tanto proibiu a presença de mais alguém no espaço reservado ao duelo.

Ei-lo que chega; como sempre, desengonçado num disfarce inqualificável, chancela de mau gosto, de desmazelo, de desafio aos mais velhos, à educação implantada e até (perdoem-me) até à civilização ocidental. Assim pensava enquanto com poucas palavras fê-lo sentar-se à sua frente, não num sofá, mas numa cadeira de madeira a uma mesa preta de jogo quadrada que nada tinha no tampo de napa castanha. Guardou um silêncio com toda a certeza de despertar uma reflexão que seria ao mesmo tempo uma forma de estabilização emocional para ambos. Olharam-se nos olhos fixamente, ao mesmo nível, numa expressão fria e desafiadora como dois lutadores de luta livre a centímetros antes do início da peleja. O avô quebrou o silêncio na sua voz grave e solene:

Aqui estamos frente a frente. – Respirou fundo a sublinhar a expectativa – De homem para homem, quero dizer-te que não gosto da maneira como te vestes. Parou para que o eco entrasse na alma do antagonista. Media as palavras antes de o torcer como a mulher a dias torce o esfregão da limpeza. Ia continuar. O jovem, numa expressão angelical, sem revelar temor, preocupação ou aborrecimento levantou delicadamente um dedo. Fala – autorizou o avô.

Pergunto-lhe só de homem para homem… – fez uma pausa abrindo ligeiramente os olhos escuros, perspicazes e inteligentes – … e o avô já me perguntou se gosto da sua maneira de vestir?

O pobre homem esperava tudo menos aquela resposta seca, como soco sem defesa nos queixos do adversário que rodearia sobre os calcanhares e tombaria no solo se aqui não se tratasse apenas de um diálogo. Titubeou ainda quase K.O. – Tens razão pá. E mais não disse. Não tinha para dizer.

Levantou-se com solenidade. O rapaz fez o mesmo. Ambos respiravam fundo. Sorriram ambos e num gesto jovem o velho levantou o braço com a mão aberta que embateu na que o rapaz com o mesmo jeito lhe oferecia.»

Luís Pereira de Sousa

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«Como pais, nós sabemos no nosso coração o que os nossas crianças precisam»

Aqui está uma história incrível sobre uma mãe que ignorou totalmente o que os especialistas diziam sobre seu filho, com autismo. Em vez disso, ela seguiu seus próprios instintos – com resultados surpreendentes.

O filho de Kristine Barnett, Jacob foi diagnosticado com autismo quando ele tinha 2 anos, e os médicos disseram que ele nunca iria falar. Ela tentou programas de educação especial e terapias destinadas a resolver suas limitações. Quando os professores lhe disseram que não havia esperança, ela rebelou-se e fez o seu próprio caminho.

“Muitas pessoas pensaram que eu tinha perdido a cabeça”, lembra ela.

Em vez de se concentrar nas limitações de Jacob, Kristine investiu naquilo que ele gostava e captava o seu interesse. Agora, o seu filho de 15 anos de idade, está a caminho de ganhar um Prémio Nobel por seu trabalho em física teórica. (…)

“Ele gostava de comportamentos repetitivos. Ele gostava de brincar com um copo e olhar para a luz, torcendo-o por horas a fio. Em vez de lhe tirar o copo, eu dei-lhe 50 copos, enchi-os com água a diferentes níveis e deixei-o explorar”, diz ela. “Eu rodeei-o com o que ele adorava.”

Quanto mais ela fez isso, mais funcionava. Então, uma noite quando se estava a deitar, Jacob falou. “Foi como música … porque todos tinham dito que era uma coisa impossível”, Kristine lembra. “Eu ia deitá-lo todas as noites e dizia: ‘Boa noite, bebé Jacob, você é meu anjo bebé, e eu amo-te muito. “Uma noite, ele olhou-me diretamente nos olhos e disse: “Boa noite bebé.”

Jacob é agora um estudante de física teórica no Instituto Perimeter em Waterloo, Ontário, com um QI maior do que Einstein.

Kristine narra incrível jornada e avanço de seu filho no seu livro Salvo pelas Estrelas: Como o amor de uma mãe salvou um génio das mãos do autismo.

Quando ela fala com outras mães que têm filhos autistas, distúrbios de aprendizagem, ou outras deficiências, ela diz-lhes: “É muito importante que, você não deixe que o rótulo defina o seu filho. Em que é que o seu filho é bom? Deixe que isso o defina. Criar motivações que são autodirigidas. Deixe-os perseguir o que eles amam.”

“Como pais, nós sabemos nos nossos corações o que é que as nossas crianças precisam”,  diz Kristine “e precisamos confiar um pouco mais. Mesmo que isso vá contra o que os outros dizem “.

Adaptado do artigo de Stephanie Cook Broadhurst/The Mother List

Saiba mais sobre o livro AQUI.