Publicado em

Searinhas do Menino Jesus

No Alentejo, Algarve e na Madeira é costume, um mês antes do Natal, ou então no dia 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, fazer as searinhas, sementeiras ou searas do Menino Jesus.

Colocam‑se alguns grãos de trigo em pequenos pires de louça ou de barro com um algodão levemente humedecido com água, e espera‑se que germinem. Até ficarem pequenas searas, vai‑se mantendo o al‑ godão húmido. Em algumas terras, em vez do trigo, colocam‑se sementes de centeio, milho, linhaça, ervilhaca ou até grão‑de‑bico.

Mais perto do Natal, o presépio é adornado com estas “searinhas” e laranjas que rodeiam Jesus, ocupando assim as pequenas searas um lugar de honra no presépio. As “searinhas” são lá colocadas para que o menino abençoe o trigo, e as laranjas, de modo a que nunca falte pão em casa. Em algumas casas, na noite de Consoada, as searinhas são colocadas na mesa.
Passado o Dia de Reis, as searinhas são transplantadas para a terra.

Em O Grande Livro do Natal Português

Publicado em

A Lenda das Rabanadas

Sobre este tradicional doce natalício e que tantos de nós adoramos, seja rabanadas de leite ou até rabanadas de vinho, diz a lenda:
Há muitos anos, uma jovem mãe, com um filho recém-nascido, era tão pobre que, depois de dias sem ter de comer ficou sem leite para amamentar.
Decidiu então, na aldeia onde vivia, bater de porta em porta pedindo um pouco de pão.

Um dos habitantes, sensibilizado com a si tuação desta jovem mãe, deu-lhe pão duro, um pouco de leite, um ovo e açúcar.
Com estes ingredientes, a jovem mãe fez uma sopa. E mal acabou de comer, subiu-lhe o leite ao peito. Nos dias seguintes, foi comendo sempre a sopa e foi tendo cada vez mais leite para amamentar.
Até que o leite era tanto que passou a ser ama de leite para outras crianças e assim, saiu da pobreza.

Em O Grande Livro do Natal Português

Publicado em

10 Livros a menos de 12€

Aproveite os últimos dias da nossa Campanha de Outono, até dia 31 de Outubro. Livros até 50% desconto das mais diversas áreas de desenvolvimento pessoal: coaching, finanças pessoais, investimentos, saúde, alimentação, meditação, entre outros.

Aprenda através das experiências de várias pessoas que deram o salto e nunca mais olharam para trás. Quando Mike Lewis tinha vinte e quatro anos e trabalhava numa prestigiada empresa de consultoria, não se sentia realizado.

 Aos 26 anos, falido e cheio de dívidas, Bodo Schäfer decidiu que era altura de revolucionar as suas finanças. Com a ajuda de um mentor, em menos de quatro anos conseguiu reequilibrar as contas e adquirir um património respeitável. 

Início

 Cada um deve procurar o seu próprio caminho porque o mesmo lugar pode significar coisas diferentes consoante quem o visita. Tiziano Terzani, ao saber que chegou ao fim do seu percurso, fala com o filho Folco acerca do que foi a sua vida e do que é a vida.

 

Buda

Este é o derradeiro e mais importante guia para aprender a meditar. Sente-se como um buda contém todas as instruções de que vai precisar para começar a sua prática num espaço incrivelmente pequeno, mas também o ensina a fazer da prática da meditação uma constante da sua vida.

Universo

O que estas duas mentes excecionais nos oferecem é uma compreensão nova e ousada de quem somos e de como podemos transformar o mundo para melhor. Deepak Chopra une forças com o eminente físico Menas Kafatos para explorar algumas das questões mais importantes e intrigantes acerca do lugar que ocupamos no mundo.

O que sabem as pessoas confiantes que as outras não sabem? Existem métodos de sucesso para manter uma autoestima elevada? Descubra os segredos dos maiores empresários do mundo.

Ousar

Ousar ser feliz: Dá trabalho mas compensa! é um conjunto de textos independentes mas interligados que procuram ser dicas para aqueles que desejam uma vida positivamente mais intensa. A felicidade não é uma meta que se consiga alcançar após a resolução de certos problemas, mas sim uma forma de estar e de ser num percurso que se vai construindo.

Principezinho

Em tom de fábula, Borja Vilaseca transforma um livro sobre liderança num conto inspirador que pretende divulgar valores de crescimento pessoal através de uma história exemplar. A finalidade deste livro é explicar os acontecimentos que levaram este herói anónimo a fazer o que fez e transmitir aos leitores uma mensagem importante: é imprescindível que aprendamos a conhecer-nos melhor.

Crie

Cansadas da ameaça constante do desemprego e das dificuldades financeiras, milhões de pessoas vão dando o salto: jóias feitas à mão, comida caseira, formação pessoal, desenvolvimento de aplicações para telemóvel, etc… Reforçam os seus rendimentos e criam redes de segurança para a eventualidade de serem atiradas para o desemprego.

Sucesso

William Douglas e Rubens Teixeira garimparam as orientações para consolidar as 25 leis que compõem este livro. São lições sobre a importância do esforço e da dedicação ao trabalho, da incansável busca de conhecimento e evolução pessoal, do respeito pelos outros e, acima de tudo, de um forte sentido de honestidade. 

Publicado em

Bolo-rei

Ingredientes:

  • 130 gr. de manteiga
  • 3 ovos
  • 130 gr. de açúcar
  • 3 colheres de sopa de Vinho do Porto
  • 2 dl. de leite
  • 500 gr. de farinha
  • 20 gr. de fermento do padeiro
  • Frutas cristalizadas q.b.
  • Amêndoas q.b.
  • Nozes q.b.
  • Pinhões q.b.

Misture o fermento com o leite e um pouco de farinha. Deixe levedar cerca de duas horas.

Coloque a restante farinha num recipiente grande e junte o preparado do fermento, os ovos, a manteiga previamente amolecida, o açúcar e o vinho do Porto.

Amasse muito bem. Junte os frutos secos. Pode também adicionar algumas das frutas cristalizadas, cortadas aos pedacinhos.

Quando começar a fazer bolhas junte as frutas e estenda a massa em forma de rosca, colocando-a num recipiente com buraco, untado com manteiga.

Deixe levedar durante umas horas, cobrindo com um pano por cima e colocando num sítio seco e escuro.

Pincele com gema de ovo, coloque as frutas cristalizadas por cima e coza em médio forno até ganhar uma cor dourada.

No livro O Grande Livro do Natal Português, Self 2020

Publicado em

Vamos começar por baixo: trabalhar em casa não é um mar de rosas.

Temos vindo a promover o teletrabalho porque nele vemos enormes vantagens, que são perfeitamente quantificáveis. Mas precisamos de manter três coisas claras:

  1. O teletrabalho não é sempre a escolha certa para a empresa.
  2. O teletrabalho nem sempre é a forma perfeita para o trabalhador.
  3. Existem desafios no teletrabalho.

Trabalhar em casa ou em qualquer lugar é, em si, uma escolha. Por vezes, trabalhar em casa não é a melhor solução. Então, necessitamos de escolher outro lugar para trabalhar. Se em casa não conseguirmos reunir as condições que permitam vencer os desafios, significa que não está a funcionar.

Criar condições para trabalhar passa por:

  • Criar uma zona de trabalho adequada ao tipo de trabalho. Se precisas de documentos, precisarás de uma forma de os organizar e ter à mão.
  • Se precisas de monitores grandes, não podes trabalhar na sala de jantar. Precisas de um lugar onde não percas constantemente tempo a desmontar e montar o teu setup.
  • Se precisas de fazer muitas reuniões, não podes fazê‑lo no mesmo lugar onde o teu filho tem aulas online ou onde a tua companheira(o) está também em reunião. 
  • Compra uma cadeira adequada para trabalhar e onde possas estar várias horas. As cadeiras da mesa de refeição não são adequadas para passar muitas horas sentado.
  • O hardware tem de ser adequado. Investe nas condições de que precisas. Quando o equipamento não é adequado, é muito fácil aumentar a frustração.

(…)

Princípio: Começa e acaba o teu dia

Isto parece dolorosamente óbvio, mas a maioria das pessoas não o faz. Começa e termina o teu dia de trabalho. isto é, cria um tipo de estímulo mental para indicar quando estás “no trabalho” e quando estás “desligado”.
Se não começares o teu dia a tratar isto como trabalho, estás apenas em casa. Com o trabalho a distrair‑te constantemente da tua vida. Rituais matinais, como sejam tomar banho e vestires‑te como se fosses para o escritório podem ser importantes para ti. Os sapatos fazem também uma grande diferença. Calçamos sapatos para ir trabalhar e tiramo‑los quando chegamos. Um simples sinal tal como calçar sapatos ou fazer um caminho falso para o trabalho.

como uma caminhada à volta do quarteirão. Cria espaço para fazeres a transição.
O mesmo se aplica no final do dia. Pode ser tão simples quanto passar 15 minutos a rever os itens que tens abertos, a responder a e‑mails e mensagens instantâneas urgentes, a fechar janelas e a rever o teu calendário ou a criar a lista de afazeres do dia seguinte. Finge um trajeto para casa. Escolhe um podcast de 10 minutos, caminha pelo quarteirão e volta. Faz um telefonema pessoal. Agenda uma aula de yoga ou uma marcação para te forçar a sair de casa à mesma hora.
Esta disciplina mental irá ajudar‑te a estabelecer melhor os limites e irá garantir que o trabalho não invade a tua esfera pessoal.

Princípio: Limites criam liberdade

Há alguns benefícios incríveis de trabalhar remotamente, mas só podemos chegar lá se formos responsáveis. Defino responsabilidade como habilidade de ação. Quanto mais flexível quiseres ser no que toca a fazer pausas e a trabalhar no teu próprio horário, mais responsável tens de ser nos teus hábitos e estrutura. Precisas de limites mais claros e regras mais rígidas para o trabalho em concreto, e o resto ficará mais fácil.
Queres poder dormir uma sesta curta? Cumpre prazos e participa em reuniões. Queres ir trabalhar para a praia? É melhor seres bom a comunicar a tua disponibilidade e a responder na hora.
Se não existirem fronteiras claras entre o trabalho e o resto da tua vida, acabas por te sentir acorrentado ao e‑mail de trabalho e constantemente “ligado” e disponível.
Isto é meio caminho andado para te sentires esgotado, por isso traça alguns limites.

Princípio: Não te esqueças de que és humano

Ouve o teu corpo
Para seres capaz de pensar e executar, as necessidades do teu corpo precisam de estar asseguradas. Isso significa ter almoços em condições (ou seja, longe do computador), lanches saudáveis, beber muita água, fazer exercício algumas vezes por semana e dormir em condições.
Deixa a tua mente recarregar
Faz uma pausa a cada 45‑50 minutos. O cérebro só se consegue focar no máximo até 52 minutos. Por isso, ao fim desse tempo, levanta‑te, anda pela sala e volta – isto pode ser o suficiente para recarregares baterias. Ao contrário de um escritório, estar em casa significa que ninguém te julga se precisares de uma sesta de 15 minutos. Isto é muito mais saudável do que beber uma bebida energética ou exagerar na cafeína.

No livro TELETRABALHO, Self 2020

Publicado em

O supermodelo que se tornou Yogi…Cameron

Cameron

Alguns de nós podem lembrar-se de Yogi Cameron, também conhecido como Cameron Alborzian, do video “Express Yourself”, da Madonna. Ele também foi destaque numa das campanhas impressas mais memoráveis ​​da Guess Jeans de 1988-92. Na verdade, ele foi um dos primeiros supermodelos do sexo masculino, trabalhando para estilistas tão notáveis ​​como Versace, Gaultier, Dior e YSL.

A sua aparência é eclipsada pela sua energia pacífica e presença brilhante.

CameronYogi Cameron nasceuno Teerão, filho de uma inglesa e de um pai iraniano. A revolução começou quando ele tinha dez anos e os seus pais rapidamente o enviaram para um internato na Inglaterra. Tendo tido uma vida familiar próxima, esta alteração foi uma grande mudança. “Foi um momento impactante que me mostrou que, mesmo que você tenha todo o amor no mundo, algo mais pode surgir na vida e mudar as suas circunstâncias dramaticamente. Você precisa de confiar em algo mais divino do que os seres humanos “.

Em 1986, depois de frequentar uma faculdade de desporto para estudar medicina desportiva, ele foi abordado enquanto caminhava pelas ruas de Londres para ser modelo. “Eu disse:” Claro! “Durou 12 anos”, explica Cameron. O seu sucesso no mundo da moda levou-o a um evento de beneficência na África do Sul, onde conheceu Nelson Mandela. Este foi outro ponto de viragem na sua vida: “Olhei para todas aquelas pessoas geniais à minha volta a sala e pensei: Chegamos a este momento de transição onde Mandela acaba de ser libertado da prisão depois de 27 anos e se tornou o Presidente da África do Sul. Ele era um homem muito pacífico. Eu já fiz tudo o que eu precisava fazer no mundo da moda. Agora, precisava encontrar o meu propósito.”

No início Cameron não sabia o que era esse propósito. Trabalhou num restaurante e depois tornou-se professor de ioga. Posteriormente, Cameron, que já conhecia o Ayurveda, encontrou uma escola no sul da Índia, candidatou-se a um programa de formação e foi aceite. “Deixei a vida ocidental para trás durante sete ou oito anos. Aprendi medicina ayurvédica. Aprendi o caminho do Yoga e fui ensinado por um guru. Decidi voltar aqui porque o meu guru, o Dr. Vasudeva, o guru de Arsa Yoga, me enviou “, explica Yogi Cameron,” eu não queria sair de lá. Pensei: “Estou aqui e estou feliz. E eu estou feliz por apenas ser feliz. “E o meu professor disse:” É por isso que tens de ir. Seres modelo não foi por acaso. Recebeste esse rosto para que possas influenciar  os ocidentais de uma maneira que eu não posso. Tu podes influenciar jovens, idosos; eles irão conectar-se contigo.”

O efeito da prática espiritual de Yogi Cameron é claramente evidente, em grande parte devido à sua disciplina. Ele diz: “A disciplina é a espinha dorsal do progresso. Se tornarmos algo importante para nós, nós conseguimos fazê-lo. Se não for importante, não acontecerá. Se a vida de alguém é futebol e é importante para si, ele não perderá o Super Bowl. Estará lá e provavelmente preparou-se para isso, abdicando de outras coisas.”

Os ensinamentos de Yogi Cameron estão disponíveis nos seus dois livros publicados: Desperte o Guru que há em Si é um guia de princípios ayurvédicos e de yoga simples e um manual para incorporá-los na vida quotidiana. O  seu livro mais recente, O Verdadeiro Plano: é um guia de semana a semana para restaurar a sua saúde natural e felicidade, é um plano passo a passo para encarnar e praticar os sutras de yoga de Patanjali no quotidiano.

Prática diária para quem trabalha das 9 às 5

O maior benefício de uma carreira é a capacidade de incorporar a rotina pessoal na rotina profissional. O maior obstáculo é que o trabalho e a viagem ocupam uma parcela tão grande do dia – às vezes dez a onze horas. A seguinte rotina é sugerida para aqueles que trabalham em num trabalho de 9 para 5 ou algo parecido.

Manhã
Desperte entre as 5:00 e as 7:00 da manhã. Deixe tempo suficiente na sua manhã e pratique rituais de limpeza e óleo e também pratique exercícios de postura, respiração e concentração.(Isso provavelmente exigirá pelo menos 45 minutos ou uma hora para praticar com consciência adequada. Se o seu horário de viagem matutino já exige que você se levante intensamente cedo e não o deixe sem tempo, tente pelo menos praticar a respiração no carro, no comboio ou em qualquer outro modo de transporte que você use.)

No fim da manhã
Se possível, tente guardar pelo menos três horas desde que você acorda até comer a primeira vez, mesmo que isso aconteça já no trabalho. Isto é ideal para que a força digestiva aumente um pouco com a atividade da manhã.

Tarde
Se você fizer uma pausa para o almoço, passe pelo menos cinco ou dez minutos em silêncio. Isso irá ajudá-lo a processar a sua carga de trabalho da manhã e centrar-se em si mesmo para estar fresco  durante o resto do tempo antes de ir para casa.

Tarde
Se você não chegar a casa até as 7:00 ou as 8:00 da noite, ou mesmo depois, faça uma refeição ligeira na sua viagem para que não tenha que comer tão perto da hora de dormir.

Período noturno
Tente passar pelo menos dez minutos em silêncio antes de entrar no período da noite e construir a sua força de vontade contra hábitos destrutivos, como a ingestão de álcool ou outros estimulantes, uma quantidade excessiva de tempo a ver televisão ou computador, ou mesmo uma quantidade excessiva de tempo  a falar ou a ler. Vá para a cama entre as 9:30 e as 11:00 da noite.

Se você achar que não tem tempo na sua vida, então a maneira como você utiliza o seu tempo provavelmente precisa ser revista. Deve haver sempre tempo para a sua saúde e espiritualidade.

Os rituais de limpeza e óleo, exercícios de pós, respiração e concentração, bem como “prática de construção de fundação”, são todos explicados em detalhes nos seus livros.

texto adaptado de um artigo de Dale Nieli, em www.layoga.com

Publicado em

A Pandemia dentro da minha cabeça

ana santos

O despertador toca. É cedo e arranjo-me o mais rapidamente possível para começar a trabalhar. Marido já saiu; o rapaz mais velho está acordado, mas ainda na cama a ler algum Asterix ou Lucky Luke. Aquele momento de relax antes de o dia começar em força, com trabalhos que vão até às 18h ou mais, dependendo das tarefas. Comemos juntos e ambos começamos o dia cada um na sua mesa até o rapaz mais novo acordar. Quer mimos e ronha, mas durante a semana não dá e isso ele já aprendeu. Daí a um bocado também ele estará a ver a professora e os colegas por Zoom um bocado. Tem 5 anos e para ele isto no fundo são férias. Está nas suas sete quintas, mas fica contrariado quando percebe que são horas de fazer trabalhos. No geral vê TV, joga jogos, brinca uns bocadinhos aos legos, faz fichas e desenhos que a professora pede. Confesso que engulo alguma irritação quando tenho de insistir ou quase subornar para eles os fazer. Não é fácil fazê-lo entender que agora o dia a dia é diferente. Quase igual mas bem diferente.

O mais velho varia entre momentos de êxtase quando fala com os amigos por skype ou quando acaba finalmente as tarefas desse dia, e os momentos em que está em desânimo puro. Trabalhos a mais, horas infindas ao computador, pressão, sem pausas praticamente a não ser a do almoço. Mas tenho um orgulho tremendo no meu rapazolas. Tem-se aguentado bem no geral e na última semana senti-lhe uma autonomia que nunca tinha tido. Tem 9 anos, está mais confiante e já usa a plataforma que a escola designou como ninguém. Download e upload são com ele agora.

Às vezes quero ir à rua e gritar. Às vezes vou… mas não grito. Respiro fundo várias vezes e fico uns minutos parada ao sol, se ele estiver lá. De preferência sozinha. Geralmente isto acontece quando vou por o lixo… Antes tinha pânico de ir ao supermercado e ficar contaminada. Ainda tenho. Mas agora preparo-me bem e vou a sítios onde vejo que tem menos gente. Esses são os meus momentos “sozinha”. Sem horas para trabalhar, sem horas para dar de almoçar ou lanchar, ou o que seja, sem horas para tirar dúvidas, sem horas para os outros.

Sinto-me bipolar. Tenho dias zen e positivos, e de repente tudo muda e toda eu sou sombras e negatividade. Por vezes isto muda numa questão de horas, é curioso. Tenho saudades de sair e de ir comer a um restaurante. De ir onde me apetece sem medos. Dos pequenos luxos que tinha e que, bolas… são tão bons (mas isso eu sempre o soube, simplesmente agora acuso o toque da ausência). Depois caio em mim e mais uma vez lembro-me de todos os que que por várias razões não podem dormir em casa por estes dias. Dos que estão a morrer porque tiveram azar de contrair um vírus que o corpo não consegue combater. Que morrem afogados em pulmões a falhar lentamente. Oiço tantas histórias e penso mais uma vez que sou uma sortuda. Não estamos doentes cá em casa e não estamos sozinhos. Estamos bem. Mas penso na minha restante família, mãe, pai, etc. Todos cada um em sua casa, sozinhos, a tentar arranjar maneiras de passar o tempo, de a solidão não os engolir. Faço os telefonemas ou vídeochamadas que posso, às vezes levo compras.

Já estão longe os primeiros dias de quarentena, onde nem respirava tal era a ansiedade. Tinha receio e incertezas do que aí vinha. Agora aprendi a lidar com esses sentimentos. A controlar-me. Passe o que passar, desde que tenhamos saúde cá nos aguentaremos (aquele cliché tão verdadeiro). 

Não tenho feito exercício (mas devia!), a não ser aquele que partilho com os miúdos, das aulas de ginástica que a escola vai dando.

Não tenho feito as 1001 receitas espetaculares que me enviam por WhatsApp a toda a hora, dos 5 queques preferidos pelos miúdos às 10 maneiras mais divertidas de fazer parecer a comida mais apetitosa, passando pelas 5 vitaminas mais importantes que devemos ingerir neste tempo de pandemia….

E já mencionei que nunca fiz as “20 melhores actividades para fazer com miúdos em tempos de quarentena”?

Também não tenho tido paciência para me sentar e refletir no tempo em família, ou em todas as teorias zen que circulam sobre os efeitos da pandemia no mundo. Isso irrita-me. Pronto. Deve ser o meu mau feitio… Então quando chegam mensagens zen e de gratidão reencaminhadas… (por WhatsApp… o que mais poderia ser??? – confesso que já começo a ter uma relação amor / ódio com o WhatsApp, essa coisa vil que nos mete disponíveis a toda a hora e que vamos lendo obrigatoriamente mesmo quando as mensagens não são para nós).

Não analiso o “tempo de família feliz e unida em casa” que nos querem vender, nem penso se estamos juntos mais tempo agora. A realidade é o que é. Não estamos de férias, nem com uma existência relaxada. Estamos obrigados a estar em casa, vamos ser obrigados a andar sempre com cuidados especiais daqui para a frente (máscaras, etc e tal), vamos andar na rua e em espaços fechados com medo. Temos de trabalhar e ao mesmo tempo zelar pela escola dos nossos filhos, pela sanidade mental deles e da nossa, temos de gerir finanças agora bem mais apertadas.

Confesso que às vezes quando acordo, mal posso esperar para que chegue a noite e o momento em que finalmente me sento no sofá, com os miúdos já a dormir. Finalmente aconchego-me na minha cara metade e aligeiramos um bocado a cabeça, a rir com alguma coisa parva ou a ver uma série ou filme. É nesses momentos em que esqueço um bocado esta realidade esquizofrénica que andamos a viver. 

Depois, antes de me deitar, faço o meu ritual de sempre: vou ao quarto dos miúdos, vejo se estão bem, tapo-os, dou aqueles beijinhos ou carinhos que embora eles não sintam, acredito que de algum modo o corpo lhes faz por transmitir o profundo amor que lhes tenho. Pergunto-me se hoje o mais novo irá acordar a meio da noite a pedir para ir para a nossa cama. Se vou dormir (ou melhor: não dormir ahahaha) aconchegada aquele corpinho quente e fofo que só sossega quando me dá a mão. Olho para aquelas carinhas inocentes e doces a dormirem, e acho que a vida no fundo só me tem dado coisas boas especialmente com esta família que construí. E não preciso de pandemias ou de dias infindos enclausurados em casa por obrigação, para me lembrar disso.

—————————————————

Agora quanto à Self: eu e a editora temos uma relação profunda há muitos anos. Conheço de cor todos os seus livros, e claro… tenho alguns preferidos. Sou o tipo de leitora que adora boas histórias e há um livro que sempre adorei “Os Jantares das Terças”. Um romance com foco na amizade entre mulheres, na lealdade, e na vida em geral; mas que basicamente reflete o fascinante que é a interacção humana, com todos os encontros e desencontros entre as pessoas, encantos e desencantos. E debruça-se sobre o fascinante Caminho de Santiago, um percurso que sempre tive muita curiosidade em fazer. Quem sabe um dia!

Outro livro mais recente e que tenho adorado ler: o “Como Fazer Acontecer”, um livro escrito por um coach que é um brilhante contador de histórias, um livro que nos inspira e nos faz querer lutar pelos nossos sonhos. Em que cada história nos faz refletir sobre determinadas atitudes que temos na vida e como podemos melhorar. É muito motivador. 

Aconselho os dois! Prometo que não se vão desiludir 🙂

Publicado em

Meditação em tempos de crise

meditação
Meditação

Você não consegue tornar o seu corpo flexível só por pensar que o vai tornar flexível. Só conseguirá fazer isso praticando; o próprio corpo tem de tornar o corpo flexível. Tal como a flexibilidade física tem de ser desenvolvida pelo nosso corpo, a flexibilidade mental – que é outro nome para a derradeira paz e felicidade – tem de ser criada pela nossa mente através do treino.

A meditação é um treino mental.

Meditar é uma técnica psicológica que serve para prevenir ideias erradas e para dar início a uma forma de pensar correta, que leva a um estado de paz, felicidade e harmonia. A palavra meditação soa a um qualquer tipo de termo religioso, mas, na verdade, trata-se da prática mais vasta de psicologia. Meditar protege a mente e mantém-na consciente da realidade.

Como podemos preencher o vazio que sentimos nos nossos corações? A resposta é meditar.

Dedicar-se a uma meditação genuína, a uma prática espiritual verdadeira, é transformar o sofrimento em felicidade – e isso depende da sua mente, da sua atitude.

Você terá de se esforçar para conseguir desenvolver a sua mente, gradualmente, de dia para dia e de ano para ano. Até poderá demorar eternidades. Afinal de contas, este tipo de treino mental é a prática da paciência.

Meditar é a forma de deixar a sua mente calma, livre e estável; é a forma de a impedir de lhe fazer mal. Meditar é uma forma de trazer paz; por fim, é a forma de parar de criar problemas. Mas não basta que apenas você tenha paz de espírito. O objetivo mais importante a atingir ao praticar a meditação é desenvolver o bom coração, bodhicitta – o desejo de fazer menos mal aos outros e de os beneficiar mais. No entanto, apesar de você ainda não ter desenvolvido a sua mente ao ponto de já ter parado por completo de prejudicar os outros e de ter passado a beneficiá-los, você deveria continuar a esforçar-se para aperfeiçoar o bodhicitta.

Esforce-se sempre para melhorar a sua mente, melhorar a sua atitude. Em vez de usar a sua inteligência e o vasto potencial que tem como ser humano para causar mais problemas a si próprio, desenvolva o bom coração, bodhicitta, e desenvolva a sabedoria. Treine a sua mente para que esta se torne cada vez menos furiosa e mais paciente, menos egoísta e mais afetuosa, mais compassiva e mais preocupada com a felicidade dos outros. Todavia, se não trabalhar ativamente para isto, a sua mente permanecerá simplesmente na mesma, ou tornar-se-á, mais provavelmente, pior, acumulando mais fúria, mais orgulho, mais desejo, mais descontentamento. É assim que se forma toda a violência.

A sabedoria significa, simplesmente, consciência da realidade.

A nossa mente é como água a ferver: a borbulhar com superstições, alucinações e muitos pontos de vista desnecessários e errados, que só fazem mal e não trazem paz alguma à sua vida.

Ao aprendermos métodos para apaziguarmos os nossos pensamentos inquietantes, para acalmarmos a nossa mente fervente, estamos a aproveitar a oportunidade para nos libertarmos a nós próprios das causas dos problemas e da infelicidade.

em Como Ser Feliz, Lama Zopa Rinpoche

Publicado em

10 livros para oferecer neste Natal

Ainda não decidiu o que vai oferecer neste Natal? Esta lista de 10 livros com grande desconto é para si!
São entregues em sua casa, para oferecer a quem merece receber um livro no sapatinho!

Supergenes, Deepak Chopra

P.V.P: 17,97€ | Campanha: 12,58€ 

Não somos a mera soma dos genes com que nascemos! Somos quem os usa e controla. Durante anos acreditou-se que era impossível alterar o destino que a genética traçava. Mas a investigação está a provar que as mudanças no nosso estilo de vida e alimentação influenciam de forma substancial a nossa predisposição genética para as doenças, bem como questões físicas ou comportamentos psicológicos.
Saiba como algumas práticas podem criar conexões e mudanças no seu corpo que conduzirão a uma vida mais longa e saudável. Os nossos genes podem ser os nossos aliados mais fortes para a transformação pessoal. Neste livro vai aprender a alcançar um estado de saúde e de realização com que não se sonhava há mais de uma década.

startup

$TARTUP – Comece a sua empresas por 100€, Chris Guillebeau

P.V.P: 16,96€ | Campanha: 11,87€  

Reinvente o seu modo de vida, faça o que gosta e crie um novo futuro! Com trinta e poucos anos, Chris já visitou mais de 175 países -, porém nunca teve um «emprego a sério» ou um ordenado fixo. Em vez disto, tem um génio especial para transformar ideias em fontes de rendimento e usa o que ganha para suportar a vida aventureira que leva e ajudar os outros. Nas suas viagens já identificou mais de 1500 pessoas que lançaram negócios com investimentos bastante modestos (muitas vezes 100 euros ou menos) mas que lhes rendem cerca de 40.000 euros anuais. Desse grupo, decidiu destacar os 50 estudos de caso mais representativos. Em quase todos estes casos, pessoas sem qualquer qualificação específica descobriram, nos seus passatempos, características que podiam ser rentabilizadas e conseguiram mudar de vida, ter liberdade e uma maior realização pessoal. Este livro condensa lições preciosas daqueles que conseguiram.

coach

Seja o seu próprio Life Coach, Jeff Archer

P.VP. 17,97€ | Campanha 10,78€  

Este é o livro ideal para todos os que pretendem colher os benefícios de um coaching pessoal, mas que não têm dinheiro ou tempo para uma orientação privada e exclusiva. Com “Seja o Seu Próprio Life Coach”, vai obter um programa personalizado de mudança e progresso para cada área da sua vida, por forma a tirar o máximo proveito das suas características como pessoa: desde o desenvolvimento de carreira às relações pessoais, desde a aparência à gestão das finanças pessoais. Tem pouco tempo? Cada capítulo tem introduções de um, cinco e dez minutos, onde poderá adquirir os princípios base para começar. No programa de vida Life Coach, à medida que coloca em prática as novas aptidões, vai ser encorajado a examinar também as suas crenças, a sua confiança e a sua motivação. Apenas assim poderá assegurar que a mudança alcançada é sólida e de longo prazo. Equilibrando recursos práticos e interativos com resumos de revisão e estruturas de recompensa, vai ficar surpreendido com o seu enorme potencial.
– Saiba onde está: saiba analisar a sua situação atual.
– A vida é um empreendimento: tire o máximo de tudo o que faz.
– Goste de quem vê ao espelho: aumente a sua confiança e a sua energia.
– Tenha controlo sobre as suas finanças: em vez de se deixar controlar por elas.
– Consiga gerir as suas relações com consciência: em vez de se desiludir com as pessoas.
– Consiga gerir o seu tempo: em vez de nunca ter tempo para nada.
– E saiba colher as recompensas: O novo “eu”.

correr

Correr, Scott Douglas

P.V.P: 14,95Campanha: 10,47€

Há quem corra para perder peso, para jogar melhor à bola, para esquecer os problemas (ou para os resolver), e até para reencontrar amigos. É ir mais longe… É ir só até ali… e agora só mais um pouco. É ir até ao fim. É vencer os seus limites. Correr é ser feliz, é uma parte do nosso ADN que, por vivermos num mundo sedentário, está contida. É vencer barreiras, é ultrapassar obstáculos, é soltar o mais inato que há em nós. É descontrair e ver o corpo sorrir. É dizer ao corpo que ele existe e que pode servir o seu propósito. Mas não pode ser apenas calçar uns sapatos e sair à rua. A falta de conhecimento e preparação podem dar origem a lesões, fadiga, desconforto… Um corpo sedentário não está preparado para correr uma maratona. Devemos conhecer e identificar os limites do nosso corpo. Correr de forma saudável é fundamental para que possamos apreciar todas as vantagens desta prática. Este livro reúne 250 dicas, sugestões ou alertas, que ajudarão qualquer corredor – independentemente do seu objetivo e condição física – a descobrir ao seu próprio ritmo porque é que correr é uma atividade tão inebriante e cativante a ponto de facilmente se tornar uma parte fundamental da sua vida.

Afinal o que raio devemos comer?, Dr. David Friedman

P.V.P: 18,87€ | Campanha: 11,32€ 

Durante 25 anos de prática profissional na medicina, e como investigador e anfitrião em programas de televisão e rádio, o Dr. David Friedman entrevistou centenas de médicos, autores e outros peritos nas áreas da nutrição e saúde. Desde defensores das dietas Vegan, Paleo, Gluten Free, Low Carb até aos defensores da dieta Mediterrânica, as opiniões eram, muitas vezes, tão diferentes como da noite para o dia. Frustrado com estas recomendações divergentes Friedman dedicou-se a investigar toda essa informação, e o resultado foi um livro que esclarece os factos e as “ficções” para nos explicar afinal o que a ciência mostra que é saudável (e o que não é). Os conselhos, alguns dos quais nunca antes revelados, são um instrumento fundamental para retirarmos maiores benefícios da nossa alimentação. Um livro cativante e esclarecedor, escrito por um autor imparcial e independente. Afinal de contas… nós somos o que comemos.

Salvo pelas Estrelas, Kristine Barnett

P.V.P.: 16,96€Campanha: 8,48€

Como o amor de uma mãe salvou um génio das mãos do autismo. Uma história da vida real que conta a jornada de Kristine, que durante anos não viu evolução do seu filho autista Jacob no acompanhamento de especialistas, tendo decidido assim iniciar sozinha um novo estilo de educação para autistas. A sua determinação conta esta história extraordinária de como nasceu um génio através do amor de mãe. 

liberdade

O caminho para a liberdade financeira, Bodo Schäfer

P.V.P.: 16,96€| Campanha: 10,18€

Aos 26 anos, falido e cheio de dívidas, Bodo Schäfer decidiu que era altura de revolucionar as suas finanças. Com a ajuda de um mentor, em menos de quatro anos conseguiu reequilibrar as contas e adquirir um património respeitável. Depois do sucesso na Alemanha, onde o seu livro esteve 14 semanas no top de vendas, Bodo Schäfer está a conquistar todo o mundo com o seu novo método para criar riqueza. Este livro revela, passo a passo, os princípios fundamentais desse método para fazer a sua riqueza aumentar.

Os banqueiros de Deus, Gerald Posner

P.V.P.: 19,90€ | Campanha: 9,95€

Não é ficção. Metade thriller, metade um conta-tudo financeiro, este livro revela com extraordinária precisão como é que o Vaticano tem evoluído desde ser a base da fé até se tornar numa corporação de poderes e riquezas extremos. Uma reveladora e espantosa saga marcada por titãs empresariais envenenados, procuradores assassinados e mortes misteriosas apresentadas como suicídios; um carnaval de personagens desde empresários e mafiosos, a reis e primeiros-ministros; um conjunto de circunstâncias morais e políticas que clarificam não só as ambições e objetivos da Igreja, mas refletem as grandes tensões da História recente.

hotel

Esta casa não é um Hotel, Irene Orce

P.V.P.: 14,95€ | Campanha: 10,47€

Ultimamente repete muitas vezes esta frase? Se assim é, estas páginas foram escritas para si. Para os pais e mães – heróis anónimos – que enfrentam todos os dias o enorme, desgastante e delirante desafio de educar os seus filhos adolescentes. No entanto, se não queremos que a nossa casa se transforme num hotel, isso também está nas nossas mãos. Precisamos de aprender a construir um autêntico lar. Um lugar que seja um refúgio para os nossos filhos. Onde se sintam protegidos e queridos. E, também, onde consigam respeitar regras que virão a ser importantes nas suas vidas. No livro  vai conseguir entrar no mundo dos adolescentes, saber como interpretam os seus sinais, como interpretam as suas perguntas e as suas atitudes. Vai compreender também que, por vezes, basta fazermos as coisas de um modo diferente para conseguirmos criar um consenso. O objetivo deste livro é construir uma ponte entre pais e filhos, através de reflexões e ferramentas úteis para conseguir enterrar o machado de guerra e viver em harmonia.

colesterol

Colesterol, Jimmy Moore

P.V.P.: 17,97€ | Campanha: 10,78€

E se tudo o que lhe disseram sobre o colesterol estiver errado? Nos últimos anos, o colesterol tornou-se o vilão do mundo moderno. A indústria alimentar aufere biliões de euros com produtos de “baixo teor de gordura” e as farmacêuticas produzem fármacos, como as estatinas, que se tornaram no medicamento mais vendido e rentável do mundo. Mas apesar de se baixarem os valores do colesterol, não se reduziram os problemas cardíacos, pelo contrário… Existirá afinal alguma ligação entre o colesterol e os problemas cardíacos? Jimmy Moore, um respeitado investigador na área da saúde, juntou-se ao Dr. Eric Westman – investigador nutricional e médico –, para lhe trazer o livro mais elucidativo e claro que já leu sobre este assunto. Com a colaboração exclusiva de 29 médicos a nível mundial, Moore irá contar-lhe toda a verdade sobre o colesterol. Neste livro, acessível a todos os leitores, encontrará informação abrangente e atual que não encontra em nenhum outro lugar.

Publicado em

Posso partilhar o que sinto ao publicar o primeiro grande livro em Portugal sobre o Bruce Lee?

Há algum tempo partilhei num blog post do site da Vida Self um artigo onde o Bruce Lee surge como recorrência a uma das minhas aprendizagens de vida. Falava nesse artigo sobre a arte de Fluir.

Desde muito pequeno que elegi o Bruce Lee como inspiração. No meu tempo a televisão eram 2 canais. RTP1 e RTP2. Quando digo “no meu tempo” quase que me sinto um velho ancião. E quando falo de 2 canais televisivos quase que imagino os risos das pessoas que me possam estar a ler e sejam mais novas que eu. De facto hoje o mundo é diferente. Não havia internet… É verdade. Eu próprio hoje tenho dificuldade em imaginar. Mas os filmes do Bruce Lee eram tesouros que surgiam em video. Em cassetes de VHS… cassetes que alugávamos no video clube do bairro. Quem é que eu estou a querer enganar… deixem-me ser mais transparente… as que eu via eram quase sempre pirateadas pelo meu vizinho do 2º esquerdo.

Ele tinha 2 vídeos e gravava de um para outro e depois todos no bairro tínhamos Sim… era assim que se gravavam coisas nesse “meu tempo”. Mas sabem que mais? Esse tempo era de acesso escasso mas tinha tanta magia… Uma das magias era as vezes sem conta que víamos os mesmos filmes. Víamos até decorarmos os trejeitos mais específicos de cada um dos personagens. As falas e os golpes que eles davam. Cada filme era um culto. Nem sempre era pela sua qualidade. Às vezes era mesmo só porque não tínhamos muitos filmes. Mas não no caso do Bruce Lee… Ele era e é um dos meus maiores ídolos de sempre.

No caso do Bruce Lee… não eram só as falas. Eram os golpes que íamos ali para o bairro da Quinta da Alagoa em Carcavelos, ensaiar e cair redondos no chão tal como cai quem está a fazer tudo com o coração inteiro. Eu sempre fui ágil e inspirado nas artes marciais. E embora pequeno… sentia-me o Bruce Lee por dentro e por fora todos esses dias da minha infância.

É-me difícil hoje saber exatamente quais dos meus amigos se sentiam como eu, por dentro. Mas eu vivia muito mais do que só os golpes fatais. As frases dele tocavam-me para lá da “gabarolice” do seu personagem. E até essa atitude me fazia sentido: a crença em si próprio, a auto-motivação, a moral e a coragem de enfrentar as injustiças. O estágio mental do seu olhar antes de entrar em batalha. Bruce Lee sempre foi um ator expressivo e comunicativo. A sua infância “arruaceira” não era totalmente preceptível nos filmes. Mas seguramente que o filósofo adulto em que ele se tornou estava evidente.

Lembro-me de me sentar a meditar, no chão do meu quarto, quando ninguém me via. Quando a meditação era uma coisa estranha e não entrava no dicionário do ocidental médio. Lembro-me de me concentrar para ganhar a força que nunca tive. Quando tentávamos partir tábuas das obras que apanhávamos do chão. Lembro-me de imitar as práticas do Bruce Lee e de tentar beber em cada palavra dele. De me mentalizar e dar o rotativo para partir a tábua fininha que era para mim uma conquista.

É importante perceber que, se hoje em dia, um ícone ou uma influência se pode manter num jovem por um ou dois anos, na altura estávamos a falar de um ícone que durou toda a minha infância e parte da minha juventude.

O Bruce Lee era como alguém que eu conhecia. Eu conversava com ele mentalmente com as minhas dúvidas e inseguranças. E ele respondia-me com aquele ser completo de força e determinação. Com inteligência. Com mente forte e corpo forte e esse casamento perfeito entre físico e intelectualidade.

Um ídolo, um modelo a seguir, um disciplinador e um crente na prática e aperfeiçoamento. Um tutor completo e confiante. Ainda hoje acho que é ele que me aconselha quando treino alguma coisa que não consigo. Mas que treino e aperfeiçoo até conseguir. Ele é a minha paciência de saber para onde vou.

Mas ele tinha ainda outra coisa que me magoava… o facto de ser alguém que eu nunca poderia conhecer. Um homem que tinha falecido alguns anos antes de eu nascer. Alguém que já trazia em si a mística de “sabedoria perdida”. Eu ainda não sabia deste livro…

Escrevo estas palavras e sinto que é para mim intenso, falar deste tema. Sinto agitação e entusiasmo quando tento trazer estas memórias para o presente. Por isso pergunto: Posso partilhar um pouco mais do que sinto ao estar a publicar este mês o primeiro grande livro no meu país sobre o Bruce Lee?

Este livro toca-me profundamente. Não quero dizer que publico algum outro livro na minha editora com leveza. Mas as origens do que fazemos bebem em inspirações diferentes. Na Self temos muitas vezes presente a frase “Powered By Inspiration” ou o “Publicamos o Que Nos Inspira”. Somos essa energia. E o Bruce Lee vibra com toda esta mesma energia que imprimimos no que fazemos.

Claro que não é por acaso. Constato uma coisa gira: Quanto mais partilho este livro em redor, mais percebo que Bruce Lee me influenciou a mim Mas também a tantos outros com quem partilhei o que estamos a fazer. É nesses dias que sentimos que afinal, este ícone do desenvolvimento pessoal influenciou mais pessoas do que pensamos.

BRUCE LEE

Quando decidi publicar este livro foi um processo lento. Há anos que tenho a ideia na cabeça. Há anos que sabia qual o livro que queria trazer para o leitor português. Que sabia a capa e a qualidade de impressão que queria colocar neste livro. O projeto foi vivendo dentro de mim… crescendo… alimentando-me e nutrindo-se a si também de todos os elementos que o compõem hoje.

Não posso dizer que não estou orgulhoso com todos os detalhes da nossa edição. A capa, o verniz, as cores, os sombreados escondidos que trabalhámos dentro da nossa equipa para criar este livro que é muito mais do que um livro. Este objeto que é uma pedra de conhecimento que concebemos para entrar na decoração de qualquer sala dos nossos leitores. Quero e espero partilhar em alguns outros artigos a profundidade do que está na sabedoria destas páginas. Hoje, a celebração é mesmo a de dar os parabéns à minha equipa por termos executado o sonho. Já não é meu nem nosso. É vosso também e espero que o acarinhem como nós o acarinhámos.

Boa leitura.

António Vilaça Pacheco , editor e founder @Self

Saiba mais sobre o livro, clicando AQUI.