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Como está a sua situação financeira?

Para testar o seu autoconhecimento sobre os hábitos relativos a gastos, poupanças e investimentos, faça o teste que Kevin O'Leary desenhou para saber melhor o seu perfil financeiro, os seus objetivos e a sua capacidade de os atingir.

SOBRE GASTOS

1. Sabe, a qualquer momento, exatamente quanto tem na carteira e nas contas à ordem/de investimento/de poupança? S/N

2. Vai às compras com uma lista específica, comprando apenas o que dela consta, com raras exceções? S/N

3. Abstém-se de pagar bens de consumo ou artigos de mercearia com cartão de crédito, pagando-os apenas em dinheiro ou com cartão de débito, a menos que seja absolutamente necessário? S/N

4. Resiste a compras de última hora (tais como revistas, barras de chocolate ou pastilhas elásticas) quando já se encontra na fila para a caixa? S/N

5. Pesquisa preços e compara-os antes de se deslocar às lojas? S/N

6. Em casa, evita ou bloqueia o canal de compras para se impedir de fazer compras desnecessárias a partir do sofá? S/N

7. Paga os cartões de crédito ao fim do mês, usando-os apenas por comodidade ou para juntar pontos? S/N

8. Mantém os recibos cuidadosamente arquivados e devolve prontamente os artigos com os quais não ficou satisfeito ou chega à conclusão de que não precisa? S/N

9. Inteira-se de todos os descontos, abatimentos e cupões disponíveis antes de fazer qualquer compra? S/N

10. Consegue evitar ir às compras quando está irritado, entediado, preocupado ou cansado? S/N

SOBRE POUPANÇAS

1. Põe uma quantia de parte todos os meses para poupança, sem nunca se afastar desse compromisso a menos que haja uma emergência? S/N

2. Subscreve a conta de poupança com os juros mais altos que encontrar? S/N

3. Mantém saldos mínimos para evitar pagar taxas bancárias? S/N

4. Sabe quanto paga em taxas bancárias? S/N

5. Vive dentro das suas possibilidades? S/N

6. Faz do pagamento das dívidas uma prioridade? S/N

7. Se tem filhos, tem algum plano de poupança para a educação deles? S/N

8. Se está a planear comprar uma casa, tem poupado o suficiente para dar a entrada (pelo menos 20 por cento)? S/N

9. Cultiva bons hábitos — como levar o almoço para o emprego e usar bibliotecas — com o objetivo expresso de poupar dinheiro? S/N

10. Tem dinheiro de parte para uma emergência? S/N

SOBRE INVESTIMENTOS

1. Está preparado para investir? S/N

2. Tem os seus objetivos para a reforma bem definidos? S/N

3. Sabe até onde está disposto a arriscar? S/N

4. Tem conhecimentos básicos sobre os diferentes produtos financeiros ao seu alcance, como ações, obrigações, obrigações do tesouro ou fundos de investimento, e sobre as diferenças entre produtos que rendem ou não juros ou dividendos? S/N

5. Tem um plano de pensões? S/N

6. Compreende os planos de poupança-reforma e os benefícios fiscais que lhes estão associados? S/N

7. Trabalha com um consultor financeiro de confiança que o ajuda a mover-se no campo dos planos de investimento complicados? S/N

8. Presta regularmente atenção às notícias financeiras? S/N

9. Investe apenas em instrumentos que compreende? S/N

10. Reage a mercados voláteis com moderação e paciência? S/N

Se respondeu sim à maior parte destas questões, parabéns. Espero que os meus livros reforcem os seus bons hábitos relativos a gastos, poupanças e investimentos e o ajude a não os deixar deteriorar-se.
Se respondeu sim a cerca de metade e não à outra metade, então encontrará em ambos os livros, conselhos valiosos para o ajudar a reequilibrar a balança a favor da sua saúde financeira.
Se respondeu não à maior parte das perguntas, então está a encaminhar-se para problemas financeiros. Mas não é tarde para mudar; de facto, em questões de dinheiro, nunca é tarde para mudar.

Livro de Bolso

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Como podemos garantir o nosso sustento?

Percebi que alguma coisa teria de mudar quando regressava do trabalho, a caminho de ir buscar a minha filha à pré‑primária.

Pensei que, se tivesse mais controlo, conseguiria reorganizar o meu horário para trabalhar de forma mais intensa de manhã, quando me sentia mais criativa e produtiva, passando as tardes a vestir bonecas e a fingir ser um macaco. Poderia completar as tarefas do dia depois de a deitar às sete da tarde.

Para que isto acontecesse, precisava de duas coisas: mais poder e mais
dinheiro.

A única forma de conseguir realmente o que desejava seria afastando‑me da economia tradicional que funciona à base de empregos a tempo inteiro com horários definidos. Precisava de conseguir a minha independência financeira ganhando dinheiro adicional além do meu trabalho a tempo inteiro, para deixar de ser vulnerável ao despedimento e poder, eventualmente, trabalhar por conta própria e definir o meu próprio horário. A questão ia muito além do dinheiro. Queria poder controlar a minha vida.

No meu trabalho como jornalista especializada em economia, conheci outros que equilibravam por tempo indefinido biscates com trabalho a tempo inteiro, criando uma fonte de rendimento híbrida e estável. Muitos perceberam, como eu, que os seus empregos a tempo inteiro poderiam desaparecer a qualquer momento e sabiam bem que isso seria devastador. Queriam proteger‑se e às suas famílias. Uma arquiteta despedida publicou no mercado online de artesanato Etsy.com algumas tábuas de corte com forma de estados que fizera para o seu casamento e, meses depois, vendera milhares e transformara o seu passatempo num negócio a tempo inteiro, conseguindo maior segurança profissional para si e para a sua família do que alguma vez tivera como arquiteta. Uma gerente de livraria, frustrada com os horários longos e com o salário anual de vinte e oito mil dólares, percebeu que nunca conseguiria pagar o tipo de vida que desejava para a sua família sem uma mudança drástica. Por isso, lançou o seu negócio de formação em empreendedorismo para pessoas criativas e com dotes manuais. Em dois anos, o seu rendimento anual aumentou para 150.000 dólares e conseguiu obter controlo total do seu horário de trabalho.

Estas não são simples histórias de sucesso no empreendedorismo. A maior parte de nós nem sequer se vê como empreendedor e não iniciámos o percurso com o objetivo de trabalharmos por contra própria (alguns de nós não pretendem abandonar os empregos a tempo inteiro). Fomos forçados a criar um plano secundário quando o principal começou a vacilar.

Estas histórias são as nossas histórias de sobrevivência. Vistas em conjunto, sublinham um facto acerca da nossa economia que poucas pessoas podem continuar a ignorar: hoje em dia, todos precisamos de mais do que uma fonte de rendimento.

Uma sondagem da Gallup de 2012 concluiu que perto de três em cada dez trabalhadores receiam o despedimento, enquanto quatro em cada dez receiam um corte nos benefícios. É difícil levarmos as nossas vidas com normalidade, indo ao supermercado e planeando férias, com esse tipo de ansiedade pairando sobre as nossas cabeças.

Em simultâneo, a vida torna‑se cada vez mais cara. Os preços dos bens alimentares e da gasolina, o aluguer da casa e até o preço do café não param de subir.

É por esse motivo que tantos de nós decidiram procurar um modo de vida alternativo. Um modo de vida que não nos faça sentir que caminhamos sobre um arame, a um passo do desastre. Enfrentamos o stress e a estagnação procurando formas de ganhar dinheiro fora dos nossos empregos a tempo inteiro (se ainda os tivermos). Frequentemente, sentimos que não temos escolha. Precisamos de dinheiro e os nossos empregos não o geram em quantidade suficiente.

Assim, num mundo sem segurança profissional e com pressão financeira crescente, como poderemos garantir a sustentabilidade para nós mesmos e para as nossas famílias?

A resposta mostrou‑se óbvia. Teremos de criar ativamente formas múltiplas de ganhar dinheiro através de iniciativas empreendedoras.

De muitas formas, manter empregos a tempo inteiro durante tanto tempo quanto conseguirmos enquanto desenvolvemos lentamente os nossos projetos de empreendimento permite‑nos o melhor de dois mundos.
Apesar dos cortes, os nossos empregos continuam a incluir frequentemente um seguro de saúde (e, possivelmente, seguros de incapacidade e de vida), um salário regular, oportunidades de desenvolvimento de capacidades, socialização e uma linha de suporte para situações de dificuldade. Entretanto, os nossos biscates permitem uma possibilidade de diversificar e aumentar o nosso rendimento, de nos realizarmos criativamente, de tentar gerir um pequeno negócio e de exercer maior controlo sobre o nosso trabalho. Obtemos em simultâneo os benefícios do mundo empresarial e do mundo do emprego por conta própria.

Este livro ajudá‑lo‑á a preparar o seu biscate para o lançamento, para o salvar do medo e frustração financeiros, para o tornar mais seguro e próspero e para lhe permitir satisfação e realização pessoal muito além do que obteria com a sua ocupação principal. Construirá desta forma a sua economia pessoal.

Em Crie a Sua Economia, de Kimberly Palmer

Imagem de Andrew Neel em Unsplash

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Fazer com Que as Coisas Aconteçam

Em quinze centésimos de segundo, o meu cérebro pode formar uma primeira impressão.
Em 1 segundo, posso deixar de protestar e começar um dia diferente.
Em 2 segundos, posso dizer sim quero e comprometer‑me para toda a vida.
Em 3 segundos, posso sorrir e contagiar‑te com o meu bom humor.
Em 4 segundos, posso recuperar o entusiasmo, recordando‑me do meu sonho.
Em 5 segundos, posso dizer algo construtivo ou algo nocivo.

Em 6 segundos, posso recordar o quanto a nossa relação é importante para mim e voltar ao meu rumo.
Em 7 segundos, posso pedir‑te perdão.
Em 8 segundos, sobra‑nos tempo para darmos um abraço sem rancor.
Em 9 segundos, posso plantar uma semente que viva mais anos do que eu.
Em 10 segundos, posso renovar‑me com uma boa respiração.
Em 15 segundos, posso permitir‑me sentir o que estou a sentir.
Em 20 segundos, posso tomar consciência do que estou a pensar e pensar algo que me supere.
Em 30 segundos, posso pedir o que preciso para alterar o meu ânimo.
Em 40 segundos, posso trautear essa canção que adoro e recuperar a minha inspiração.
Em 50 segundos, posso falar do que está a acontecer e dizer algo que mude a situação.

Em 60 segundos, posso fazer isto e muito mais, se os converter em Um Minuto de Coaching: um minuto em que faço uma pausa para recuperar o meu rumo e pôr‑me em ação.
Todas as grandes mudanças começam com uma decisão seguidas de uma ação. Uma só gota de autenticidade, valor ou ousadia pode tingir a cor do teu dia, porque assim como muitas pinceladas novas fazem um quadro novo, fazer faz‑nos. Cada minuto da nossa vida é uma oportunidade para decidir quem queremos ser frente ao que se passa e decidir se vamos continuar com a inércia do minuto anterior, ou se vamos fazer algo para construir um futuro melhor.

As histórias de vida, os exercícios e dicas deste livro têm como propósito inspirar‑te, motivar‑te e dar‑te ferramentas para que possas escolher os teus pensamentos e fazer com que as coisas aconteçam no minuto presente.
Porque uso histórias? Porque podemos esquecer‑nos de tudo o que lemos, mas nunca nos esquecemos do que uma história nos fez sentir e compreender.

Uma história poderosa pode transformar‑nos fazendo com que comecemos a ver e a contar a nossa vida de uma maneira nova. Estamos a tempo de mudar o nosso rumo e fazer história.
Este livro pode ler‑se seguindo a ordem cronológica dos capítulos ou indo diretamente ao que mais te interessa. Podes começar pela leitura, deixando‑te inspirar pelas histórias, e depois entrar na caixa de ferramentas das Chaves para Fazer com Que as Coisas Aconteçam. Além disso, no final de cada um dos 17 capítulos, vais encontrar‑te com um desafio que te ajudará a interiorizar o hábito de converter os teus minutos em Minutos de Coaching.

O meu objetivo é que, minuto a minuto, assumas o controlo das tuas respostas, dos teus resultados e da nova identidade que irás construindo. Desse modo, poderás colecionar, no cofre da tua autoestima, os minutos de êxito em que te atreveste a ser o protagonista da tua vida.
«E se saio do rumo que escolhi?» Cada vez que descubras que estás fora da pista será uma oportunidade para voltar com alegria; um sinal de que há um rumo na tua vida e de que te estás a treinar para vivê‑la.
Ao imaginar pela primeira vez este livro, fiz uma lista de todas as ferramentas de liderança e coaching que foram úteis na minha vida pessoal e profissional. Enquanto estava a escrevê‑las, fui partilhando‑as com os meus clientes. Isto permitiu‑me detetar as ideias e as histórias que demonstravam ter mais impacto nos seus
resultados.

Descartei tanto material, que — como diz o meu professor de escrita — podia publicar outro livro com o que ficou de fora. Espero que esta seleção te permita alcançar os resultados que procuras.
Antes que leias a primeira história, quero advertir‑te de que estas páginas contêm sementes de atitude que podem inspirar‑te e dar‑te um desejo irresistível de fazer com que as coisas aconteçam na tua vida.

Guilhermo Echevarría em Como Fazer Acontecer

Como Fazer Acontecer

Foto de Lilian Velvet em Unsplash

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O que o faz feliz?

feliz

Ser feliz. Desde há gerações que os indivíduos procuram entender o sentido da vida e fazem tudo e mais alguma coisa para tentarem entender de que trata e porque nos encontramos aqui. Alguns viajam em busca de novas experiências e de expansão mental, e outros almejam isolamento na esperança de que a introspeção os conduza às respostas que procuram.

Seja como for que escolha explorar a sua existência, o mais importante é que escolha explorá‐la de todo.

A curiosidade é uma das características permanentes e certas de um vigoroso intelecto.

Samuel Johnson, The Rambler

A vida é curta e o mundo continua sem si quando daqui se for. Com irá agir para fazer a diferença enquanto aqui está? Com o que pode contribuir? Qual é a sua missão na vida? Há uma infinidade de razões para as pessoas fazerem o que fazem. Exemplos de motivações individuais incluem criar segurança pessoal, cuidar de uma família, ser o melhor num dado campo, ajudar os outros, criar um legado que lhe sobreviva e até simplesmente divertir‐se.

Ao prestar uma visão geral a todas as ideias que as pessoas percecionam como cruciais à sua existência, o denominador comum é que toda a gente quer viver com a maior felicidade possível.

Alguns inquéritos contemporâneos sugerem que as pessoas que vivem no mundo desenvolvido estão presentemente no pico da infelicidade e que a população em geral era mais feliz na década de 1950, quando, supostamente, a vida era mais simples. Se isto é verdade, as razões aventadas para o porquê de as pessoas se sentirem mais infelizes do que nunca é o terem mais liberdade e mais opções que nunca, e que a pressão para maximizar essas oportunidades pode levar os indivíduos a debater‐se com o que fazem e o que pensam que deveriam estar a fazer.

Talvez tenham demasiadas opções?

A verdade é que hoje estamos mais equipados que nunca para fazer mudanças na nossa vida. A população está em geral em melhor situação financeira e é mais instruída do que as anteriores gerações, e tem acesso a muito mais recursos e informação que ajudem a influenciar o seu desenvolvimento. O mundo move‐se a passo rápido e isso pode acarretar as suas próprias pressões. O tempo é precioso, de modo que tomar decisões eficaz e rapidamente é crucial. Para se ajudar a tomar decisões mais rápidas, e a tomar as decisões corretas ao longo da vida, há que primeiro ser claro quanto ao que o faz feliz.

A felicidade é por demais intangível, mas você sabe quando se sente feliz e sabe quando não está feliz. A investigação e a experiência mostram que as pessoas colocam mais na vida, e obtêm mais dela, quando podem fazer coisas que lhes dão prazer e que as fazem felizes. Então, se conseguir estabelecer as coisas que realmente o fazem feliz e mais vezes as fizer, obterá instantaneamente mais de cada dia da sua vida.

Introspeção

Ao considerar o que o faz feliz, foque-se não só em gratificação instantânea e no que o faz feliz hoje mas considere igualmente comportamentos que tenham um impacto mais duradouro e experiências recorrentes no tempo que o façam feliz numa base regular.

Tome um momento agora para pensar no que o faz feliz colocando-se as seguintes questões. Tome nota das suas respostas.

▶ Quando foi que me senti verdadeiramente feliz pela última vez?

▶ Onde estava eu?

▶ O que fazia eu?

▶ Com quem estava eu?

▶ O que me faz feliz numa base regular?

▶ Que atividades fazem o tempo voar para mim?

Pense em tantas vezes que se tenha sentido feliz quanto possível. Agora destaque as cinco principais coisas da sua vida que garantidamente o fazem feliz:

1 ……………………………………………………………………………………………………………………..

2 ……………………………………………………………………………………………………………………..

3 ……………………………………………………………………………………………………………………..

4 ……………………………………………………………………………………………………………………..

Agora que sabe o que o faz feliz, tem de se assegurar que faz mais destas coisas regularmente. Para cada uma das principais cinco coisas que o fazem feliz, tome nota da próxima vez que fará cada uma delas. Use o seu diário ou agenda para o ajudar a planear com precisão e para se certificar de que se compromete com cada uma das cinco coisas dentro dos próximos 14 dias. Planeie uma altura específica para cada compromisso.

Agora seja o mais específico possível quanto aos detalhes da próxima ocorrência das cinco coisas que o fazem feliz. Para cada uma das atividades que lhe trazem felicidade, ponha por escrito os detalhes em torno de quando terá ela de novo lugar. Onde estará você, o que estará a fazer e, isto é crucial, do que precisa de tratar agora mesmo para se assegurar de que cada acontecimento tenha lugar? O que pode fazer hoje para garantir que será capaz de fazer as coisas que lhe dão prazer?

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Assumir o controlo — tudo se resume ao planeamento

Este pode parecer um plano forçado e algo condicionado só para fazer umas quantas coisas que gosta, mas quando começar, perceberá como esta abordagem resulta. Em geral, a razão de as pessoas não fazerem bastante do que gostam é o facto de não planearem adequadamente essas atividades. Têm a sua rotina diária mas essas rotinas frequentemente não contêm suficientes coisas que lhes deem prazer. O problema é que essas rotinas se podem tornar profundamente incutidas e, em muitos casos, perpetuarem‑se inconscientemente se as pessoas fizerem muito do que as faz infelizes sem se empenharem devidamente no que fazem ou descobrirem como melhorar as coisas. Seguem simplesmente a rotina familiar e esperam ter tempo para algo aprazível ao longo do caminho.

Por vezes, as pessoas sentem que não podem fazer mais do que lhes dá prazer devido às pressões da vida quotidiana e de as circunstâncias estarem além do seu controlo. Podem sentir-se insatisfeitas, mas não despendem o tempo e esforço necessários a focar-se no que poderia ser diferente.

Tendem a seguir padrões de comportamento inconscientes pois estes padrões não requerem que se pense grandemente. Os problemas surgem quando estes padrões familiares podem eventualmente deixar as pessoas frustradas e infelizes.

Para mudar a situação, precisa de trazer os seus padrões de comportamento ao pensamento consciente. Precisa de examinar e analisar o que faz, o que não está a resultar para si, e questionar que padrões de comportamento poderiam ser mais benéficos. O processo acima pode fazer exatamente isso. Torna conscientes novas estratégias, de modo que saiba precisamente o que terá de fazer a fim de tornar a vida diferente e mais enriquecedora. A vantagem mais entusiasmante deste processo é que, ao examinar o que não resulta, fazer um esforço consciente para estabelecer novas abordagens e padrões de comportamento e depois pô-los em ação, você pratica o que resulta até que se torne o seu comportamento inconsciente. Poderá retornar a não ter de pensar tão a fundo em tudo o que faz pois estará então a seguir novos e positivos padrões de comportamento inconscientes que lhe dão o que quer.

Jeff Archer

Em Seja o Seu Próprio LifeCoach

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Saiba gerir o seu tempo

tempo

Tem tempo suficiente para terminar tudo o que tem para fazer no emprego esta semana? Quantas horas por dia passa a trabalhar? Conte todo o tempo que passa a trabalhar, incluindo aqueles poucos minutos que poderá passar a ler e-mails da empresa no telemóvel quando se vai deitar.

Raramente conheço uma pessoa que afirme ter horas suficientes no seu dia de trabalho para conseguir ter tempo suficiente para todas as tarefas e concluí-las todas corretamente. Aparentemente, todos temos e-mails não lidos, relatórios não concluídos e conversas importantes que foram adiadas, e a maior parte de nós tem demasiadas coisas com que lidar e tem dificuldades em fazer multitarefas corretamente.

Estamos limitados a 24 horas por dia e temos de usar o nosso tempo da melhor maneira possível para nos permitir sobressair no nosso emprego.
Ficar nos nossos postos de trabalho ou escritórios até tarde, todas as noites, não é sustentável e não proporciona um equilíbrio aceitável entre a vida pessoal e a profissional. Se for este o preço que tiver de pagar para concluir todas as suas tarefas realmente bem, diria que tem de mudar a forma como trabalha ou pensar em mudar de trabalho.

Podemos dizer que muito poucas pessoas conseguem fazer tudo o que lhes é pedido nos períodos de tempo que os outros possam esperar, e o segredo para o sucesso é escolher com sensatez quais as tarefas que aceitamos e planear como vamos concluir o trabalho. Tem de decidir se vai despender tempo a fazer só uma tarefa ou se vai fazer várias tarefas ao mesmo tempo. Tem de decidir também quando aceitar tarefas, quando delegar o trabalho e quando poderá recuar e rejeitar pedidos de ajuda, medindo os prós e os contras de possivelmente aborrecer a pessoa que lhe pediu para fazer alguma coisa.

DECIDA O QUE É URGENTE E O QUE É IMPORTANTE

Não importa onde as põe — crie-as no seu smartphone ou escreva-as à mão num bloco de notas — ou como as mantém, o importante é que as faça. Decida qual a importância e urgência de cada item na lista e tente definir quando planeia concluir cada tarefa.
Gosto sempre de começar por concluir as tarefas fáceis e rápidas, o chamado «elo mais fraco», para fazer com que o resto da lista pareça mais curta e viável.
Uma área importante e que exige uma boa gestão de tempo é a de lidar com os seus e-mails, especialmente se receber centenas por dia e mesmo nos casos em que o seu nome esteja só nos campos «cc» ou «bcc». Tente adquirir o hábito positivo de perceber quais dos seus e-mails deverá ler ao pormenor, quais pode ler por alto e quais pode ignorar. Muitas pessoas gostam de criar subpastas para os seus e-mails, incluindo pastas para e mails a que ainda têm de responder e aqueles com que têm de lidar, de alguma forma.

DELEGUE O TRABALHO QUANDO PUDER

Assim que tiver criado uma lista de tarefas a fazer e tiver determinado os níveis de importância e urgência de todas as suas solicitações por e-mail e tarefas pendentes, deverá então decidir se irá concluir a tarefa sozinho ou delegar uma parte do trabalho ou a sua totalidade. A delegação de tarefas é uma aptidão que se aprende e não é fácil de fazer, visto que está a pedir e a impor-se sobre pessoas sobre as quais não tem muitas vezes autoridade formal; como tal, não pode simplesmente ordenar-lhes que façam algo por si.

Decida se será necessário delegar uma tarefa na totalidade a outra pessoa ou se seria mais eficiente pedir a alguém para fazer uma parte por si, talvez recolhendo alguns dados, verificando uma folha de cálculo do Excel ou encontrando-lhe um relatório.
Poderá haver alturas em que terá de pedir ao seu chefe para fazer algo por si, para aliviar a sua carga de trabalho. Este poderá não ser um pedido fácil, especialmente quando pode ter sido o seu chefe a atribuir-lhe essa tarefa em particular, para começar. A chamada delegação «para cima» requer diplomacia e tato e, acima de tudo, requer um chefe compreensivo e interessado.

É o tipo de pessoa que acha difícil abdicar do controlo e confiar nos outros? Prefere ser o próprio a fazer uma tarefa, mesmo que seja mais sensato pedir a outra pessoa que a faça por si? Há pessoas que não estão habituadas a partilhar o fardo do seu trabalho e que irão sempre encontrar desculpas para o justificar, sendo que as mais comuns são que é mais fácil e rápido serem elas próprias a concluir a tarefa, e que também poderão certificar-se da qualidade do trabalho.

SAIA DO LOCAL DE TRABALHO À HORA CERTA

Algumas das pessoas mais ocupadas e produtivas que conheço tentam sempre sair do trabalho a horas e não passar mais do que o tempo necessário no escritório. Isto deve-se em parte aos compromissos que têm depois do trabalho, mas também reflete o seu desejo de usar o dia de trabalho da forma mais produtiva possível e trabalhar do modo mais inteligente possível para assegurar que terminam tudo o que têm de fazer durante o horário normal de trabalho.

Poderá argumentar que há alturas em que tem mesmo de ficar no emprego até mais tarde para concluir algum trabalho urgente. Poderá ser esse o caso, mas faça com que esses dias sejam a exceção e não a regra. Idealmente, saia do emprego a horas pelo menos três vezes em cada cinco dias da semana.

Espero sinceramente que não tenha um chefe ou colega sénior que o veja a sair do escritório a horas e faça comentários do género: «Já vai embora?» ou «Não tem trabalho para fazer?» Se tiver, encorajo-o a ser forte: seja educado, mas saia do escritório à hora que planeou. Nunca se sinta obrigado a ficar no emprego a não ser que considere genuinamente que tem de ficar; agradar ao seu chefe nunca deveria ser a única razão para ficar até mais tarde no trabalho.

Resumindo

A falta de tempo é muitas vezes o maior obstáculo que todos enfrentamos, independentemente de onde e como trabalhamos. O mundo dos negócios atual tornou-se um mundo de prazos constantes, atrasos e em que temos de fazer as coisas apressadamente. Não é fácil gerir bem o nosso tempo, principalmente quando os outros — incluindo os nossos chefes — poderão influenciar bastante a forma como o usamos. 

Quantas vezes já lhe pediram algo do género «Pode ajudar-me a fazer isto agora? É urgente e só vai demorar uns minutos no máximo» e uma ou duas horas depois ainda está a debater-se com esta tarefa de «20 minutos», tendo largado as suas tarefas urgentes que ainda têm de ser feitas hoje, antes de ir para casa.

Tenha a coragem de impor limites na forma como passa o seu dia: tente assumir o controlo da sua própria lista de tarefas, mostrando claramente a ordem pela qual planeia concluir as tarefas, dependendo das suas definições de urgência e importância. Se alguém questionar porque não concluiu algo para essa pessoa, mostre-lhe a sua lista. O risco é que comece a pôr o trabalho dos outros no topo da lista sempre que alguém reclama — como quem empilha areia em cima de um castelo de areia.

Nigel Cumberland
Em 50 Segredos do Sucesso no Trabalho

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Sentes que não és ouvido?

A maioria das pessoas sente frequentemente que não é ouvida. Já sentiu isso no trabalho? Ou já sentiu que tem dificuldade em comunicar com pessoas que pensam de forma diferente da sua?

Com demasiada frequência as pessoas evitam conversas difíceis. Mas essas discussões geralmente precisam de acontecer para unir as pessoas e para que possam vir a ter sucesso.

Os locais de trabalho são hoje mais pluralistas. Pessoas diferentes, experiências diferentes, culturas diferentes, raças diferentes… cada vez há maior necessidade de tolerância, sensibilidade e flexibilidade. Nós podemos aproveitar essas diferenças para gerar valor. Ou perder com elas. É uma escolha.

O primeiro passo é reconhecermos que essas diferenças existem e reconhecermos quem somos nós e o nosso papel. As diferenças existem e não vale a pena querermos representar o que não somos. Saber o que somos vai ajudar-nos a saber construir uma equipa imbatível com o complemento das pessoas que são melhores do que nós a fazer o que nós somos menos bons. Reconheça rapidamente os seus pontos fracos.

Use a sua voz exclusiva para ter conversas poderosas. Tenha diálogos abertos onde assume posições claras. Não procure soluções rápidas nem procure fugir aos conflitos. E Não aceite mediocridade nem se contente com o que sabe que está errado. Encare os problemas de forma consequente e trabalhe a comunicação para resolver questões concretas. Não se perca nos intervenientes nem nos seus defeitos, perca-se no problema e nas soluções. Pense em trabalhar junto e não contra alguém. Se você está a trabalhar contra, entenda que está a gastar a sua energia nas coisas erradas.

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Como dominar a sua esmagadora caixa de email

email

Os emails sobrecarregam e stressam-nos, e as nossas soluções para caixas de emails fora de controlo normalmente não são eficazes. A maioria das pessoas ou fica obcecada com isso ou evita-o completamente, o que acaba com o propósito do email como ferramenta de comunicação. Precisamos de uma solução melhor.

Talvez nunca olhe para a sua caixa de emails, ou espreita-a de vez em quando e não se incomoda sequer a responder à maioria das questões. Ou não a abre e apenas vê o número de mensagens a aumentar no seu smartphone.

A maioria das pessoas usa a caixa de emails incorretamente, o que aumenta a frustração num dia de trabalho já sobrecarregado.

Aqui está um pequeno manual do usuário, um conjunto concreto de ferramentas e regras, combinado com alguns princípios básicos de produtividade, que podem melhorar o desafio complexo da gestão dos seus emails.

Aprimorando as capacidades que permitem que controle o seu email, também estará a aprimorar a sua produtividade e tomada de decisões geral de um modo que trará vários benefícios ao seu trabalho e vida pessoal.

 

Dominar o email significa dominar tomadas de decisão

A primeira coisa que costumo dizer às pessoas que querem melhorar a gestão de email é: “Você não tem um problema de e-mail; tem um problema de tomada de decisão.”

Ora bem, esta resposta não pretende ser uma crítica, mas serve para ilustrar o facto de que, na maioria das vezes, não reconhecemos o email como ele é – uma ferramenta fundamental de comunicação que nos permite praticar a delegação. Podemos usá-lo para melhorar o nosso trabalho e o que fazemos no dia a dia (fora do email).

A mensagem positiva que tenho para si é a seguinte: quando conseguir gerir o seu email, poderá gerir tudo.

Gerir uma caixa de entrada de email caótica não é fácil. Há muitas pessoas de sucesso que nunca o fazem, ou simplesmente não as têm. Muitos empresários fazem todos os seus negócios pessoalmente ou ao telefone, com a  filosofia de “prestar atenção aos poucos mas vitais e ignorar os muitos triviais”.

 

A produtividade é difícil de dominar na era digital de hoje.

Os seres humanos não evoluíram biologicamente com rapidez suficiente para acompanhar todos os avanços tecnológicos na comunicação. Não é realista pensar que devemos ser capazes de gerir o constante fluxo de informações e estímulos que chegam até nós num determinado dia. Os nossos cérebros não conseguem processar todas as coisas que entram.

A maioria das ferramentas de comunicação que temos à nossa disposição – telefones telemóveis, sms, plataformas dos media – tornaram-se prisões e obrigações, em vez das ferramentas que deveriam ser.

O email é considerado por muitos como um empecilho, mas é realmente a derradeira mudança de paradigma na comunicação, especialmente quando se trata de trabalho e negócios. Quando usado corretamente, é uma das maiores ferramentas de produtividade já inventadas. Não há outro recurso de comunicação disponível totalmente gratuito, que permite que esteja em contacto instantâneo com pessoas do mundo todo, compartilhe imagens e documentos e arquive tudo. E, no entanto, observe o quanto é uma distração e um obstáculo para tantas pessoas!

A tecnologia tende a amplificar tendências individuais e instituições. Se você tem bons hábitos, a tecnologia pode torná-los melhores. Se tiver maus hábitos, intensificará esses hábitos. Por outras palavras, o modo como fazemos alguma coisa é o modo como fazemos tudo.

Então, vamos ver como gere ou não gere seu e-mail. Descobrirá que o processo permite que melhore a delegar coisas e aperfeiçoa sua capacidade de separar e priorizar.

 

Para gerir o seu email, primeiro abrace as suas 3 únicas opções

Apagar: Descarte os emails que já foram tratados e não são mais relevantes. E por apagar, quero dizer mandar para arquivo, não enviar para o lixo. Itens arquivados ainda são pesquisáveis, mas não são vistos.

Fazer: Estes são itens que precisam e podem ser processados imediatamente (idealmente cinco minutos ou menos). Aqui estão alguns exemplos de emails que se enquadram nisso:

  • Perguntas rápidas
  • Emails empresariais urgentes
  • Emails sobre a agenda
  • Emails de família

“Fazer” também inclui emails que podem ser delegados a outros.

Adiar: Por último, mas não menos importante, os emails de “adiamento” são aqueles que exigem ação, mas agora não é o momento certo. Projetos mais extensos e respostas longas geralmente enquadram-se nessa categoria.

 

O multitasking é um mito: só pode fazer uma coisa de cada vez

Esta é a primeira parte da desconstrução da nossa relação com o email.

Somos cientificamente projetados para nos concentrar numa coisa de cada vez. Portanto, o multitasking não é uma atividade com que o cérebro humano seja capaz de lidar. O termo neurológico para multitasking é “troca de contexto”. Quando tentamos fazer várias tarefas, alternamos entre elas tão rapidamente, que o que estamos a fazer é esgotar os nossos cérebros fisicamente.

As pessoas tentam “manipular o sistema” combinando atividades de baixo foco com atividades de alto foco para treinar o cérebro, e para melhorar a troca de contexto, como espreitar os seus emails enquanto estuda uma planificação. Curiosamente, as mulheres são marginalmente (2% a 3%) melhores na alternância de contexto do que os homens, mas, de modo geral, alternar entre as tarefas é mentalmente desgastante.

Assim que perceber que a verdadeira multitarefa é um mito, você pode trabalhar focando-se numa coisa de cada vez, o que aumentará sua produtividade. Na próxima secção, discutirei um princípio de produtividade testado e comprovado, que pode ajudá-lo a gerir os seus e-mails e também a sua vida.

 

Aplicando a regra 80/20 para gerir a sua caixa de entrada de emails

Como mencionei anteriormente, também é crucial analisar o seu problema de gestão de email como apenas um sintoma de um problema maior de produtividade.

Portanto, agora que tem uma base essencial para organizar os seus emails, utilize a regra 80/20. Provavelmente já ouviu falar muito sobre ela. Sabemos que é praticamente um evangelho no mundo das startups e da produtividade. Mas há uma boa razão para isso.

Então, quais são as coisas que exigem menos esforço, mas têm maior retorno sobre o investimento? Nos negócios, essa regra significa que 20% dos seus clientes são responsáveis por 80% de sua receita. Os outros 80% dos seus clientes estão basicamente a devorar o seu tempo e energia, sem retorno. Pareto (e Tim Ferriss) argumentariam que você deveria deixar de prestar atenção a esses 80% e concentrar-se apenas nos 20% que lhe estão a dar mais dinheiro.

Se aplicar esse princípio à sua caixa de entrada de emails, poderá facilmente eliminar cerca de 60% a 75% do volume, pois esses emails provavelmente não estão a contribuir para os seus objectivos mais importantes. Como implementa isso?

Um exemplo é definir um filtro para arquivar todos os emails que contenham a palavra “cancelar inscrição” numa pasta “opcional”. Dessa forma, todos esses emails, que incluam boletins informativos ou mensagens automáticas, serão imediatamente ignorados na caixa de entrada, reduzindo, assim, a sensação de sobrecarga. Pode criar outros filtros que irão desviar todos os emails que sabe que serem apenas opcionais. Assim vai-se concentrar apenas nas mensagens mais importantes.

A sua caixa de entrada é um local de trabalho, produtividade e realização de tarefas. Usando o Princípio de Pareto, a pasta opcional contém emails que não exigem a sua atenção imediata, permitindo que se concentre nos emails mais importantes – aqueles que geram resultados.

Então, quando olhar para a sua caixa de entrada, pode determinar rapidamente primeiro: o que pode simplesmente descartar; o que pode delegar para um dos membros da sua equipa; e quais os itens que adiar para outro momento, quando puder dar mais atenção à situação. Nenhuma outra escolha, nenhuma outra opção. Apagar, fazer, adiar.

  1. Todas as vezes que entrar no seu email, proceda de acordo com os 3 mandamentos.
  2. Consolide as suas pastas atuais. Não precisa de mais do que uma caixa de entrada e uma pasta opcional.
  3. Crie uma pasta opcional filtrando qualquer coisa com a palavra “cancelar assinatura”. Isso separa o essencial do opcional. Desta forma, está a começar com uma versão mais simplificada da sua caixa de entrada (Obrigado Pareto!).
  4. Arquive qualquer coisa com mais de 14 dias. Provavelmente não precisa mais disso.
  5. Escolha os emails que precisam/podem ser respondidos ​​imediatamente (idealmente 5 minutos ou menos).
  6. Pode então processar a pasta opcional quando tiver tempo.

 

É hora de gerir o seu email… e a sua vida

Veja este exercício como uma oportunidade para mudar sua perspectiva. Se visualizar o email como algo horrível, não se vai querer envolver com ele. Se mudar inteiramente a sua perspectiva sobre isso, de repente o email torna-se algo útil.
A maioria das pessoas vê emails, telefone, mensagens de texto e mensagens instantâneas como se fossem fontes de stress. Mas pode mudar a sua mentalidade para abraçar o facto de que essas são óptimas ferramentas de trabalho para se comunicar com o mundo. 
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7 coisas que aprendi a escrever “O Livro dos Fazedores”

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Dois meses de escrita, 14 histórias e mais de 20 horas de entrevistas. Falar com fazedores é perceber que o tempo corre, que as dificuldades surgem quando menos se espera e que a história se repete, mesmo que não seja com as mesmas pessoas. E entender que Portugal mudou graças, também a eles. Lista de sete coisas que aprendi a falar e a escrever sobre empreendedores.

Tudo começa pelo princípio

Criar um negócio tem muito que se lhe diga e os fazedores sabem disso. O princípio costuma ser uma necessidade detectada. Daí à ideia é um instante. E se, para a concretização da ideia podem passar poucos meses, para ela se reinventar menos ainda.

Planos, há muitos

Por mais que se planeie, passo a passo, há sempre imprevistos. É assim em tudo na vida e, também nas startups. Por isso, é importante saber o destino, olhar o caminho e, claro, estar aberto ao que aparece. Há oportunidades para aproveitar, obstáculos para ultrapassar e surpresas de que nunca estamos às espera. Mas, na carteira de “características”, os fazedores têm essa flexibilidade essencial para não desesperar sempre que há pedras no caminho.

Crescer dói

Criar uma startup começa com uma pequena ideia, num espaço pequeno, e com uma equipa reduzida. Com o tempo e o crescimento, os fazedores sentem necessidade de alargar a equipa e começar a delegar. E isso dói. Uma das dicas mais repetidas no livro é tratar da cultura da empresa com carinho: uma cultura forte é meio caminho para garantir um crescimento à imagem dos fundadores.

A sorte dá trabalho

Pode até parecer apenas um enorme clichê mas a verdade é que, asseguram os fazedores, a sorte dá muito trabalho. Antes de criarem a Talkdesk, Cristina Fonseca e Tiago Paiva fundaram outros quatro projectos. Antes de escolherem os investidores para financiarem o crescimento da Chic by Choice, Lara Vidreiro e Filipa Neto leram, perguntaram e contactaram dezenas deles. Todos os passos contam para um dia as startups anunciarem investimentos, crescimento, novos mercados. E esses passos dão-se, muitas vezes, a solo, fora de horas e noutros fuso-horários.

Rodeia-te bem

Ter pessoas ao lado que estejam a passar pelos mesmos dilemas ou se revejam nas dores e já tenham ultrapassado alguns dos obstáculos por que estamos a passar são maneiras de. Os fazedores rodeiam-se dos melhores por onde quer que passem: primeiro, em incubadoras e aceleradoras de empresas, depois na criação de processos de recrutamento que ajudem a manter o ADN da empresa mesmo que a estrutura escale.

Prepara-te melhor ainda

Se o teu objectivo é criar um projecto que tenha impacto no mundo, prepara-te para responder a perguntas, ser confrontado com dúvidas e ter de inspirar a confiança dos que te rodeiam (e até de desconhecidos). O segredo para que a missão seja possível é preparação: lê, conta a ideia ao maior número de pessoas possível, valida o conceito. E que não se atrase a ida para o mercado. Só tentando – e, se necessário, falhando rápido – se aumentam as possibilidades de sucesso.

Que o medo não paralise

O medo é um factor que ajuda a medir o risco mas não deve paralisar. No início, todos os fazedores têm pudores em avançar para o mercado: ou porque o produto não está pronto, ou porque ainda podem melhorar, ou por um sem fim de razões que não importa especificar. Atrasar a validação é uma maneira de adiar a verdade. Por isso, se houver medo, arrisque mesmo com medo.

 

*Mariana de Araújo Barbosa , jornalista desde 2007, é autora d’O Livro dos fazedores, um manual de todas as aprendizagens dos primeiros fundadores de startups nacionais, lançado em Outubro de 2018.

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O livro dos fazedores: um MVB (minimum viable book)

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O livro dos fazedores: um MVB (minimum viable book)

A primeira vez que pensei neste livro foi há quatro anos. Mas uma ideia, mesmo que boa, conta muito pouco. Viram?

Devo-vos uma explicação: é que há quatro anos que ando a falar neste livro e só hoje, 16 de outubro, chega às vossas mãos.

A primeira vez que o pensei estava do outro lado do Atlântico: as fugas, mal ou bem, servem para digerir ideias e deixar respirar sonhos. E eu, que andava em fuga da minha vida corrida, decidi mudar. Em 2013, dois anos depois de começar a trabalhar no Dinheiro Vivo, candidatei-me a um mestrado em jornalismo em Buenos Aires, capital da Argentina, do tango e… do empreendedorismo na América latina. Cidade do “quilombo”, depressa se tornou incubadora de ideias. Três anos e mais de 500 fazedores depois e, de regresso a Lisboa, comecei a pensar numa maneira de eternizar esta energia que me alimentava desde 2011: queria escrever um livro deles e sobre eles.

Os meus fazedores, que fizeram capas de jornal, contaram as suas histórias na televisão, fecharam rondas de financiamento e tornaram-se oradores em eventos esgotados mudaram a maneira como, em Portugal, se apresentavam os empresários. Abdicaram da gravata, fecharam negócios além fronteiras via skype call e aumentaram o nosso amor próprio.

Com eles, a ideia do livro ganhou forma. Contando-a, validei-a. Partilhando-a, construiu-se.

Tudo para explicar uma das primeiras e mais importantes lições que aprendi com eles: uma ideia vale muito pouco antes de se colocar em prática.

As histórias d’O livro dos fazedores, 15 no total, representam os bem mais de 1000 que entrevistei nos últimos oito anos. Nelas há ideias boas – sim -, caminhos com altos e baixos, rondas de financiamento, unicórnios, sucessos e falhanços. E recomeços. Este MVB, o meu, é deles. E é vosso também. Que possam rever-se nas histórias destes fazedores. É que, se virmos bem, há um pouco deles em todos e em cada um de nós.

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A importância de umas férias 100%

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A importância de tirar umas férias 100% livres de trabalho

Como trabalhador, as férias dão-lhe o tempo merecido para desligar do trabalho. Já vários estudos demonstraram que as férias melhoram o nosso estado físico e mental, ao mesmo tempo que aumenta a nossa produtividade e capacidade de foco.

Umas férias 100% livres do trabalho (sem responder a emails e a telefonemas ou sms) aumenta ainda mais estes benefícios:

  1. Melhora a nossa performance. Pessoas que verdadeiramente tiram férias, tendem a ter uma melhor performance no trabalho;
  2. Impulsiona a nossa saúde. Um ano sem férias aumenta o risco de implicações a nível cardíaco;
  3. Aumenta a capacidade de foco. Quem tira férias e descansa volta mais concentrado e focado no trabalho;
  4. Estar de férias dá-nos novas perpectivas do nosso dia-a-dia e da nossa vida;
  5. Fazer férias permite-nos mudar rotinas;
  6. Novas experiências. Estar de férias permite abrir horizontes, conhecer e viver novas experiências;
  7. Crescimento pessoal. Nas férias temos oportunidade de investir no nosso desenvolvimento pessoal e competências sociais;
  8. Partilhar. As férias permite a partilha de experiências com família e amigos;
  9. As férias diminuem o risco de depressão;
  10. Nas férias temos oportunidade de reforçar laços familiares, comunicação e solidariedade;
  11. Não fique pelos 3-4 dias de descanso. Férias curtas não são suficientes para desligarmos;
  12. Com as férias irá voltar com mais energia e produtivo;
  13. Confie nos seus colaboradores e colegas: não esteja sempre em contacto para ver se está tudo bem no trabalho;
  14. Seja um exemplo para todos na empresa: usufrua a 100% do espírito das férias;
  15. Deixe a sua lista de to do’s em Stand By. A melhor maneira de tratar da sua lista de tarefas por fazer é descansar, e quando voltar pegar nela com energia renovada;
  16. Não perca nada das suas férias. Se pegar em alguma coisa durante as férias vai estar a perder momentos, aventura e descanso.

Adaptado de: Boston College Center for Work & Family