Índice da Felicidade: Portugal abaixo da média europeia

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Em 2012 foi feito o primeiro relatório mundial sobre a felicidade, com o objetivo de procurar medir e perceber a subjetividade do “bem-estar” humano. Agora em 2017, foi publicado a sua 5ª edição, com o ranking mundial de 155 países.

A média mundial dos 155 países é de 5.3. Portugal surge no 89º lugar. O nosso índice de felicidade é de 5.1….Estamos abaixo da média mundial e muito abaixo da média da europa ocidental, que é de 6.5. Somos dos países que na europa apresentaram um decréscimo no índice de felicidade, tal como a Espanha, Grécia e Itália.

Esta avaliação é decomposta é assente em assente em 6 fatores:

  • paridade do poder de compra – analisa em cada país o poder de compra, tendo em conta salário versus custo de vida;
  • esperança média de vida;
  • apoio social- através da pergunta: “Se você estiver com problemas tem familiares e/ou amigos que o ajudam sempre que precisar?”;
  • liberdade – através da pergunta: “Você está satisfeito ou insatisfeito com a liberdade de que tem para escolher o que quiser para a sua vida?”;
  • generosidade – através da pergunta: “Fez alguma doação ou caridade no último mês?”;
  • corrupção – com duas perguntas: “Considera que a corrupção está disseminada pelo governo do seu país, ou não? e “Considera que a corrupção está disseminada pelo tecido empresarial do seu país, ou não?”.

Foi pedido às pessoas que avaliassem a sua vida, através da pergunta da escada de Cantril: Imagine uma escada, com degraus numerados de 0 (em baixo) até 10 (em cima). O topo da escada significa a melhor vida possível que você poderia ter enquanto o primeiro degrau representa a pior vida possível para si. Em que degrau é que você sente que está atualmente?

É de facto um resultado surpreendente e abaixo do desejado… Mas para o entender melhor, devemos aprofundar um pouco mais o raciocínio para podermos tirar conclusões e quem sabe… tentar não fazer parte desta média estatística.

Enquanto adultos a nossa felicidade depende significativamente da situação em que nos encontramos: a nossa condição económica (salário, educação e emprego), a nossa situação social (no que diz respeito às nossas relações) e a nossa saúde (física e mental). Estes em parte dependem do nosso passado em criança (desenvolvimento intelectual, comportamental e emocional). O nosso desenvolvimento em crianças/adolescentes foi condicionado pelo nosso enquadramento familiar e escola.

Significa isto que a nossa felicidade futura depende do trabalho que se vai fazendo ao longo da nossa vida. Começa em criança com a nossa família, pessoas próximas e escola. Em adulto, a situação económica e social do país é fundamental. Mas a componente social, nomeadamente as relações, e a nossa saúde física e mental, são fatores relevantes e os quais podemos trabalhar, desenvolver.

Pergunte a si mesmo: Imagine uma escada, com degraus numerados de 0 (em baixo) até 10 (em cima). O topo da escada significa a melhor vida possível que você poderia ter enquanto que, o primeiro degrau representa a pior vida possível para si. Em que degrau é que você sente que está atualmente?

O que está nas suas mãos para ser mais feliz?

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