O eixo dos relacionamentos

eixo

Ascendente/Descendente – Eu e o Outro

Estamos sempre a aprender e a partilha de ideias nos encontros ASTROLOGANDO tem-me trazido novas perspetivas e informação sobre os temas abordados.

Ontem falámos de Polaridades e tomei pela primeira vez consciência da importância de uma polaridade presente em todos os mapas e que gera um enorme paradoxo: o eixo Ascendente/Descendente que reflete a forma como me relaciono comigo e o que procuro numa relação com o outro.

O Ascendente representa o momento do nosso nascimento. As suas características refletem o que se passou no momento em que viemos ao mundo e, consequentemente, qual foi a primeira imagem que tivemos desse mundo para o qual nascemos. Essa imagem forma uma imagem a que sentimos que temos que corresponder para nos enquadrarmos e sobrevivermos nesse mundo. Dito por miúdos: se eu vejo um mundo cor-de-rosa, vou vestir-me de cor-de-rosa para me enquadrar nele.

Do outro lado do eixo, o signo oposto representa as características da relação que procuramos ter com os outros, define o tipo de energia que procuramos num relacionamento estável, numa parceria, numa vivência a dois.

Ora, por estarem opostos, têm características opostas e parece gerar-se logo à partida uma grande contradição! Se eu sou de uma maneira, porque é que procuro uma relação com uma energia completamente oposta à minha?

Tomei consciência de que o eixo Ascendente/Descendente é a nossa maior polaridade e um dos principais motores para a nossa integração pessoal.

Como e porquê?

É como está escrito num pequeno parágrafo de um texto lindíssimo intitulado “A pequena Alma e o Sol”: “Se a Pequena Alma queria conhecer a Luz, também teria de conhecer a Escuridão. De que outra forma se pode conhecer o Alto sem o Baixo, o Quente sem o Frio, o rápido sem o Lento? Então a Pequena Alma compreendeu que, para saber Quem Realmente É, teria de conhecer o oposto.” (in. A Pequena Alma e o Sol de Neal Donald Walsh)

Cada polaridade roda em torno de um conceito: claridade e escuridão têm por base o conceito de luz; frio e quente têm a ver com temperatura; doce ou amargo com sabor, etc.

Mas o movimento das polaridades tem a ver com o caminho que fazemos em direção às características mais positivas do signo oposto para que integremos em plenitude o conceito inerente a cada eixo.

Então, quando temos as características de um signo Ascendente e procuramos um relacionamento com as características do signo Descendente, a vontade que temos de relacionar-nos vai automaticamente promover o contacto, a vivência e a possibilidade de integração das características desse Descendente na nossa consciência, de acordo com o conceito base expresso por cada eixo astrológico. A tomada de consciência dessa energia oposta acontece geralmente através de um processo de choque que nos vai permitir também perceber quem realmente somos e o que realmente queremos.

Em particular, nos primeiros relacionamentos, é comum sentirmo-nos inconscientemente atraídos para o tipo de energia expressa pelo nosso Descendente – intuitivamente sentimos que aquela pessoa que nos atrai expressa aquilo que nós gostaríamos de expressar e não conseguimos, que de alguma forma nos complementa, embora geralmente não tenhamos consciência da razão da atração.

Também sinto que, à medida que vamos integrando a energia do nosso Descendente, libertamo-nos da dependência de procurar uma pessoa que nos dê aquilo que sentimos estar em falta em nós porque essa energia passa a ser parte de nós.

Ter esta consciência reforça o nosso Ascendente e promove uma mudança de foco nos relacionamentos, do outro para nós próprios como fonte do nosso bem-estar e felicidade, quebrando um ciclo de dependências afetivas que vai favorecer a vivência de relações mais saudáveis e equilibradas.

A energia do Descendente continua a ter um papel relevante no nosso mapa mas deixa de representar especificamente o tipo de energia que vou procurar num indivíduo para passar a representar o tipo de energia que procuro viver numa relação. Por exemplo, se o meu Descendente está no signo de Gémeos, posso não necessitar de me relacionar com uma pessoa que tenha uma forte energia geminiana mas para mim será sempre importante ter um relacionamento baseado na comunicação e partilha de ideias.

Este processo de busca de um relacionamento em polaridade é também muito comum ao posicionamento do nosso signo solar que é também representativo da nossa identidade e força vital.

Convido os leitores a fazerem o exercício de relembrar os relacionamentos que tiveram ao longo da vida e verificarem quantos foram com pessoas cujo signo solar está colocado no signo oposto ao do seu signo Solar ou Descendente.

Polaridades entre Signos

Carneiro/Balança – Conceito: Relação Eu/Outro

Touro/Escorpião – Conceito: Valores Meus/Teus

Gémeos/Sagitário – Conceito: Conhecimento Mental/Intuitivo

Caranguejo/Capricórnio – Conceito: Integração Família/Sociedade

Leão/Aquário – Conceito: Ego Individual/Grupal

Virgem/Peixes: Conceito: Energia Material/Espiritual

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