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Websummit!

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Websummit!

Há quase 3 anos, quando a Websummit surgiu em Portugal pela primeira vez, foi assunto para manchetes e entusiasmo mediático generalizado.

Foram 4 milhões de visualizações no Facebook live, foram mais de 53 mil participantes em 3 dias, 19 mil jovens com bilhetes “bonificados” e 42% deles eram mulheres. Mais de 600 oradores, 21 palcos e 1500 startups a marcarem presença. Em terra onde o futebol é rei, não podia deixar de haver convidados especiais neste campo, e Luís Figo marcou presença como se não bastasse Ronaldinho. O Pavilhão Altice Arena tornava-se assim anfitrião de um dos mais bem sucedidos eventos mundiais na área de tecnologias. Citando a revista Forbes “A melhor conferência tecnológica do mundo”.

Quando isto aconteceu, vivia-se um ambiente de entusiasmo. Vivia-se a confirmação de que “de facto somos um país a ter em conta”. Algumas manchetes celebravam “Vitória!”(Observador.pt), “Portugal Ganhou!” (Dinheiro Vivo), até se fundaram grupos de facebook e medias sociais para seduzir os líderes da Websummit a vir para Portugal.

Lisboa e Portugal orgulhavam-se de ver reconhecido o seu valor e o seu potencial como “país ideal para organizar eventos internacionais”. “O bom tempo, a boa comida, o saber receber e gostar de receber”. Lisboa estava no mapa do empreendedorismo tecnológico.

“Vencer” a concorrência

Este ano, antes do Websummit vivia-se aquele clima de “se calhar acabou”. Depois de 2 anos a crescer e a fascinar o mundo, acreditou-se que poderia existir demasiada concorrência de outros países a querer “levar-nos” a Websummit. Para alegria nossa e da economia local (e nacional), acabámos por voltar a “vencer” a concorrência e conseguimos aparentemente fazer aquilo que tantas vezes fizemos de forma ineficiente na nossa história. Chegámo-nos à frente, e decidimos investir 11 milhões por ano num evento que deu importantes passos da sua própria história em Portugal. Soubemos agarrar aquilo que ajudámos a construir e mostrámos que temos uma nova mentalidade. A mentalidade de pensar como os “grandes”.

A proposta de 10 anos de Websummit em Portugal é extremamente ousada e ambiciosa. É uma proposta de trabalho, de acreditar, de crescer.

Infelizmente, surgiram logo inúmeras vozes a minimizar o Websummit. Aquilo que antes era um deslumbre e depois passou a ser só excelente, de repente passou a ser ocasionalmente “trivial”.

Pessoalmente deixa-me desgostoso que as conquistas, (depois de conquistadas) passem a ser triviais e a “não ser nada de especial”. Se o objetivo se esgotar em realizar o Websummit, então compreendo a falta de entusiasmo. Mas se tivermos em mente que, com a vinda do Websummit podemos sincronizar estratégias para aproveitar essa “rampa de lançamento” para o reconhecimento internacional, então sim: o saldo parece-me francamente positivo.

Impacto positivo

Só quem já presenciou e frequentou o Websummit pode compreender o impacto positivo que ele traz. Não trouxesse mais nada do que isso, poderíamos ver uma organização exemplar, uma coordenação de esforços e uma lógica de implementação impecável, na qual tudo foi fluído, fácil, simpático, confortável, e (confesso) bonito de se ver.

Parabéns Websummit por conseguirem colocar mais de 70 mil pessoas a circular de uma forma incrível e sem desconfortos de nota.

 

 

 

 

António Vilaça Pacheco, autor do livro Bitcoin, da Vida Self Editora.

Saiba mais sobre o autor deste artigo e o seu livro aqui:

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Web Summit Lisbon 2018

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Web Summit 2018

A Web Summit é o evento tecnológico de referência este ano. A conferência, de relevo mundial, é novamente em Portugal e a Vida Self vai lá estar para reportar o que de mais relevante acontecer.

A Web Summit é uma empresa de Dublin, Irlanda, que realiza eventos por todo o mundo: Web Summit em Lisboa, Collision em Toronto, RISE em Hong Kong e MoneyConf em Dublin.

A Forbes refere-se a este evento como “a melhor conferência sobre tecnologia no planeta”; a The Atlantic diz que a Web Summit é “onde o futuro vai para nascer”; o The New York Times fala do evento como um “conclave massivo que reúne os mais importantes cardeais da indústria tecnológica.”

Numa época de grandes incertezas para a indústria em geral e para o mundo, a Web Summit reúne fundadores e CEO’s da empresas tecnológicas, startups em rápido crescimento exponencial, políticos e chefes de Estado, investidores influentes e jornalistas de topo para perguntar algo muito simples: para onde seguimos?

Neste evento onde se fará um extenso networking (mais de 70 000 pessoas irão à WS) aprender será a palavra base: em tempos incertos para negócios e tecnologia, irão discursar aqueles  que passam diariamente por grandes desafios e mudanças, indo os tópicos desde deep tech e data science, passando pelo design e sustentabilidade ambiental.

A exposição deste evento é global e estarão presentes mais de 2,500 journalistas de todo o mundo, desde publicações como a Bloomberg, Financial Times, Forbes, CNN, CNBC, e The Wall Street Journal.

 

Datas e horas

05 a 08 de novembro de 2018, no Altice Arena & FIL, em Lisboa.

Horários dos eventos aqui.

Cobertura de imprensa da Self

A Self vai lá estar e vai dar-vos toda a informação sobre o que se está a passar, com reportagens, entrevistas, vídeos, e fotografias, para que não vos escape nada. Fiquem atentos e acompanhem de perto o nosso site e facebook!  Como não poderia deixar de ser, a nossa presença lá terá um foco especial em criptomoedas, sistemas de pagamentos e inovação da blockchain, visto que o autor António Vilaça Pacheco estará bastante envolvido na área de MoneyConf e CryptoConf (no Web Summit).

Novidades em breve!

 

Saiba mais sobre o autor e o livro aqui:

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Blockspot Conference Europe 2018

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Blockspot Conference Europe 2018

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Este é o evento obrigatório do ano da Blockchain . É em Portugal e a Vida Self vai lá estar!

Blockchain é uma tecnologia revolucionária usada numa ampla gama de indústrias. A moeda digital Bitcoin é o seu principal representante e está a fazer concorrência ao sistema monetário mundial. Smart Contracts, ICOs, criptomoedas e uma Web descentralizada estão a transformar a nossa sociedade tão profundamente como o fez a Internet quando apareceu.

Isto está a criar novas áreas de estudo, como a Criptoeconomia. A Conferência Blockspot é um ponto de encontro para quem está a lidar com todas essas mudanças.

Datas e hora

Sexta-feira, 09/11/2018, 08h30

Terça-feira, 13/11/2018, 19h00 CST

Compre os seus bilhetes aqui.

Cobertura de imprensa da Self

A Self vai lá estar e vai dar-vos toda a informação sobre o que se está a passar, com reportagens, entrevistas, vídeos, e fotografias, para que não vos escape nada.

Fiquem atentos e acompanhem de perto o nosso site e facebook!  O António Vilaça Pacheco, autor do livro Bitcoin, da Vida Self Editora vai contar-vos tudo o que por lá acontece…

Saiba mais sobre o autor e o livro aqui:

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Blockchain and Bitcoin Conference Gibraltar

 

No âmbito da área de gestão e empreendedorismo, a Vida Self foi fazer a cobertura da Blockchain and Bitcoin Conference Gibraltar 2018. Vamos lançar alguns artigos nos próximos dias, que são inspirados na nossa Road Trip e em toda a experiência durante a conferência, mas o primeiro reporte que queremos dar aos nossos leitores é acerca da experiência no geral.

Chegámos bem cedo à conferência, depois de uma entrada fronteiriça de La Linea (Espanha) para Gibraltar (Reino Unido). É quase romântico o pensamento que nos invade quando refletimos sobre como foi possível ao longo de tantos anos manter um território tão pequeno e tão distante da sua pátria. Ao mostrar o passaporte numa fila de pessoas cujo trajecto diário cumpre esse ritual, foi inevitável para nós, elementos de fora desta matriz, refletir sobre os desafios que este pedaço de terra isolada terá passado para ainda hoje poder afirmar a sua identidade como pertencente ao Reino Unido. Foram 28 minutos de caminhada saudável, pelo fresco da manhã (atravessando inclusive uma pista de aeroporto a pé!), para entrarmos num calor humano com uma dinâmica inacreditável.

Assim que colocámos os nossos pés no luxuoso iate onde a conferência teve lugar (sim… é verdade, a conferência teve lugar num iate-hotel de 5 estrelas), fomos abordados pelas agradáveis e simpáticas hospedeiras da Smile Expo. Cuja simpatia fez jus ao nome “smile”. A boa disposição e a atitude solícita foi transversal. A organização foi primorosa. O flow começou no check in e estendeu-se para o pequeno-almoço de networking. E que networking

Servirmo-nos do café da manhã e a sala ainda não estava composta com os visitantes. Mas não foram sequer minutos até à dinâmica apaixonada desta conferência nos engolir no seu positivismo. As pessoas circulavam frenéticas e animadas, trocando apertos de mão, apresentações e trocas de cartões, que se foram sucedendo a um ritmo alucinante durante todo o resto do dia.

Good vibe e energia. Foi isso que sentimos em cada poro do nosso corpo. É claro que estamos a falar de um tema quente na atualidade empreendedora. É claro que estamos a falar de um tema curioso e frenético. Mas a organização do evento tem certamente muito a ver com este ambiente saudável, amigável, energético e dinâmico.

Parabéns à Smile Expo pela organização excelente à qual nada pareceu faltar. E não temos dúvidas de que os empresários, curiosos e estudiosos da Blockchain sentiram que nada lhes faltou para acelerarem a fundo com as suas ideias e networking.

Na sala sentia-se que todos respirávamos a mesma energia. A energia de estarmos juntos numa sala onde se pensava o futuro. Partilhavam-se ideias sobre o que cada um estava a fazer, sobre investidores, sobre que aplicações poderia ter a blockchain, como melhorar os nossos negócios e o que iríamos revolucionar com este pensamento disruptível.

As conferências começaram bem cedo com uma abertura entusiasta. Vamos abordar em posts específicos as aprendizagens desta conferência. Mas, desde já, uma salva de palmas para a Smile Expo e a todas as pessoas envolvidas na organização.

Bom painel, bons speakers, boas ICO convidadas e excelente organização. Querem saber mais? Leiam os artigos que continuaremos a publicar aqui nos próximos dias! Congrats!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Blockchain & Bitcoin Conference em Gibraltar: especialistas para discutir a indústria presente e futuro

Blockchain & Bitcoin Conference Gibraltarwill acontecerá em 8 de fevereiro de 2018. É uma conferência dedicada a cryptocurrencies, soluções de cadeias de blocos e ICOs.

A conferência reunirá cerca de 300 participantes: empresários, investidores, desenvolvedores, advogados, especialistas em finanças e especialistas em marketing envolvidos no setor de moeda digital e cadeia de blocos. Os participantes da conferência incluem as principais empresas de Gibraltar interessadas em aplicativos de cadastro: WSS Docs (sistemas de gerenciamento de documentos eletrônicos) e AJ Sheriff Gibraltar (um provedor de uma ampla gama de serviços, incluindo eletricidade, telecomunicações, redes de internet). Eles também apresentarão seus stands na área de exibição.

Organizador

O evento Gibraltar é uma das 20 conferências realizadas pela Smile-Expo em todo o mundo em 2018. No ano anterior, a empresa internacional organizou duas conferências reconhecidas como as maiores da Europa Oriental: a Conferência Bitcoin & Blockchain Moscou e Bitcoin & Blockchain Conference Kiev. No total, reuniram 3500 participantes. Em 2017, outras 13 conferências desta série tiveram lugar na Rússia, Europa e Ásia Central.

Gibraltar: centro do palco

Blockchain & Bitcoin Conference Gibraltar apresentará os relatórios de 12 especialistas de diferentes países. De acordo com os organizadores, o conjunto de falantes está sendo expandido.

Clique aqui para saber mais.

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A Arte de Influir 3 – Medo de falar em público? Deixe de se sabotar e aprenda a vencer o medo.

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O medo de comunicar alguma coisa, falar em público, de parecer ridículo ou sentir-se observado é muitas vezes uma questão cultural e educacional. Se crescermos num ambiente onde não temos a nossa auto-estima alimentada, é natural que cresçamos a ser pessoas inseguras. Se somos criticados e esse é o ambiente que nos é familiar, é natural que tenhamos medo de surgir perante uma multidão porque vamos achar que nos vão estar a julgar e criticar. Mas falar em público é natural para algumas pessoas. Porque é que algumas pessoas conseguem lidar tão bem com isso e nós não?

Faça este exercício: quando vê alguém a falar em público, essa pessoa é assim tão genial? Diz coisas que o fazem sentir que de facto essa pessoa tem muito mais capacidades do que você tem? Quantas vezes ouve alguém falar em público com o maior dos avontades, e pensa “eu poderia dizer tudo aquilo… eu sei tudo aquilo…”

O que distingue as pessoas que falam em público, é algumas vezes o conteúdo. Mas é acima de tudo, a capacidade que essa pessoa tem, de transmitir a sua mensagem de forma competente e consciente, sem deixar que o público a afete. A comunicação em público só funciona quando a pessoa consegue enfrentar o público sem deixar que o seu medo afete a qualidade da mensagem que está a transmitir.

Sabia que inúmeras personalidades que falam em público são naturalmente tímidas? Que muitas delas tiveram que vencer medos extremos e por vezes autênticas fobias para poderem ser competentes na sua profissão? E ninguém diria quando as vê discursar. Johnny Depp ainda hoje se esconde quando pode nos eventos sociais. Salma Hayek tem pânico de palco e treme perante uma audiência. Mas todos vencem esses medos através do uso algumas técnicas fundamentais:

  • Racionalize o seu medo. Pense concretamente do que tem medo e se esse medo faz sentido. As pessoas não estão ali para o deitar abaixo ou destruir. Aja naturalmente e relaxe.
  • Saiba do que fala e assegure-se da genuinidade da sua mensagem. Deixe que a sua mensagem seja inspiradora para si também e lembre-se dos motivos pelos quais a está a apresentar.
  • Treine bastante. Se ensaiou o suficiente, tenderá a estar muito mais seguro do que vai acontecer. Vai reduzir muito as variáveis imprevistas. Esteja à vontade no seu discurso para poder depois desfrutar do prazer de falar para outras pessoas.
Todos sabemos que o medo leva a que aconteça o que mais receamos… O medo de falar em público vence-se com o treino e a prática. (exatamente por esta ordem). Enfrente a realidade mas prepare-se para ela. Treine para os primeiros eventos, tornando-os algo que lhe vai trazer força em vez de permitir que sejam momentos que lhe tiram a confiança.
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Exercise Summit 2017, o primeiro de muitos! (assim esperamos)

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Recentemente a palavra Summit entrou na realidade portuguesa e não parece dar sinais de sair nos próximos anos. E ainda bem que assim é!

summitWebsummit, Global leadership Summit, eHealth Summit, Air Summit, Archi Summit… e agora o Exercise Summit. Muitas áreas do conhecimento procuraram dinamizar-se inspiradas no conceito de Summit, que não sendo um conceito novo, ganhou novos modelos e entrou rapidamente no vocabulário português. Já era tempo! Temos o país ideal para organizar e acolher este tipo de eventos, e para isso é importante não só atrair os eventos internacionais que decidem deslocar-se para cá, como também criar valor, produzindo de raiz os nossos próprios eventos e conteúdos. Parabéns por isso à EXS, organizadora do 1º ExerciseSummit em Portugal. O tema é excelente, bem como o sentido de oportunidade.

Numa altura em que começa a existir uma maior consciência da enorme ligação entre a saúde e o exercício físico, carecem também os profissionais de desporto, de entidades que os formem, credibilizem e atualizem no que diz respeito aos seus próprios conhecimentos. Em áreas como a saúde e o desporto, a evolução nos últimos anos tem sido incrível. E muitas das diretrizes que se julgavam corretas, vêem-se hoje completamente erradicadas pelos mais diversos motivos. Numa sociedade onde os Personal Trainers (ou treinadores pessoais) são cada vez mais populares, é importante que a sua credibilidade, ética, boas práticas e formação sejam também reforçados.

Mas desengane-se quem achar que o ExerciseSummit é um evento apenas para profissionais altamente técnicos, para lá do entendimento do “comum dos mortais”. Nada disso! Tanto a organização como a informação que foi sendo transmitida pelos oradores, embora técnica, foi sempre acessível e interessante para qualquer pessoa que goste de aprender e pratique exercício físico. Samuel Corredoura, Jaime Milheiro, João Moscão, Luís Gonçalves, André Matias, Lucas Leal, Nuno Pinho, Eduardo Carpinteiro, foram os donos do palco, com Hugo Moniz, como grande promotor do evento e fundador da EXS Exercise School.

summitNo Lagoas Park Hotel, fomos recebidos de forma descontraída, e perto da hora de arranque lá estávamos para ouvir a primeira palestra acerca das práticas potencialmente perigosas no fitness. A iatrogenia significa doença ou lesão causada por ou resultante do tratamento médico. É sem dúvida um conceito a reter. Quantos treinos para corrigir um problema ou uma dor foram mal administrados? Quantas vezes esses treinos só vieram agravar a lesão que a pessoa trazia? Samuel Corredoura exemplificou algumas práticas perigosas, que são hoje comuns nos ginásios um pouco por todo mundo. E explicou que não é por acaso que há uma forma correta de fazer as coisas no que diz respeito ao exercício.

No que diz respeito à saúde, ficou também uma excelente ideia que vem valorizar e destacar o trabalho e a responsabilidade dos treinadores pessoais: “um médico está 15 a 20 minutos com um paciente numa consulta, um PT tem 1 hora por semana. Podemos de facto mudar!” Este assumir de responsabilidades e esta forma “educacional” de mostrar aos profissionais de fitness que o seu trabalho é importante e deve ter consequências é importante. É claro que a medicina é importante. Mas os profissionais de fitness têm uma oportunidade única para trabalhar ao longo do ano todos os hábitos dos seus clientes. De trabalhá-los e motivá-los para que vivam melhor e com mais saúde.

Por falar em Saúde, Jaime Milheiro, diretor clínico da Clínica Médica de Exercício no Porto, especialista em medicina desportiva, veio falar de Doenças de adaptação dos tempos modernos. Há inúmeras novas doenças que derivam dos tempos modernos. O conceito de “never offline” é hoje uma realidade na maioria da sociedade. E com ela vêm novas doenças não só físicas, como psicológicas. A postura arqueada das costas devido à frequente consulta do telemóvel, a postura da secretária, da cadeira de escritório, do teclado e dos diversos wearables que cada vez mais fazem parte da nossa vida…

Reforçando a ideia de que os conhecimentos evoluem todos os dias, Jaime Milheiro diz “de 5 em 5 anos 30% de todo o conhecimento médico inverte-se! Não só muda como passa muitas vezes a ser o oposto. É fácil ficarmos obsoletos.” Conceitos como o “overtraining” eram desconhecidos ou simplesmente não existiam. Hoje diz-se que o excesso de treino existe e tem consequências negativas na longevidade de um atleta. A carga alostática significa que a acumulação de stress não aliviado poderá ser danosa. Os atletas continuam a cometer constantemente este erro. Treino a mais significa portanto menos equilíbrio e menos longevidade. O stress crónico pode inclusivamente desencadear outras doenças, como por exemplo, a diabetes.

Retivemos também algumas indicações que tomam a forma de “provocações” no sentido de estarmos atentos aos nossos hábitos de vida: “De 1983 a 2009 a diabetes aumentou sete vezes!” Acrescentamos nós que, 1 em cada 4 americanos sobre de Diabetes tipo 2. (segundo a CDC). A obesidade afeta mais de um terço dos adultos americanos. Muitos deles tenderão a desenvolver diabetes e outras doenças associadas se nada fizerem para mudar a sua saúde. Para os que têm problemas porque acham que dormem demasiado, deixamos aqui algum consolo: a privação do sono é uma das causas para aumentar o peso.

A cimeira continuou com João Moscão a assegurar que os alongamentos assistidos são “inconsequentes, (senão mesmo contra produtivos) e perigosos”. Abordaremos futuramente o ensaio da sua autoria, num artigo mais focado no tema. Mas servirá também para mostrar esta necessidade de atualização permanente dos conhecimentos entre os profissionais de fitness. Afinal de contas, qual é o PersonalTrainer num ginásio que não recebeu na sua formação a indicação para fazer esses alongamentos ao seu cliente?

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Não queremos terminar esta primeira reportagem sobre o evento sem antes mencionar algumas ideias trocadas por Luís Gonçalves, psicólogo clínico e diretor clínico da Psinove. E também porque é extremamente oportuna uma abordagem psicológica e social à nossa saúde. Vivemos numa sociedade cada vez mais focada na produtividade. Temos que estar sempre a fazer alguma coisa. E quando não estamos, chegamos inclusive a ter sentimentos de culpa. Relaxar sem culpa é algo cada vez mais incomum. E as perturbações de stress e ansiedade são cada vez mais comuns. Ao longo da vida, desaprendemos de saber usufruir da quietude. Dá que pensar… também dá que pensar que em Portugal a primeira palavra que as crianças tendem a aprender é “não”. E sabendo que aprendem por observação, é fácil concluirmos que somos uma sociedade pouco afirmativa e com propensão maior à critica.

Lastbutnotleast, fica uma ideia que partilhamos como frase motivacional “As pessoas que praticam exercício físico tendem a tolerar melhor a frustração”. Se suportam mais a dor e conseguem manter-se motivadas, faz todo o sentido. Fica mais essa motivação extra para que nos levantarmos do sofá para ir fazer algum exercício. “Endurance” é a palavra-chave para encerrar a reportagem.

Já vamos longos mas o feedback que queremos deixar a todos é claramente positivo. ExerciseSummit 2017, foi o primeiro de vários, e ficou a garantia de que a 11 Maio de 2018 podemos contar com o segundo ExerciseSummit (promessa da própria equipa da EXS).

Nós agradecemos e o fitness também.
Até lá!