Publicado em

Como pode a Astrologia ajudar-me a conhecer o meu filho?

Fui uma mãe tardia. Com uma lua em Capricórnio, só me decidi pela maternidade aos 40 anos e, até aí, confesso que respeitava mas não compreendia tudo o que implica a parentalidade. Tendo Urano na Casa 5, associada aos filhos, sabia que ser mãe iria revolucionar a minha vida mas decidi aceitar o desafio! Mas deixar uma vida em que disponibilizava todo o tempo para os meus interesses e necessidades para focar a minha atenção numa criança cuja sobrevivência dependia de mim e da minha capacidade de responder às suas necessidades foi um choque maior do que esperava!

Nunca fui muito maternal e nunca tive grande jeito para lidar com crianças. Não gostava de pegar em bebés pequenos porque tinha medo de os deixar cair. E, de repente, ali estava eu a ter que lidar com todas estas minhas limitações! E para apimentar a experiência, fui premiada com um bebé bastante enérgico, com dificuldade em dormir e alimentar-se, e dado àquelas birras que todos conhecemos! Sabia que apenas a experiência diária me ensinaria a parte prática de ser mãe. Mas também tinha uma “ferramenta” que me poderia ajudar a conhecer melhor o meu filho e a interagir com ele de uma forma mais construtiva para ambos – a interpretação do seu Mapa Natal.

Quando um bebé nasce encontra-se praticamente em modo de sobrevivência, em que o inconsciente (Lua) predomina sobre o consciente (Sol). É, portanto, uma fase em que as características da Lua Natal e a sua disposição no mapa ganham relevância e as reações são bastante instintivas. A Lua Natal vai também caracterizar o tipo de experiência que a criança tem com a mãe nos primeiros anos de vida e como esta experiência vai influenciá-la nas suas necessidades emocionais futuras.

O meu filho nasceu com uma Lua em Gémeos colocada exatamente na cúspide da Casa 12, tendo Saturno em Sagitário em oposição exata, colocado na cúspide da Casa 6. Este posicionamento reflete o choque do seu nascimento por cesariana programada, em que, subitamente, foi arrancado da segurança do útero materno (Casa 12) para a vida exterior (Casa 6). Esta separação abrupta reflete-se num sentimento de privação da presença da mãe que foi reforçado pelo facto de ele ter ficado os 10 dias seguintes numa incubadora. Este tipo de relação entre a Lua e Saturno representa geralmente um sentimento psicológico de não poder contar com a nutrição maternal, refletindo-se nalguma dificuldade na expressão e entrega emocionais na vida futura. Este traço psicológico vai acompanhá-lo ao longo da vida, sem que nada mais eu possa fazer do que tentar minimizá-lo estando o mais presente possível e expressando todos os dias o amor que sinto por ele! Talvez seja este o lado representado pela ligação da Lua natal a Vénus e Marte em sexil e a Mercúrio em trígono. E quando for mais crescido saberei provavelmente compreender porque poderá vir a ser mais fechado, parecer mais frio ou inseguro e necessitar dos seus momentos de recolhimento, que terei de respeitar sabendo que é uma característica sua e não um eventual ”problema”.

No Mapa Natal do meu filho o elemento fogo está tem uma forte presença, com um grande trígono entre Vénus e Marte em Carneiro, Júpiter em Leão e Saturno em Sagitário. Representando Vénus aquilo que nos dá prazer e estando conjunto a Marte (energia e iniciativa) domiciliado em Carneiro, amplificados por Júpiter em Leão, sei que o meu filho necessitará de gastar muita energia física e terá provavelmente muito prazer em atividades desportivas, apreciando o lado competitivo pelo que tentarei promover-lhe essas experiências.

Por outro lado, o posicionamento dos Nodos Lunares, de Carneiro para Balança e da Casa 10 para a Casa 4, com Plutão na Casa 7, sugerem um caminho evolutivo no sentido de trabalhar os relacionamentos e o lado familiar pelo que será benéfico promover atividades desportivas/competitivas a pares, em que terá que trabalhar o sentido de equipa em vez do triunfo pessoal que naturalmente já lhe está associado. Mercúrio em Aquário confere-lhe uma mente rápida, original, visionária, criativa e vanguardista, podendo ter dificuldade em integrar-se no sistema de ensino convencional. A ligação de Mercúrio por trígono à Lua em Gémeos amplifica a curiosidade, o gosto pela comunicação e o interesse constante por assuntos novos, dificultando a capacidade de se focar num tema por muito tempo. A ligação por sextil a Marte em Carneiro sugere um gosto por discussões e a capacidade de defender verbalmente os seus ideais e opiniões acerrimamente.

Conhecendo estas características, percebo que se trata de uma criança a quem não se pode dizer “fazes porque eu mando!” pois isso apenas trará teimosia e revolta. Mas provavelmente conseguirei que colabore comigo se lhe explicar as razões porque tomo certas posições ou vou contra a vontade dele. Este é apenas um exemplo muito sucinto da informação que o Mapa Natal dos nossos filhos nos pode providenciar, ajudando-nos a compreendê-los melhor e a orientá-los no sentido de desenvolver os seus dons, reconhecendo também as suas dificuldades.

Nós, mães e pais, temos um papel relevante a desempenhar no percurso que a alma dos nossos filhos escolheu percorrer nesta vida, seja como veículos de alguns “traumas” que os marcarão ou como motores que os orientam e incentivam. Ao tomarmos consciência das dinâmicas pessoais dos nossos filhos é-nos dada a possibilidade de agir de forma proativa no seu crescimento pessoal!

Publicado em

Barriga Feliz: receitas e nutrientes para mamãs e bebés saudáveis

A nutrição é algo crucial durante a gravidez e afeta mães e bebés, mais do que provavelmente imagina. Existem falhas na educação e conhecimento sobre os benefícios proporcionados por boa comida fresca para a saúde dos nossos corpos e das nossas crianças por nascer. Na verdade, este livro de culinária lembra-me de passar mais tempo a exercer aconselhamento nutricional às minhas pacientes grávidas. Para que elas entendam e adotem um estilo de vida em que comam bem, não somente durante estas quarenta semanas mas durante os anos seguintes.

Barriga Feliz oferece dicas e truques para que o cozinhar e a alimentação saudáveis se tornem numa simples prioridade. Estes meses de gravidez estão repletos de inspiração em tomar boas decisões para a alimentação do seu bebé. Optar por alimentos frescos e cozinhá-los estimulará um peso saudável e aumentará o valor nutricional das refeições.

Além disso, estes gestos simples podem prevenir muitos dos problemas relacionados com a nutrição e o peso que nos atormentam. Muitos de nós fazem demasiadas refeições em restaurantes ou em viagem, recorrendo a drive-ins de restaurantes de fast food. Estão a perder-se aptidões de cozinha que costumavam ser passadas de geração em geração. Hoje em dia, a refeição familiar caseira tradicional deixou de ser a regra para passar a ser a exceção. Este livro de culinária fornece ideias realistas e acessíveis para uma alimentação saudável durante e depois da gravidez.

O Barriga Feliz encoraja os pais a arranjarem tempo para cuidarem dos seus e dá esperança para o regresso da tradicional refeição familiar caseira. A parte «Cozinha cheia: abastecer-se para um apetite de grávida» foi pensada especialmente para futuras mães que tendem a passar o dia a correr, sem parar para planear as refeições. Não há nada pior do que estar grávida e exausta e sentir que não tem nada em casa. O Barriga Feliz mostra-lhe como é fácil ingerir comida saudável sem ter de passar horas na cozinha. Mais, dominar a arte de planear uma boa alimentação é uma prática formidável para os dias mais agitados da maternidade!

O Barriga Feliz também lhe dá dicas importantes para diferentes etapas da gravidez. As náuseas do primeiro trimestre fazem com que muitas mulheres se limitem ao que quer que se mantenha no estômago. Estas doze semanas iniciais são a altura crucial para o desenvolvimento do feto. As sugestões para se livrar do enjoo matinal no capítulo «O que comer quando não se quer comer» são inestimáveis. Mais tarde, quando o seu bebé em crescimento começar a apoderar-se do seu espaço digestivo, as receitas para refeições mais leves e as ideias para porções mais pequenas em todos os seis capítulos ajudá-la-ão a manter-se confortável e ainda assim bem alimentada.

Saiba mais sobre o livro AQUI.
Publicado em

«Como pais, nós sabemos no nosso coração o que os nossas crianças precisam»

Aqui está uma história incrível sobre uma mãe que ignorou totalmente o que os especialistas diziam sobre seu filho, com autismo. Em vez disso, ela seguiu seus próprios instintos – com resultados surpreendentes.

O filho de Kristine Barnett, Jacob foi diagnosticado com autismo quando ele tinha 2 anos, e os médicos disseram que ele nunca iria falar. Ela tentou programas de educação especial e terapias destinadas a resolver suas limitações. Quando os professores lhe disseram que não havia esperança, ela rebelou-se e fez o seu próprio caminho.

“Muitas pessoas pensaram que eu tinha perdido a cabeça”, lembra ela.

Em vez de se concentrar nas limitações de Jacob, Kristine investiu naquilo que ele gostava e captava o seu interesse. Agora, o seu filho de 15 anos de idade, está a caminho de ganhar um Prémio Nobel por seu trabalho em física teórica. (…)

“Ele gostava de comportamentos repetitivos. Ele gostava de brincar com um copo e olhar para a luz, torcendo-o por horas a fio. Em vez de lhe tirar o copo, eu dei-lhe 50 copos, enchi-os com água a diferentes níveis e deixei-o explorar”, diz ela. “Eu rodeei-o com o que ele adorava.”

Quanto mais ela fez isso, mais funcionava. Então, uma noite quando se estava a deitar, Jacob falou. “Foi como música … porque todos tinham dito que era uma coisa impossível”, Kristine lembra. “Eu ia deitá-lo todas as noites e dizia: ‘Boa noite, bebé Jacob, você é meu anjo bebé, e eu amo-te muito. “Uma noite, ele olhou-me diretamente nos olhos e disse: “Boa noite bebé.”

Jacob é agora um estudante de física teórica no Instituto Perimeter em Waterloo, Ontário, com um QI maior do que Einstein.

Kristine narra incrível jornada e avanço de seu filho no seu livro Salvo pelas Estrelas: Como o amor de uma mãe salvou um génio das mãos do autismo.

Quando ela fala com outras mães que têm filhos autistas, distúrbios de aprendizagem, ou outras deficiências, ela diz-lhes: “É muito importante que, você não deixe que o rótulo defina o seu filho. Em que é que o seu filho é bom? Deixe que isso o defina. Criar motivações que são autodirigidas. Deixe-os perseguir o que eles amam.”

“Como pais, nós sabemos nos nossos corações o que é que as nossas crianças precisam”,  diz Kristine “e precisamos confiar um pouco mais. Mesmo que isso vá contra o que os outros dizem “.

Adaptado do artigo de Stephanie Cook Broadhurst/The Mother List

Saiba mais sobre o livro AQUI.