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Mitos do Envelhecimento do Cérebro

envelhecimento

Para descobrir qualquer nova promessa que o cérebro superior possa conter, temos primeiro de resolver um antigo mistério. Não há mais antigo — ou maior — mistério do que o envelhecimento. Até recentemente, só elixires mágicos, poções ou a fonte da juventude eram fugas possíveis à devastação da idade. O recurso à magia mostra quão perplexa estava a mente. O envelhecimento é universal, sem ninguém poupar, e, contudo, medicamente falando, nunca ninguém morre de velhice. A morte ocorre quando pelo menos um sistema-chave do organismo sucumbe, e o resto do corpo vai então atrás. O sistema respiratório está quase sempre envolvido: a causa imediata de morte para a maioria de nós será uma paragem respiratória. Mas pode-se igualmente morrer de falha cardíaca ou renal. Entretanto, virtualmente todo o material genético do corpo pode estar viável no momento em que falha o sistema-chave.

Como impedir que esse único sistema crítico deite tudo o resto abaixo? Ter-se-ia de prestar atenção a todo o corpo a vida inteira. A previsão é extremamente difícil. Diversos fatores impedem seja quem for de ver com antecedência onde levará em última análise o processo de envelhecimento.

Incerteza 1: O envelhecimento é muito lento.

Tem início por volta dos trinta anos e progride sensivelmente à razão de um por cento ao ano. Esta lentidão impede-nos de observar de facto uma célula a envelhecer. Vemos os efeitos apenas passados anos. Nem estes efeitos são uniformes. Para cada aspeto de deterioração mental e física, algumas pessoas melhoram de facto com a idade. Ao fazerem exercício bastante, podem tornar-se mais fortes do que eram em novas. Para umas poucas afortunadas, aos noventa anos a memória pode melhorar em vez de declinar. O envelhecimento é como um exército esfarrapado, no qual algumas células avançam diante das outras, mas todo o exército se move a passo de caracol e com grande furtividade.

Incerteza 2: O envelhecimento é único.

Toda a gente envelhece de maneira diferente. Gémeos idênticos que nascem com o mesmo ADN terão perfis genéticos completamente diferentes aos setenta anos de idade. Os seus cromossomas não terão mudado, mas décadas de experiência de vida terão levado a que a atividade dos seus genes tenha sido ligada e desligada num padrão único. A regulação de cada célula, minuto a minuto durante milhares de dias, faz com que os seus corpos envelheçam de formas imprevisíveis. Em geral, somos duplicados genéticos uns dos outros no momento do nascimento mas completamente únicos no momento da nossa morte.

Incerteza 3: O envelhecimento é invisível.

Os aspetos do envelhecimento que vemos no espelho — cabelo grisalho, rugas, pele fl ácida, e por aí adiante — indicam que algo se passa ao nível celular. Mas as células são imensamente complicadas, sujeitas a milhares de reações químicas por segundo. Estas reações são fixas e automáticas. Estabelecem-se ligações entre várias moléculas, dependentes das propriedades atómicas dos elementos que constituem o organismo, principalmente os grandes seis — carbono, hidrogénio, nitrogénio, oxigénio, fósforo e enxofre. Se estes átomos forem agitados num recipiente de laboratório, executarão reações automáticas em milionésimos de segundo. Por si só, o fósforo é tão volátil que numa inflamável colisão com oxigénio, explodirá. Mas ao longo de milhares de milhões de anos, os organismos vivos desenvolveram combinações incrivelmente intrincadas que impedem tão cruas interações. O fósforo nas suas células não é explosivo. Entra num químico orgânico conhecido por ATP, adenosina trifosfato, uma componente-chave na ligação de enzimas e transferência de energia.

Um biólogo poderia passar toda uma vida a estudar a forma como somente esta complexa molécula opera no interior da célula, e contudo o controlador de cada reação permanece invisível e desconhecido. Enquanto uma célula funcionar regularmente, ninguém precisa de ver o controlador.

Uma espécie de inteligência química está claramente em ação, e basta dizer que o ADN, porque contém o código da vida, é o princípio e o fim de tudo o que ocorre no interior de uma célula. Mas devido ao envelhecimento, as células param de funcionar com completa eficiência, e é então que o elemento invisível ergue a cabeça. Os átomos não têm a capacidade de descambar, mas as células têm. Porquê e como, não é previsível — isso apenas é detetado depois se se dar uma reviravolta errada.

Todas estas incertezas conduzem a uma única conclusão. Não há alternativa a prestar atenção ao seu corpo todo durante toda a sua vida. Mas essa é precisamente a coisa que a maior parte das pessoas acha quase impossível de fazer. As nossas vidas estão cheias de contrastes, e nós estamos viciados nos seus altos e baixos. Caminhar a direito sem desvios parece enfadonho. Implica uma espécie de sufocante puritanismo, em que a autonegação é regra e o prazer exceção. O verdadeiro desafio, tal como o vemos, é tornar toda uma vida de bem-estar tão desejável que deixe de ser uma penitência.

Como começar? Independentemente da abordagem que você faça ao antienvelhecimento, o seu cérebro está envolvido. Nenhuma célula do organismo é uma ilha — todas recebem um fluxo ininterrupto de mensagens do sistema nervoso central. Certas mensagens são boas para as células, e outras são más. Comer um cheeseburger todos os dias envia um tipo de mensagem; comer brócolos cozidos a vapor envia outra. Estar casado e feliz envia uma mensagem diferente de estar só e isolado. Você quer claramente enviar mensagens que digam a cada célula para não envelhecer. Aí reside a promessa. Se conseguir maximizar as mensagens positivas e minimizar as negativas, o antienvelhecimento torna-se uma possibilidade real.

Acontece que o antienvelhecimento é um gigantesco circuito de retroalimentação que dura toda uma vida. O termo circuito de retroalimentação é recorrente neste livro pois a ciência está cada vez mais a descobrir a forma como estes circuitos funcionam.

Em 2010 um excitante estudo conjunto da Universidade da Califórnia em Davis e da UC em São Francisco revelou que a meditação leva ao aumento de uma enzima crucial chamada telomerase. Na extremidade de cada cromossoma está uma estrutura química repetitiva chamada telómero, que atua como ponto final no fim de uma frase — encerra o ADN do cromossoma e ajuda a mantê-lo intacto.

Nos últimos anos, o desgaste dos telómeros tem sido ligado ao colapso do organismo à medida que envelhece. Devido a uma divisão celular imperfeita, os telómeros ficam mais curtos, e surge o risco de que o stress degrade o código genético de uma célula. Parece ser importante ter telómeros saudáveis, e portanto é uma boa notícia o facto de que a meditação pode aumentar a enzima que reabastece os telómeros, a telomerase.

Esta investigação soa altamente técnica, sobretudo do interesse de biólogos celulares. Mas o estudo da UC foi um passo mais longe e demonstrou que os benefícios psicológicos da meditação estão ligados à telomerase. Elevados níveis de telomerase, que parecem ser igualmente suportados por exercício e uma dieta saudável, fazem parte de um circuito de retroalimentação que resulta, por surpreendente que pareça, numa sensação de bem-estar pessoal e na capacidade de fazer face ao stress.

Esta descoberta única ajuda a cimentar o princípio mais básico da medicina mente-corpo: o de que cada célula espia o cérebro. Uma célula renal não pensa por palavras; não diz para consigo própria: Tive um dia horrível no trabalho. O stress está a matar-me. Mas participa sem palavras desse pensamento. A meditação traz uma sensação de bem-estar à mente, ao mesmo tempo que passa a mesma sensação, através de um químico como a telomerase, ao seu ADN. Nada é excluído do circuito de retroalimentação. A conexão mente-corpo é real, e as escolhas fazem a diferença. Com esses dois factos assentes, o cérebro antienvelhecimento contém indizível promessa.

Prevenção e Riscos

Sem saber porque envelhecemos, a medicina fez a abordagem de que o envelhecimento é como uma doença. Os germes causam danos celulares, e o mesmo faz o envelhecimento. É sensato que se foque em manter o seu corpo saudável e a funcionar. O lado físico do antienvelhecimento é similar a programas de prevenção para qualquer distúrbio resultante do estilo de vida. Façamos uma revisão dos pontos principais. Soarão familiares após décadas de campanhas de saúde pública — e contudo não deixam de ser uma parte vital do seu bem-estar físico.

COMO REDUZIR OS RISCOS DE ENVELHECIMENTO

Faça uma alimentação equilibrada, cortando nas gorduras, açúcar e alimentos processados. A dieta preferida é a mediterrânica: azeite em vez de manteiga, peixe (ou fontes de proteínas à base de soja) em vez de carne vermelha, cereais integrais, legumes, mistura de frutos secos, fruta fresca e vegetais integrais que providenciem muita fibra.

Evite comer em excesso.

Pratique exercício moderado pelo menos uma hora três vezes por semana.

Não fume.

Beba álcool, de preferência vinho tinto, com moderação, ou nenhum de todo.

Use cinto de segurança.

Tome precauções para evitar acidentes domésticos (desde chãos escorregadios, escadas íngremes, riscos de incêndio, passeios gelados, etc.).

Durma uma boa noite de sono. Pode ser igualmente proveitoso com o avançar da idade fazer uma pequena sesta à tarde.

Mantenha hábitos regulares.

Em termos de prevenção, o lado físico do antienvelhecimento está sempre a ser refinado. Tome a questão da obesidade, que atingiu agora proporções epidémicas na América e Europa Ocidental. O excesso de peso é desde há muito reconhecido como fator de risco para muitos distúrbios, incluindo doença cardíaca, hipertensão e diabetes Tipo 2. Mas agora um tipo específico de gordura, a gordura abdominal, está a ser apontado como o tipo mais nocivo. A gordura não é inerte como a gordura de uma barra de manteiga. Está constantemente ativa, e a gordura abdominal envia sinais hormonais que são nocivos ao organismo, bem como alteradores do equilíbrio metabólico. Infelizmente, o exercício por si só não nos livra da gordura abdominal. É necessário um programa geral de perda de peso e exercício; ingerir bastante fibra parece igualmente ajudar a combater a gordura abdominal.

Dada a nossa profusão de refinado conhecimento, o verdadeiro problema jaz noutro lado, na conformidade. Saber o que é bom para nós e fazê-lo são duas coisas diferentes. O exercício é um constante batucar dos conselhos de prevenção, e contudo estamos a tornar-nos uma sociedade cada vez mais sedentária. Menos de 20% dos adultos fazem a quantidade de exercício recomendada para uma boa saúde; uma em cada dez refeições é ingerida no McDonald’s, onde a comida é rica em gordura e açúcar e quase desprovida de fibras e vegetais.

A conformidade é difícil quando o seu cérebro está programado para fazer as escolhas erradas. Certos sabores, por exemplo — especialmente salgados, doces e ácidos —, são tão imediatamente atrativos que gravitamos direitos a eles. Com a repetição, estes sabores tornam-se os nossos preferidos. Com repetição suficiente, tornam-se os sabores a que deitamos mão automaticamente, vitimizados por um hábito inconsciente. (A indústria de snacks tem um termo — ritmo de mascar — para descrever a forma automática como as pessoas metem na boca pipocas, batatas fritas ou amendoins sem parar até a embalagem ficar vazia. Este é o suprassumo do comportamento inconsciente, considerado altamente desejável entre fornecedores deste tipo de comida mas desastroso para a dieta de qualquer um.)

É inútil que os peritos de saúde censurem o público ano após ano para que mude de hábitos e depois esperem conformidade. Menos eficaz ainda é você censurar-se a si próprio. Quanto pior se sentir consigo mesmo, mais probabilidades terá de se deixar desencorajar. Uma vez desencorajado, acontecem duas coisas. Primeiro, vai ficando entorpecido, farto de se debater consigo próprio. Segundo, procura um paliativo para o seu desconforto, usualmente através de distrações. Vê televisão ou procura rápidas fontes de gozo comendo snacks doces e salgados. Desta forma, o esforço de fazer melhor acaba por fazer pior. Se a censura resultasse realmente, os Estados Unidos seriam uma nação de praticantes de jogging acotovelando-se para chegar à secção de produtos orgânicos do supermercado.O envelhecimento é um processo muito longo. Um curso de gestão de stress, uns quantos meses de ioga, tornar-se vegetariano durante uns tempos — são todos pontos no ecrã no que toca ao lento arrastar da idade. Claramente, para prevenir o envelhecimento, temos de solucionar o problema da não conformidade.

Deepak Chopra em Supercérebro

Foto de Keren Perez em Unsplash

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Leite: Faz bem ao corpo?

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Uma paciente veio ao meu consultório a queixar-se de dores nas costas após uma queda. A radiografia mostrou osteoporose avançada e uma fratura grave na região lombar. Quando lhe mostrei a radiografia, disse-me que, de forma nenhuma, poderia ter ossos frágeis porque bebia dois copos de leite por dia. Tal como esta paciente, milhões de pessoas já ouviram dizer que, se queremos ter ossos fortes, temos de beber leite.

Afinal, o leite fornece cálcio, fortalece os dentes, mantém o coração saudável e impede os ossos de se tornarem frágeis e quebradiços (osteoporose). Contudo, isto não é verdade. Eis o que não dizem:

1. O leite de vaca pasteurizado não é uma boa fonte de cálcio. Um dos piores efeitos colaterais da pasteurização é que torna insolúvel a maior parte do cálcio contido no leite cru.

2. O benefício da vitamina D, vista como um dos ingredientes essenciais do leite, é insignificante. Na verdade, os níveis de vitamina D no nosso sangue são minimamente afetados por fontes dietéticas como o leite.

3. O leite é a alergia mais comum, afetando 8 em cada 10 adultos, provocando-lhes sintomas que eles nem sequer associam ao consumo de produtos lácteos. A intolerância e a alergia a leite de vaca são também um fator na síndrome de morte súbita infantil. Os bebés que consomem leite de vaca têm uma probabilidade 14 vezes superior de morrerem de complicações renais e 4 vezes superior de morrerem de pneumonia, relativamente aos bebés amamentados.

5. O leite envelhece o corpo e enfraquece os ossos.

Em defesa do leite

Sou contra o leite? Não. E acho que todos os mamíferos deviam bebê-lo — durante a infância, e apenas leite proveniente das suas próprias espécies.

Leite na infância. Somos a única espécie que bebe leite de outro animal durante a idade adulta. Alguma vez viu um chimpanzé adulto a ser amamentado por um elefante ou um gato adulto a sê-lo por um cavalo? Não!

Porque simplesmente não é natural. Todos os mamíferos amamentam as suas próprias espécies durante um curto período de tempo imediatamente após o nascimento. Depois do desmame, nunca mais bebem leite.

Na natureza, não há nenhuma espécie que beba leite durante a idade adulta. Então porque é que a média de consumo de leite dos adultos nos EUA é de 82 litros por ano?

Leite de espécies específicas. As necessidades nutricionais para mamíferos bebés são satisfeitas pelas características únicas do leite produzido pela sua própria espécie. Uma vaca fornece à sua cria hormonas, proteínas, enzimas e anticorpos que previnem doenças e ajudam o metabolismo e o crescimento específicos da sua espécie, da mesma forma que as mães humanas o fazem com os seus bebés.

Por exemplo, a caseína é a principal fonte de proteína encontrada no leite de vaca. É esta proteína que faz com que um bezerro de 45 quilos se torne num animal adulto de 900. O bebé humano pesa, em média, menos de 3,5 quilos e cresce até se tornar um adulto de 75 quilos.

Abasteceria a sua mota com combustível de foguetões? Então porque é que haveria de abastecer o corpo humano com o combustível adequado a um animal gigantesco?

A ciência provou que as crianças precisam de leite materno humano. Um bebé que não é amamentado tem um risco 10 vezes maior de ser hospitalizado durante o primeiro ano de vida, um risco 60 vezes maior de ter pneumonia e pode ter um QI significativamente menor, bem como dificuldades comportamentais ou de discurso. Terá, ainda, um risco maior de sofrer de asma, alergias, problemas digestivos, infeções, diabetes tipo 1, eczema, de vir a desenvolver linfomas e leucemia, bem como um maior risco de obesidade.

A ironia: muitos dos problemas de saúde prevenidos pela amamentação humana são causados pela ingestão de leite de vaca. Em meados do século XIX, o leite materno humano foi substituído por leite de vaca para situações de emergência (como quando a mãe morre ao dar à luz). Como resultado, muitas das crianças morreram. A grande concentração de proteína no leite de vaca foi demasiada para os seus rins, causando desidratação.

Bigodes de leite e os média

Está na altura de fazermos a grande pergunta: se o leite de vaca é tão pouco saudável para os seres humanos, porque é que os média o retratam como uma bebida altamente saudável? Já ouviu falar de oferta e de procura?

A indústria dos laticínios é constituída por grandes organizações. A Dairy Farmers of America (DFA ) tem 16 mil agricultores, que produzem cerca de 28 mil milhões de litros por ano, e faz 8 mil milhões de dólares. O National Dairy Council (NDC ) declara trabalhar em colaboração com aqueles que estão comprometidos em assumir a liderança da promoção da saúde e do bem‑estar infantil.70

A American Dairy Association and Dairy Council, Inc. (ADADC ) assume, igualmente, um objetivo interessante — quando vi o site corporativo, tornaram-se claras, de imediato, as suas motivações (adicionei itálicos e negritos para enfatizar).

Missão: «A ADADC, Inc. é criada e dirigida por agricultores com o propósito de aumentar as vendas e a procura de produtos lácteos. A ADADC, Inc. trabalha com a Dairy Management Inc.™ e é responsável por aumentar a procura de produtos lácteos produzidos nos EUA (…).»

Propósito: Em prol dos agricultores dos EUA, aumentar as vendas e a procura de ingredientes e produtos lácteos dos EUA.

Papel: Trabalhar de forma proativa e em parceria com líderes para aumentar e aplicar o conhecimento, criando oportunidades para expandir os mercados lácteos.

Visão: Iniciar perspetivas visionárias, procurar agressivamente novas oportunidades e implementar programas inovadores que criem um mercado de produtos lácteos mais forte.

Ou seja, a missão, os propósitos, o papel e a visão da ADADC focam-se numa só coisa: fazer dinheiro! O palavreado expressa motivações que se referem a aumentar as vendas, construir mercados (não ossos) mais fortes e criar oportunidades para os expandir. Porque é que a declaração da missão não refere ajudar a humanidade? Alimentar os pobres? Criar ossos e músculos fortes ou ajudar as pessoas a perder peso? Esse tipo de propaganda acerca dos laticínios é deixada para as empresas de publicidade. As vacas não são as únicas a ser exploradas.

Dr. David Friedman em Afinal o Que Raio Devemos Comer?

Uma foto de Brian Suman em Unsplash

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A Beleza Natural

beleza
A Beleza

Na nossa vida quotidiana, encontramos, inevitavelmente, a palavra beleza. Se levantarmos os olhos enquanto fazemos compras encontraremos diversos corredores atafulhados de produtos que prometem tornar‑nos mais belos. Existem incontáveis revistas e websites dedicados à beleza, que nos ensinam diversas maneiras de perder peso, escolher o batom perfeito, criar olhos esfumados  e copiar as últimas tendências. Se pararmos e olharmos em volta, para a nossa cultura, o conceito de beleza parece muito importante. Mas o que é, exatamente, a beleza, e, quando pensamos nesta palavra, o que significa para nós?

Hoje, procura-se ir mais além da imagem e Beleza está relacionada com bem-estar por dentro e por fora. Deepak Chopra e Kimberly Snyder juntaram-se e criaram um programa baseado em seis pilares de vida saudável:

  • Alimentação
  • Cuidados com o corpo
  • Sono
  • Uma vida mais em sintonia com a natureza
  • Movimento
  • Espiritualidade
O livro, as receitas e os tratamentos caseiros

No livro Beleza Natural,  editado pela Self, os autores dão-nos receitas saudáveis e nutritivas, dicas para melhorar a nossa digestão, como desintoxicar ou proteger o nosso fígado e formas de reduzir os produtos químicos tóxicos, radiações e poluição no corpo.

No cuidado exterior, aprendemos a fazer tratamentos caseiros e outros cuidados com ingredientes naturais, para tratar desde o acne às rugas, passando pelo cuidado com o cabelo, unhas, entre outros.

O sono e o bem-estar

É importante percebermos a ligação entre o sono, a beleza e o bem‑estar. Os efeitos de um sono insuficiente passam por um maior envelhecimento, especialmente da pele, uma maior probabilidade de desequilibro hormonal, ansiedade e um sistema imunitário fragilizado. Segundo os autores é importante criar uma rotina e mecanismos que nos ajudem a dormir o número de horas que o nosso corpo necessita e um sono com qualidade.

Conectarmo-nos com a natureza, fazermos algum exercício e meditação são algumas práticas que nos ajudarão a atingir a saúde plena e a sentirmo-nos bem e bonitas, por dentro e por fora.

A Beleza Natural tem a ver com ver‑se a si mesmo na luz, que é onde todos os pensamentos positivos têm origem.

O espírito nunca se esqueceu da forma como você é, e sempre foi, bela.

 

 

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Frango com Quiabos e Manteiga de Amendoim

Quiabos

Sim, sim… eu sei que chegou o calor. O verão está aí à porta. E com isto devia estar a publicar receitas de saladas e pratos light. Mas existem pratos que embora quentes são bastante satisfatórios, mesmo em dias quentinhos. Principalmente se acompanhados por bebidas bem frescas. Afinal “O que mata o frio… mata o calor!”.

Não é novidade que não sou adepta de carne. Peixe gosto. Carne dispenso. Mesmo assim vou suportando as carnes brancas. Principalmente se a estas juntarmos ingredientes mais exóticos como coco, especiarias como o caril e outros que tais. A receita que apresento hoje junta os quiabos ao frango e não leva especiarias mas sim manteiga de amendoim. Que tal? Parece bem?

Antes de mais um pouco de conhecimento. O quiabo é um legume, bem… um fruto mal compreendido: possui um incrível poder antioxidante, é altamente nutritivo, rico em vitamina A, B, C e em vitamina K. Melhor, baixo em calorias. Cada 100 gramas de quiabo contém apenas 30 calorias. Não possui gordura saturada, nem colesterol e é uma fonte abundante de fibra. Nada mau para este pequeno baboso, ah?!!

Em relação à manteiga de amendoim: esta é rica em gorduras boas. A manteiga de amendoim natural tem vários benefícios para a saúde mas, atenção e muito cuidado com os ataques ao frasco. Quantidades moderadas. As gorduras, embora boas, podem provocar aumento de peso quando consumidas sem controlo. Para além das gorduras boas (monoinsaturadas e polinsaturadas), que ajudam a baixar o colesterol mau e a reduzir o perigo de doenças cardiovasculares, é também uma boa fonte de proteínas. Tem características antioxidantes devido à presença de vitamina E, já para não falar nas fibras que aumentam a sensação de saciedade e ajudam a regular o trânsito intestinal. A manteiga de amendoim ajuda ainda melhorar a circulação sanguínea por ser uma boa fonte de ferro.

Uma dica: é muito importante ter em atenção a manteiga de amendoim que se consome. É fácil cair na tentação da manteiga de compra, isto porque a oferta é grande e não é cara. Existem marcas com boa qualidade, contudo, na sua maioria não têm apenas amendoins como ingredientes. Têm também vários produtos adicionados como sal, açúcar e gorduras hidrogenadas. Leia sempre com atenção os rótulos ou opte por fazer a sua própria manteiga. Se quiser por as mãos à obra saiba que, para fazer uma boa manteiga de amendoim caseira sem aditivos e outros demónios alimentares, basta ter… AMENDOINS. Torrar um pouco os amendoins e depois triturá-los num liquidificador até se tornarem manteiga. Só isto?? SIM!

Posto isto. Vamos ao que interessa:

Frango com Quiabos e Manteiga de Amendoim

(5/6 doses)

  • 500g Lombinhos de frango
  • 200g Quiabos
  • 3 cl. sopa de Manteiga de amendoim
  • 200 ml. Cerveja
  • 2 cl. sopa de azeite
  • 2 cl. sopa de polpa de tomate (caseiro de preferência)
  • 1 cl.sopa de cebola picada
  • 1 dentes de alho
  • 1 malagueta pequena (opcional)
  • Sal (a gosto)
  • Pimenta (a gosto)
  • Limão

Num recipiente tempere o frango com sal, pimenta e umas gotas de limão. Reserve. Lave e corte os pezinhos dos quiabos. Corte às rodelas. Reserve. Num tacho largo leve ao lume, com o azeite. Quando este estiver bem quente junte a cebola e o alho. Deixe que fique cozido. Junte o frango e envolva. Salteie um pouco até ficar selado. Junte a polpa de tomate. Envolva. Junte a cerveja. Envolva. Aguarde 5 minutos destapado. Junte os quiabos. Envolva. Rectifique o sal e a pimenta. Tacho tapado. Lume médio. Aguarde 10 minutos. Baixe o lume. Junte a manteiga de amendoim. Se gostar da vida um pouco mais picante junte a malagueta. Envolva. Tape o tacho. Marque no relógio mais 25 minutos. Mexa de vez em quando para não pegar.

Da minha parte é tudo. Gosto de acompanhar com arroz basmati. Mas também pode ser uma simples salada verde. Uma salada de quinoa. Uma cerveja, um vinho branco, uma sangria branca bem frutada… Aí estamos a falar de comida… enfim, fica ao vosso critério. Uma coisa é certa: sozinhos ou numa mesa cheia este é um prato que com toda a certeza vai deixar muita gente com um belo sorriso de verão.

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O poder da atividade física

A recordar viagem aos EUA…

Atualmente, se há uma verdade inquestionável é a de que a atividade física para a maioria das pessoas, desde que praticada respeitando os princípios do treino, tem inúmeros benefícios! Este facto é sobejamente conhecido e não faltam artigos e publicações que listam de forma quase infindável estas vantagens: melhoria da aptidão cardio-respiratória e da força, prevenção de lesões, melhoria da qualidade de vida, da auto-estima, etc etc.

Agora, ainda melhor do que saber os benefícios da prática de atividade física é…realmente ser fisicamente ativo! Experienciar todas essas melhorias, tornar o dia de trabalho mais rentável, sentir-se mais confiante e menos cansado (é, costuma acontecer!), e muitas outras vantagens.

Outra dessas vantagens que não deverá ser negligenciada, é a do poder de sociabilização da atividade física! Recordo-me perfeitamente de uma viagem para os EUA há dois anos atrás para realizar um estágio de dois meses numa Clínica Especializada em Reabilitação de Ombro.

Primeiros dias, primeiros contatos, primeiras aprendizagens. Pessoas simpáticas, mas não muito expressivas. Atenciosas, mas não demasiadamente comunicativas. 5 dias após a minha chegada, “convido-me” para um “pick up game” de futebol (jogos em que basta aparecer e formam-se equipas) num fim de tarde, num campo indoor. Antes do jogo, mais sorrisos tímidos, cumprimentos de cortesia e contenção de sentimentos. Chega a hora do jogo, equipas formadas e … começa! Primeiros passes, primeiras conversas entre colegas. Em campo todos partilhamos a mesma vontade de participar, de correr, de transpirar, conversamos para nos ajudarmos, e vivemos intensamente aquele momento!

E no final? Bem, no final bastaram 60 minutos de jogo para que os cumprimentos se multiplicassem, para que os sorrisos se tornassem mais expressivos, sinceros, e para que realmente me sentisse integrado naquela minha “nova casa”.

Se tem dúvidas do poder da atividade física pense no modo como as crianças se relacionam de modo entusiasmado quando esta “comunicação” é mediada por uma bola de futebol, pense nas aulas de Educação Física em que finalmente conseguia trocar olhares e sorrisos com a rapariga mais bonita da sua turma no Secundário…

Pense, mas não deixe de aproveitar! Não deixe de aproveitar tudo o que a prática de atividade física pode fazer por si! Tudo o que a prática de atividade física pode fazer por si…

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Esqueça as amarguras e as lamentações

«A vida é feita de escolhas, e são elas que definem o curso do nosso destino. Cabe-nos decidir se nos limitaremos a tentar resgatar as oportunidades que deixamos escapar ou se faremos como o pescador, tentando salvar os nossos sonhos antes que caiam na água.

Na vida, nada é garantido. As únicas coisas que nos pertencem de verdade são as lições que aprendemos com as nossas vivências. Esqueça as amarguras e as lamentações, pois só servem para roubar a sua energia emocional e a sua força interior. É melhor errarmos do que queixarmo-nos, porque, quando erramos, ao menos estamos a tentar. As queixas só geram estagnação e poluição mental. Não tenha medo, erre, erre outra vez, erre as vezes que precisar, mas transforme os seus erros em experiências.

Quando passar a aceitar-se como é, com os seus tropeções, erros e conquistas, as suas lágrimas, risos e emoções, perceberá que os sonhos são o ponto de partida da caminhada rumo à realização pessoal. Servem para catalisar a coragem que estava escondida e ainda não havia sido realmente desafiada.

Como já deve ter compreendido, as dificuldades que enfrentamos na vida não são muros, mas apenas degraus. E vamos continuar a subir essa escada, ousando procurar as nossas próprias respostas.»

Saiba mais sobre o livro AQUI.

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Smartphones e a saúde da coluna cervical

Os smartphones actualmente são uma necessidade para a maioria das pessoas e um acessório indispensável e tão utilizado no dia-a-dia. Por este motivo, os estudos que avaliam os efeitos da sua utilização excessiva têm proliferado e as conclusões têm sido bastante coincidentes.

Quando se utiliza o smartphone as pessoas têm tendência a flectir a região cervical baixa para olhar para o objecto que está numa posição mais baixa e a manter a cabeça nesta posição anteriorizada por longos períodos de tempo. Esta posição tantas vezes apelidada de “forward head posture” pode provocar elevado stress na região cervical, provocar dor miofascial, causar dores de cabeça ou alterar a curvatura cervical (Park, 2015). Por estes motivos as pessoas deverão ter a preocupação de olhar para os seus smartphones com posição neutra da coluna cervical e evitar despender tantas e tantas horas “debruçado” a olhar para o ecrã.

Rodrigo Ruivo, autor do Manual de Avaliação e Prescrição de Exercício Físico (Self)

1. Park J, Kim J, Kim J, Kim K, Kim N, Choi I, et al. The effects of heavy smartphone use on the cervical angle , pain threshold of neck muscles and depression. Adv Sci Technol Lett. 2015;91:12–7.