Usufruir da vida terrena

vida

Sob o tema da felicidade, vimos na primeira lição deste filósofo da Grécia Antiga que devemos encontrar um equilíbrio entre o que temos e o que nos é possível alcançar; na segunda lição de Epicuro foi referida a importância dos amigos; surge agora a terceira lição que nos fala da aprendizagem como um dos grandes prazeres da vida. Aprender contribui para a nossa felicidade não só porque a aprendizagem é uma tarefa coletiva de permanente debate de ideias com os outros, mas porque a descoberta, o conhecimento e a compreensão dos fenómenos do mundo nos permitem tomar consciência do que há de maravilhoso e único na existência humana.

No entanto, a maior ameaça que paira sobre a felicidade do ser humano – mesmo daqueles que são ricos ou poderosos – é o medo da morte e o medo do sofrimento para além da morte. Sobre esta questão, Epicuro defende uma posição materialista de grande sensatez. Se é certo que devemos evitar qualquer tipo de dor, a morte em si mesma é algo que não sentimos porque deixamos de sentir no preciso momento em que ela acontece. Dito de outro modo, enquanto cá estamos, a morte não existe, quando a morte existe, já cá não estamos. Da mesma maneira, não nos devemos inquietar com o que nos acontece depois da nossa morte, uma vez que os humanos e os deuses coabitam em mundos distintos.

Depois de morrer, não temos de recear a ameaça dos deuses ou do que quer que seja, pois pura e simplesmente não existindo já nada existe. Assim como nada existia para nós antes de nascermos, nada existe depois de morrermos.

Por isso, a conclusão que se impõe é que devemos aproveitar a vida o melhor que pudermos, tirando partido de todos os pequenos prazeres que ela diariamente nos propicia.

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