Viver a tua vida

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No outro dia cruzei-me com esta frase do Tony Robbins: “Estás a viver a tua história em vez de viver a tua vida.” Li e reli, interiorizando o quão simples, mas completa é esta frase. Fez-me muito sentido e deixou-me a pensar. Considerei que era muito terapêutica, pois viver a nossa história é diferente de viver a nossa vida. “História” e “vida”, apesar de se cruzarem, não são de facto a mesma coisa. Ampliando o conceito, a “história” é o que carregamos na nossa memória (cognitiva, mas também corporal ou celular), mas também nos nossos genes, onde reservamos a “herança” de família. É algo que trazemos connosco, mas que vem lá de trás. Podemos então referir que a “história” remete para o passado, para algo que já ocorreu e que – achamos nós – ficou lá para trás.

Presos no passado
Quando estamos presos ao passado, ao que foi, ao que poderia ter sido, aos desamores do passado e aos amores que poderiam ter despontado, estamos a viver a história (a que foi e a imaginada). Estamos então lá para trás, não estamos aqui e agora. Perdidos nos lamentos do que foi ou do que poderia ter sido, revivemos momentos que existiram e fabricamos nas nuvens da nossa imaginação outros caminhos ou possibilidades. Nessa “história” há uma teia sedutora que nos prende. Perdidos nisso, esquecemos o vital: viver a nossa vida. É que de facto não podemos mudar o nosso passado, o que nos aconteceu, mas podemos mudar a forma como olhamos para tudo isso e retirar inúmeras aprendizagens. E é aí que podemos viver a nossa vida, de uma forma mais plena e conectada.

Viver a nossa vida não implica deitar fora a “história”, mas sim incluí-la no presente, pois ela faz parte da equação cujo resultado somos nós. Já chega de viver o que foi ou o que poderia ter sido. Sim, o passado é importante, temos de aprender a lidar com ele e a aceitar que não o podemos mudar. Mas no meio do processo não te esqueças de VIVER a tua VIDA! Creio que é essa a mensagem importante daquela frase: viver a vida com consciência, com tudo o que isso implica. Pode não parecer simples, mas é um caminho de possibilidades.

Foto de Kristopher Roller em Unsplash